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Vendas de carros importados no Brasil cresceu no mês de abril

O número de carros importados vendidos no Brasil cresceu em abril, segundo dados da Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores).

Ao todo foram 5.033 veículos vendidos das onze montadoras filiadas à entidade. Destes, 3.533 unidades são de produção nacional e 1.500 unidades foram importadas. Esses dados representam um crescimento de 2,5% em comparação com o mês de março que vendeu 4.911 unidades.

A produção nacional cresceu 2,1%, frente as 3.459 unidades vendidas em março, porém reduziu 2,1% em relação a abril do ano passado. Os carros fabricados no país subiram 9,9%, com 13.899 unidades em comparação com as 12.649 unidades vendidas no mesmo período do ano anterior.

Já os carros importados registraram aumento de 3,3% no comparativo com as 1.452 unidades vendidas em março. Ainda assim, apresentaram uma queda de 33,2% quando comparados com as 2.247 unidades importadas vendidas em abril de 2021. 

Ao todo as marcas associadas à Abeifa tiveram 19.304 unidades licenciadas nos primeiros quatro primeiros meses, representando uma queda de 7,7% quando equiparado com o primeiro quadrimestre de 2021.

Entre as marcas importadas a que mais se destacou foi a Volvo com com 1.613 unidades emplacadas nos quatro primeiros meses do ano, representando praticamente 30% das vendas totais.

Foram vendidas 234 unidades do modelo C40, 534 unidades do XC40, 635 unidades do XC60 e 210 do XC 90. Tornando a marca líder com 530 veículos comercializados nesse mês.

Somente em abril o Volvo XC90 vendeu 171 unidades, um crescimento de 78% nas vendas em relação há um ano atrás e um novo recorde quando comparado ao melhor mês que foi novembro de 2020 em que vendeu 126 unidades do modelo.

A Kia também demonstrou crescimento expressivo com 27,55% do totais de vendas. O destaque vai para o caminhão Bongo somando um total de 690 unidades e para o Stonic com 331 unidades vendidas nos quatro meses de 2022. Apenas em abril foram emplacadas com 203 unidades do Bongo.

Para fechar a lista das marcas importadas que mais venderam, vem a Porsche com 18,24% de participação. Tendo os modelos Macan e Cayenne, com 389 e 226 unidades mais vendidas, respectivamente.

Em abril 136.338 veículos foram comercializados, a participação de mercado das associadas da Abeifa representou 3,7% do mercado brasileiro e 1,1% em participação dos veículos importados. 

 

 

 

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Grupo Gotemburgo faz evento para apresentar soluções para o transporte de passageiros no Recife

O Grupo Gotemburgo, concessionária de caminhões, ônibus e equipamentos de construção Volvo, tem uma ampla rede de distribuição espalhada por todo o Nordeste. 

Além do Recife, podem ser localizadas em Simões Filho, Feira de Santana e Luís Eduardo Magalhães (BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Campina Grande (PB) e Natal (RN).

Na última quarta-feira (11), o Grupo Gotemburgo realizou um evento que contou com a presença de figuras públicas e empresários do segmento de ônibus, para apresentar soluções voltadas ao transporte de passageiros na Região Metropolitana de Recife, com destaque para o ônibus modelo Volvo B270F de 15 metros de comprimento.

“O B270F é uma excelente opção para o transporte em metrópoles. Ele traz mais flexibilidade para a empresa de ônibus, transportando mais passageiros, mas com menos veículos nas ruas, mantendo o conforto e a segurança das pessoas” afirma Paulo Pamplona, diretor comercial do Grupo Gotemburgo.

A capital pernambucana foi uma das primeiras cidades a conhecer o modelo Volvo. O ônibus de 15 metros possibilita transportar até 120 passageiros, ou seja, cerca de 50% mais pessoas do que um veículo convencional de 12,40 metros.

O modelo pode operar tanto em vias segregadas para ônibus quanto em vias normais, com total flexibilidade. “Esse modelo Volvo traz vantagens tanto para os operadores do sistema quanto para os passageiros na mobilidade urbana”, complementa Pamplona.

 

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Caoa Chery anuncia o encerramento da linha de produção e demissão de 485 funcionários

A montadora Caoa Chery surpreendeu com a notícia da suspensão das atividades na sua fábrica em Jacareí, no inteior de São Paulo e a demissão de cerca de 480 trabalhadores.

