Honda X-ADV 2024: a scooter aventureira nº 1 chega em cores inéditas

A trajetória da Honda X-ADV é um verdadeiro case de sucesso da indústria motociclística mundial.

O primeiro protótipo foi apresentado no EICMA, Salão de Milão, no final de 2015,

A receptividade à então incomum mescla de scooter com big-trail foi enorme, e poucos meses depois a versão definitiva chegaria ao mercado mundial.

A ideia de aliar a versatilidade das scooters ao espírito aventureiro foi um destaque.

Isso reafirmou a Honda como líder não só nas vendas de motos e scooters em todo o planeta, mas também como criadora de tendências e de inovações destinadas à satisfação de seus clientes.

A Honda X-ADV aliou à típica praticidade para deslocamentos cotidianos, característica fundamental de todas as scooters, a capacidades dinâmicas.

Até então essas capacidades eram exclusivas das motos destinadas a grandes aventuras, como por exemplo a Honda CRF 1100L Africa Twin.

Esta receita especial da X-ADV foi temperada com tecnologias como os cinco Riding Modes: Rain, Standard, Gravel, Sport e User (personalizável).

Além do acelerador eletrônico TBW (Throttle By Wire) e do controle de tração HSTC (Honda Selectable Torque Control).

Tal pacote de tecnologias exaltou a excelência do motor bicilindro de 745 cc de 58,6 cv de potência máxima.

O mesmo que equipa a Honda NC 750X, e dotado do exclusivo câmbio DCT de dupla embreagem.

Poder escolher entre a seleção de marchas através de teclas no punho esquerdo ou a opção automática, sempre integradas aos modos de pilotagem.

Esse é um aspecto que torna a X-ADV particularmente eficaz.

Seja na pilotagem urbana ou rodoviária assim como nas escapadas por caminhos sem pavimentação, sua exclusiva tecnologia amplia a capacidade da scooter.

Ela pode ser usada como genuína touring aventureira ou vetor de deslocamentos no dia-a-dia.

O robusto chassi tubular de aço conta com suspensão dianteira invertida regulável e suspensão traseira com monoamortecedor.

Além de balança de alumínio com braços assimétricos, conjunto que dá à X-ADV grande capacidade de superação de obstáculos.

Na frenagem, o sistema ABS de duas vias tem cálipers radiais de quatro pistões nos discos dianteiros e cáliper de pistão simples no disco traseiro.


Alguns detalhes são complementos de praticidade como o compartimento sob o assento de grande capacidade (22 litros) e para-brisa ajustável em cinco níveis.

Conta também com trava de direção ELS (Electric Steering Lock System), integrada à Smart Key e um evoluído painel TFT de 5”.

A conectividade do Honda RoadSync, integrado ao HSVCS (Honda Smartphone Voice Control System) está presente na Honda X-ADV 2024, que faz dela a scooter líder também em conectividade.

 

 

 

 

 

A Honda X-ADV 2024 terá duas inéditas opções de cor: branco (Shasta White) e cinza perolizado (Pearl Deep Mud Gray).

chegada na rede de concessionários Honda está prevista para julho.

O preço público sugerido base Distrito Federal (que não inclui despesas com frete ou seguro), é de R$ 91.780,00.

A garantia é de 3 anos sem limite de quilometragem.

Será oferecido ainda o Honda Assistance 24 horas, um serviço gratuito válido por todo o período da garantia (válido em todo o território nacional, além de Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai).

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Dakar: Moraes segue em duelo com Loeb e agora é 3º colocado

Um dos pontos altos da 45ª edição do Rally Dakar, que se encerra no próximo domingo na Arábia Saudita, o duelo entre o estreante brasileiro Lucas Moraes e o nove vezes campeão mundial de rally Sébastien Loeb teve mais um lance dramático nesta sexta-feira, quando foi realizada a 12ª etapa da prova, no deserto Empty Quarter.

(Victor Eleutério/Fotop)

Ao desviar de uma moto que estava caída no trajeto, o piloto brasileiro acabou perdendo velocidade e viu o Toyota GR DKR Hilux da equipe Overdrive atolar em um “funil”, encontro de duas dunas, no jargão da modalidade.

“Perdemos bastante tempo tirando o carro dali”, resume ele, que disputa a categoria principal do maior rally do mundo, a dos carros. O incidente custou tempo precioso a Moraes e ao navegador alemão Timo Gottschalk, que acabaram o dia na 10ª colocação.

“Eu fui desviar de uma moto caída na duna, em um funil, e nessa desviada o carro perdeu embalo e não deu para chegar ao topo. Então, o carro atolou, porque a areia era muito fofa. Ali, depois que atola, a roda patina e afunda mais. Mas, faz parte do aprendizado. Pilotar em dunas requer “horas de voo” e eu ainda não tinha tido essa aula de hoje”, brinca Moraes.

(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

O dia foi marcado por outra vitória do Prodrive Hunter T1+ do francês Sébastien Loeb e do belga Fabian Lurquin, que agora ocupam a vice-liderança geral da prova, apenas 2min01s à frente de Moraes, que caiu de segundo para terceiro na classificação.

A liderança do Dakar até aqui é da dupla Nasser Al-Attiyah (Qatar)/Mathieu Baumel (França), com um Toyota GR DKR Hilux da equipe oficial de fábrica.

Em quarto na geral está a dupla formada pelo campeão do Dakar 2009, o sul-africano Giniel de Villiers, que utiliza outro Toyota GR DKR Hilux da equipe de fábrica. Juntamente com seu conterrâneo, o navegador Dennis Murphy, Villiers tem uma desvantagem de 52min50 em relação a Moraes/Gottschalk.

O Brasil também colhe bons resultados em outras categorias. Na Protótipos