De acordo com a montadora, a decisão foi tomada porque um dos modelos, o Arrizo 6, vai ser importado da China e os modelos Tiggo 2 e Tiggo 3X saíram de linha. Além disso, ocorrerá uma atualização das linhas de montagem para fabricar modelos híbridos e elétricos, que deverá começar em 2025.

“Para que as mudanças ocorram de forma efetiva, a Caoa Chery informa a parada temporária da unidade fabril de Jacareí (SP). A suspensão das atividades tem como objetivo ajustar os processos produtivos da planta para novos modelos com tecnologias híbridas e elétricas, visando a modernização e atualização das linhas de produção”, informou a nota. 

A fábrica da Chery iniciou suas atividades em Jacareí no ano de 2014 e em 2017 a Caoa comprou metade da operação da montadora chinesa no Brasil e foi quando a produção dos modelos mais caros da marca chinesa passaram a ser realizadas na fábrica da Caoa em Anápolis (GO). 

O fechamento da unidade ocorreu devido uma série de fatores importantes, dentre eles, a alta do dólar, o aumento dos custos logísticos que surgiram com a pandemia, além da queda na venda de veículos. A fábrica tinha capacidade total de produção de 150 mil unidades/ano e no ano passado produziu pouco mais de 14 mil unidades.

Também parece que havia interesse em concentrar a produção dos veículos apenas na fábrica de Goiás, principalmente devido a incentivos fiscais. Estes foram prorrogados em 2020 por mais cinco anos e incluem mais 31% de desconto no IPI dos veículos fabricados.

Após isso foi anunciado um investimento de R$ 1,5 bilhão até 2025 na fábrica de Anápolis para melhorias e também fabricação de novos produtos.

“Devido a incentivos fiscais, é muito mais barato produzir em Anápolis do que em Jacareí. Além disso, é mais vantajoso concentrar a produção em um só local para cortar gastos. Custa muito dinheiro manter tamanha capacidade ociosa em São Paulo, não compensa, não tem como sobreviver”, informa Cassio Pagliarini, sócio da consultoria Bright Consulting e ex-diretor de Renault e Hyundai.

No momento o Sindicato dos Metalúrgicos tenta um acordo com a Caoa Chery para que os 485 funcionários não sejam demitidos. A proposta prevê cinco meses de layoff e estabilidade até janeiro de 2023.

A empresa não confirmou esse acordo mas mantém as negociações e enquanto isso, os trabalhadores protestam em frente da fábrica e solicitam apoio junto à Prefeitura e à Câmara Municipal da cidade.

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Salão do Automóvel em São Paulo foi adiado para 2023

O São Paulo Motor Experience (SPMXP), o novo nome dado para o Salão do Automóvel, que estava marcado para acontecer entre os dias 6 e 14 de agosto no Autódromo de Interlagos, foi adiado para 2023.

A decisão foi informada por Márcio de Lima Leite, presidente da Associação Nacional das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e confirmada pela organizadora  do evento, Reed Exhibition (RX). Isso se deve principalmente aos problemas enfrentados pelas montadoras desde o início da pandemia com a falta de de semicontudores e outros componentes, que impactam diretamente na produção e vendas dos veículos.

“O novo formato do São Paulo Motor Experience atende as novas demandas e expectativas do público, mas as nossas associadas, há mais de um ano enfrentando paradas de fábrica e complexos desafios logísticos, julgam mais adequado adiar temporariamente este grande evento”, justificou o presidente da Anfavea.

O presidente da RX, Cláudio Della Nina, confirmou que o adiamento se deu devido a desafios logísticos enfrentados atualmente pelo setor automotivo “em razão dos desafios que ainda persistem, optamos por adiá-lo. Logo retomaremos os trabalhos para lançar o evento do tamanho da força da indústria automotiva para os milhões de apaixonados”.

Como apenas a BMW, BYD e Mini confirmaram sua participação, outras razões são citadas nos bastidores como possíveis causas para o adiamento.

Nesse caso, a não confirmação e/ou desistência de algumas marcas importantes ao evento como a JAC, Lexus, Volkswagen, Toyota, Chevrolet, Mercedes-Benz, Mitsubishi, Suzuki e Grupo Stellantis (Fiat, Peugeot, Citroën e Jeep). 

O evento que não acontece desde 2018, passou por uma reformulação total, inclusive no nome e tinha por objetivo garantir uma experiência maior e mais completa para os cerca de 750 mil visitantes esperados.

Os boxes do autódromo de Interlagos seriam usados para a exposição das marcas, teria também um espaço para demonstrações de novas tecnologias como carros elétricos, arena de E-Sports, show, entre outras atrações.

Além de pistas para test-drives e experiências para o público com off-road, SUV, arena de drift e arrancada. A ideia era realizar entre 60 mil a 100 mil experimentações. 

Também seria a primeira vez que uma área para a venda de veículos seria colocada no evento e isso era uma das solicitações das montadoras desde que o Salão do Automóvel começou a ser realizado.

 

 

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São Paulo vai sediar corrida da Fórmula E a partir de 2023

A Fórmula E é uma categoria de automobilismo organizada pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo), com emissão zero de carbono e sustentável, que utiliza carros exclusivamente elétricos e teve início em 2014.

A grande novidade do momento está relacionada a confirmação da assinatura de contrato com a cidade de São Paulo para sediar uma das corridas da temporada 2023.

“Estamos felizes em anunciar que aFórmula E vai ao Brasil pela primeira vez, dependendo da aprovação do Conselho Mundial do Esporte a Motor em junho. Este país tem longa e grande paixão pelo esporte a motor, é um grande mercado por ser um dos maiores países do mundo, e São Paulo em si é uma praça histórica das corridas”, afirmou Alberto Longo, cofundador e diretor da Fórmula E.

A notícia foi confirmada por Gustavo Pires, atual presidente da SPTuris, o contrato foi assinado neste final de semana, em Mônaco e terá validade de cinco anos, com opção de renovação. Será a primeira vez que o evento ocorrerá no país e a quarta vez que ocorrerá na América Latina, onde aconteceu no Chile, Argentina e Uruguai.

O primeiro ePrix deve acontecer no final de março, no Sambódromo do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista, que já recebeu quatro edições da São Paulo Indy 300, prova da Fórmula Indy, entre 2010 e 2013. Porém a confirmação oficial da realização da etapa de São Paulo da Fórmula E em 2023 será realizada após publicação do calendário oficial da FIA, que tem previsão para ocorrer no próximo mês de junho.

Não é a primeira vez que tentam incluir o Brasil numa das etapas dessa corrida. Já na primeira temporada da categoria em 2014, um contrato foi assinado para realização de uma corrida no Rio de Janeiro mas devido a necessidade de alterações na região tombada pelo patrimônio histórico, não foi possível.

Em 2017, uma das etapas chegou a ser confirmada para 2018, mas devido o processo de privatização do Anhembi, a corrida foi suspensa. A proposta era transferir o evento para 2019, mas também não aconteceu.

A realização da Fórmula E no país será muito importante não apenas para os fãs da categoria mas também para os pilotos, tanto os que já participaram da competição, como Nelsinho Piquet que foi o primeiro campeão da categoria, em 2015, Felipe Massa e Felipe Nasr, quanto para os que ainda fazem parte do grid atual, como Lucas di Grassi, campeão da temporada 2016-17 e Sérgio Sette Câmara.

“Para mim, não há nada como o orgulho e a incrível energia dos fãs de corrida brasileiros. Então seria um sonho para mim correr neste campeonato revolucionário na frente da minha torcida. Sempre quis correr no Brasil, sempre levantei a bandeira do Brasil na Fórmula E. Parabéns a todos os envolvidos”, comemorou Di Grassi.

Essa próxima temporada também será um marco para a competição com a estreia da nova geração de carros da categoria, a era Gen3, que foi apresentada na última semana em Mônaco. A promessa é de que esses carros sejam os mais sustentáveis e os mais velozes de todos os tempos. Os novos modelos terão novo design com mais aerodinâmica para aumentar a velocidade para as corridas. 

O principal destaque dos carros de terceira geração são os motores com maior potência e os novos sistemas de recuperação de energia. O motor produz 350 kW no eixo traseiro combinado com um motor de 250 kW na dianteira, assim o carro pode produzir 600 kW de energia regenerativa, com velocidade máxima estimada de 322 km/h, 42 a mais que o atual Gen2. 

Além da capital paulista, outras cidades também receberão etapas da temporada 2023 da Fórmula E  pela primeira vez, é o caso da Cidade do Cabo, na África do Sul, e de Vancouver no Canadá. Hyderabad, na Índia também foi cogitada mas ainda não houve confirmação da sua entrada no evento.

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Confirmada entrada da Porsche e Audi na Fórmula 1, de acordo com CEO da Volkswagen

Na última segunda-feira (2), após muitos rumores, foi confirmado pelo CEO da Volkswagen, Herbert Diess, a entrada da Porsche e da Audi, que pertencem ao grupo, na Fórmula 1.

Já estão sendo desenvolvidos novos motores pelas duas marcas para deixá-los ainda mais eletrificados e se adequar nas novas regras que deverão entrar em vigor a partir de 2026.

“Só é possível entrar na F1 quando há uma janela tecnológica e isso vai acontecer agora. Isso significa que será necessário desenvolver um novo motor, cujo desenvolvimento demora três ou quatro anos. Então a decisão tem de ser tomada agora – ou então será preciso esperar uns 10 anos.

Nossas marcas premium entendem que a F1 será muito sustentável, Os motores de 2026 terão combustível sintético e um nível muito maior de eletrificação. Então eles entendem que será um espetáculo muito maior em 2026, 2028. Maior nos Estados Unidos. Maior na China”, disse o CEO.

Ainda não foram informados detalhes sobre como serão realizadas à entrada das marcas na Fórmula 1. Os preparativos da Porsche parecem estar mais adiantados. Ao que tudo indica a marca seria fornecedora de motores em uma parceria técnica com a Red Bull Powertrains e AlphaTauri em 2026.

No caso da Audi, há planos de comprar uma equipe já existente. Uma fonte disse à Reuters que a marca tem cerca de 500 milhões de euros para investir na fabricante britânica McLaren, mas a Alfa Romeo e a Aston Martin também são possíveis candidatas e até a Williams chegou a demonstrar interesse numa parceria com a Porsche.

Caso seja confirmadas, será a primeira vez que a Volkswagen participará  da principal categoria do automobilismo mundial. Essa decisão acontece ao mesmo tempo em que a Volkswagen se prepara para uma possível listagem da Porsche no quarto trimestre deste ano. Mas essa entrada não ocorrerá tão cedo, a previsão é apenas para 2026.

Em julho serão definidas por votação as novas regras da Fórmula 1 e a possível participação da Porsche e Audi representa um passo importante nesse processo.

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Stellantis celebra 7 anos de atividades na fábrica de Goiana com a produção de 350 mil Jeep Compass

O Polo Automotivo Stellantis, localizado em Goiana (PE) foi inaugurado em 2015 e comemorou 7 anos de operações. A fábrica considerada a mais moderna do setor na América Latina, foi responsável pela produção de 1,2 milhão de veículos, dentre eles a Toro, modelo da Fiat e os modelos Renegade, Commander e Compass, da Jeep, este último também comemora a fabricação de 350 mil unidades no Brasil. O compass é líder do segmento de SUVs médios no país, além de ser exportado para outros países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Chile.

“Com sete anos de operações, podemos afirmar que o Polo Automotivo de Goiana está consolidado, seja no cenário nacional como no regional, como um empreendimento capaz de gerar desenvolvimento econômico e social. Mais do que a adoção de tecnologias inovadoras, somos um Polo gerador de inovação, muitas delas exportadas para outras regiões do mundo”, afirma Mateus Marchioro, Plant Manager da fábrica.

A fábrica de Goiana causou um enorme impacto para o desenvolvimento econômico e social, principalmente no Estado de Pernambuco. Atualmente, são mais de 13 mil pessoas empregos gerados pelo Polo, considerando a Fábrica Stellantis e o Parque de Fornecedores instalado no mesmo perímetro industrial, formado por 16 empresas. Cerca de 90% deste efetivo são nordestinos e mais de 85% são pernambucanos. 

Serão investidos R$ 16 bilhões na Stellantis do Brasil até 2025, destes R$ 7,5 bilhões já estão sendo investidos no Polo de Pernambuco com foco no desenvolvimento de novos produtos, na atração de fornecedores e desenvolvimento de sistemas de produção. Além da formação e capacitação da mão de obra local e a consolidação de parcerias com universidades e institutos de pesquisa com o objetivo de desenvolver novas competências, tudo isso visando a atração de novas tecnologias e fornecedores para a região. Desde a chegada da fábrica outros 34 fornecedores se instalaram no Estado.

 “Nosso olhar de constante desenvolvimento e aperfeiçoamento vai além da Manufatura: acreditamos na formação das pessoas, no valor das ações voltadas para a sustentabilidade e no desenvolvimento da comunidade que nos abriga. Temos orgulho em ser um fator de desenvolvimento em todas as dimensões”, disse Marchioro.

Outro destaque da fábrica de Goiana, é o compromisso com a sustentabilidade. Em 2021, o Polo Automotivo tornou-se o primeiro complexo multiplantas Carbono Neutro na América Latina. A meta é a neutralização de 100% das emissões de CO2 decorrentes da Manufatura até 2038, com uma redução de 50% em 2030.

A questão ecológica também é levada a sério, com todos os resíduos da produção recebendo tratamento, sendo utilizados também como matéria-prima para fabricação de bolsas, mochilas, entre outros. Apresentando índice de reciclabilidade de resíduos de 99,98%. A unidade também aproveita 99,5% de toda a água usada no processo produtivo, o que representa uma economia de 23.000 metros cúbicos de água da rede pública de abastecimento, o equivalente ao consumo mensal de 7 mil pessoas.

O Programa Biodiversidade Jeep já plantou mais de 130.000 mudas de 289 diferentes espécies nativas, sendo 27 em risco de extinção, como forma de resgatar o bioma nativo da região em que está instalada a fábrica. Já no campo tecnológico, o foco é a implementação da tecnologia 5G aplicado ao ambiente industrial, utilizando inteligência artificial e cloud computing de forma inédita. 

A Stellantis ainda tem muito a desenvolver tanto no Polo Automotivo instalado em Goiana, quanto no mercado brasileiro como um todo. Oferecendo oportunidades de emprego, de novos negócios e de inovação que causam impacto no país e em toda América Latina.

 

 

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Segundo dados da Anfavea, a produção de veículos no Brasil caiu 17% no primeiro trimestre do ano

A avaliação realizada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostrou uma queda de 17% na produção de veículos no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2021. Ao todo foram fabricadas 496 mil unidades, enquanto no ano anterior foram feitas 598 mil unidades.

Durante o mês de março de 2022, foram produzidas 184,8mil unidades, o que representou um crescimento de 11,4% em relação ao mês de fevereiro, mas comparando com o mês de março de 2021, houve uma queda de 7,8%, sendo o 9º mês seguido com retração nos números. Esses dados revelam ainda que o volume de carros montados foi o pior para o mês nos últimos 19 anos. 

O volume de licenciamentos nos primeiros três meses do ano foi de 405,7 mil unidades, uma queda acumulada de 23,2% comparado ao mesmo período do ano passado. Em março, foram emplacadas 146,8mil unidades, um declínio de 22,5% sobre o mesmo mês de 2021.

A principal causa para essa queda está relacionada com a falta de insumos e peças usadas no setor automotivo, especialmente dos semicondutores, algo que já vem acontecendo desde o início da pandemia. Porém outras questões como, a guerra entre Rússia e Ucrânia e o novo surto de covid na China e outros países, também impactaram diretamente esses números nos principais mercados do mundo.

O setor de exportações caiu 6,2% no mês, mas ainda cresceu 5,8% em relação a março de 2021, com a exportação de 38,9 mil veículos. Já o somatório do trimestre aponta um crescimento de 12,8% em relação ao ano passado. Ao todo foram 108,1 mil unidades embarcadas, contra 95,8 unidades no ano anterior. 

O segmento de caminhões também conseguiu manter o bom desempenho e ainda obteve crescimento de 3% em relação ao mesmo período em 2021, com 26,9 mil unidades licenciadas. A produção de caminhões em março também aumentou 8,5%, com 13,5 mil unidades fabricadas e no trimestre foram 34,4 mil unidades produzidas, uma ampliação de 3,9% quando comparado com o ano passado.

Esses dados não surpreendem e nem é um problema exclusivo do Brasil, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. A expectativa agora é de uma reação a partir do segundo trimestre e um aumento mais considerável no segundo semestre do ano.

“Para os próximos trimestres, essa produção deve aumentar. A gente espera que o segundo, terceiro, quarto trimestres sejam um pouco melhores, que a gente rode uma produção mensal de em torno de 190 mil unidades”, projeta Moraes.

 

 

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Volvo Car é a primeira marca a vender mais de 500 carros elétricos no ano

A Volvo Car Brasil continua fazendo história no país, como pioneira na eletrificação total de sua frota no mercado nacional, superando a expectativa da marca global de tornar-se 100% elétrica até 2030. 

“A decisão de tornar nossa frota 100% eletrificada foi vista como algo ousado e inovador, mas para nós sempre foi algo muito maior. A eletrificação nunca foi apenas um nicho dentro da Volvo Car Brasil, ela está muito conectada com nossos propósitos. Com a eletrificação, além de atingirmos as ambições globais da companhia, conseguimos tornar a mobilidade menos agressiva ao meio ambiente e iniciar uma nova era no setor automobilístico”, disse João Oliveira, Diretor Geral de Operações e Inovação da Volvo Car Brasil.

Agora a Volvo bateu mais um recorde e dessa vez consolidou-se como a primeira marca no Brasil a vender mais de 500 carros 100% elétricos no ano, além de manter-se como líder do segmento com dois modelos no topo do ranking. 

“Para a Volvo é mais uma grande conquista, estamos transformando a indústria no Brasil. Bater o recorde de vendas apenas no quarto mês do ano significa muito para nós que sempre acreditamos na eletrificação e temos feito um trabalho contínuo para a expansão, investindo não somente em novos modelos, mas também em infraestrutura no país”, comemora João.

Em setembro de 2021 a marca trouxe ao país seu primeiro carro 100% elétrico e hoje a Volvo conta com dois modelos, o XC40 Recharge Pure Electric e o C40 Recharge, lançado há pouco mais de um mês. E mesmo em tão pouco tempo dos lançamentos, os dois veículos destacam-se como os modelos elétricos mais vendidos do Brasil.

Outro dado impressionante é que a marca também é a maior da história em número de vendas absolutas na categoria, com mais de 900 unidades vendidas. No primeiro trimestre do ano, apareceu como primeiro lugar entre os veículos híbridos e elétricos no Brasil com 40,12% do mercado.

 

 

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Como funciona o processo de blindagem de veículos no Brasil

 

A blindagem está na história da humanidade há aproximadamente 4.000 anos e passou a ser utilizada quando o homem percebeu que apenas suas habilidades de combate não seriam mais suficientes para deter as formas de ataque cada vez mais elaboradas e letais, graças ao uso de armas como lanças e catapultas.

Os primeiros registros  conferem aos chineses o pioneirismo na arte da blindagem. Na Grécia Antiga, surgiram os escudos, já em Roma surgiram as primeiras “vestes blindadas” e na Idade Média às armaduras de metal cobriam os militares da cabeça aos pés. A partir dos anos 20, a blindagem foi deixando de ser apenas um recurso militar e começou a ser adotada também por civis.

No Brasil, os primeiros veículos blindados foram os carros de combate, de transporte de tropas e de reconhecimento lançados a partir de meados dos anos 1960. Na virada dos anos 1980 para os 1990 outras empresas passaram a atuar no segmento da blindagem, dessa vez, voltados para os carros de civis. Desde então, o negócio da blindagem no Brasil foi crescendo e ganhando destaque em nível mundial.

Nos últimos 20 anos, o mercado brasileiro de blindagem amadureceu muito e hoje as blindagens feitas no país são tão boas que viraram o padrão adotado por montadoras internacionais. Além de ser referência, o Brasil também é líder mundial em número de carros blindados per capita no mundo. O país conta com uma frota aproximada de 300 mil blindados, superando cinco vezes o México que é o segundo colocado no ranking.

Em 2021, o mercado nacional bateu mais um recorde de blindagem automotiva. Foram 20.024 veículos blindados, o que representa um crescimento de cerca de 45% em comparação com 2020, de acordo com a ABRABLIN (Associação Brasileira de Blindagem).

“As blindadoras brasileiras não possuem tanta expertise em blindagens nível III e IV, mas somos referência mundial quando o assunto é blindagem de nível III-A. Exportamos carros blindados com esse nível de proteção para países da América Latina, da África e até da Europa. Engenheiros dos mais diversos países vêm ao Brasil para aperfeiçoar seus conhecimentos e aprender novas técnicas”, conta Alex Cirilo, Diretor Industrial da Autostar Blindados e Presidente da Câmara de Blindadores.

Mais de 90% dos carros blindados que circulam no país adotam o nível de proteção III-A, que abrange a maioria das armas de mão e dos calibres encontrados com criminosos, suportando disparos de revólveres 44 Magnum e até de submetralhadoras 9mm. Sendo assim, o serviço de blindagem só pode ser realizado por empresas especializadas, com um Certificado de Registro no Exército Brasileiro e um alvará da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Federação em que estiver localizada.

A blindagem de um veículo é um serviço dividido em cinco fases. A fase inicial é quando são tiradas as medidas dos locais em que serão aplicados os materiais. Esse momento é muito importante para evitar infiltrações, algo que pode comprometer toda a segurança da blindagem.

A segunda fase é a etapa em que são colocados os painéis de aço e as mantas, que são conjuntos de diversas camadas de um tecido chamado aramida, composto por uma trama de fios. Cada fio é um conjunto de filamentos que possuem diferentes resistências mecânicas, dependendo da origem e procedência.

Esses materiais são empregados para realizar a proteção de todas as áreas não transparentes dos veículos. A aramida é cinco vezes mais resistente do que o aço por unidade de peso, além de ser mais leve. Em uma blindagem com nível de proteção III-A, as mantas de proteção balística geralmente são compostas por 8 a 12 camadas de aramida.

Esse material também entra na composição dos pneus, mas isso não tem a ver com a blindagem das rodas porque atualmente não há tecnologia que, de fato, promova a blindagem total do pneu. Os dispositivos mais oferecidos são a cinta de roda, confeccionada em aço inoxidável e o Flats Over, que segue o mesmo princípio da cinta de roda, no entanto, é confeccionado basicamente por uma cinta de borracha bastante espessa.

Na terceira etapa, os vidros convencionais são trocados outros blindados, com lâminas de cristal e polímeros. Um vidro blindado é um “bolo de camadas” que envolve além do vidro em si, materiais como polivinil butiral (filme plástico de alta resistência), policarbonato (plástico muito resistente) e poliuretano (borracha sintética).

Um vidro balístico para blindagens com nível III-A tem de 3 a 4 camadas de vidro, uma de policarbonato e mais três ou quatro camadas de polivinil butiral e de poliuretano e tem uma espessura que varia de 18,8 mm a 21,1 mm. Cada fabricante usa uma combinação diferente desses materiais, mas sempre com o mesmo objetivo de produzir uma barreira com alta transparência, elevada resistência e o menor peso possível.

A quarta fase é a etapa da montagem, em que todas as peças que foram retiradas são recolocadas em seu lugar original. E, por fim, a quinta fase é a finalização, quando é realizada a limpeza e onde são testados o funcionamento de todos os dispositivos mecânicos e eletrônicos do carro. Uma blindagem bem executada, além de oferecer segurança aos passageiros, consegue também preservar as funcionalidades e as características estéticas do veículo, com acabamento minucioso e impecável.

A pandemia gerou uma crise econômica mundial que afetou todos os setores, inclusive a venda de carros e consequentemente o segmento de blindagem. Ainda assim, 2021 apresentou crescimento em comparação ao ano anterior e seguiu em alta no primeiro trimestre desse ano. 

Com o avanço da vacinação e consequente controle da pandemia, tudo indica uma melhora para o setor automotivo como um todo. Isso vai se refletir tanto no aumento das vendas de veículos, quanto na expansão do segmento de blindagem, indicando o quanto esse mercado ainda vai evoluir, para que o Brasil continue sendo o primeiro colocado na lista dos países que mais blindam carros no mundo e uma referência no processo de blindagem automotiva.

 

 

 

 

 

 

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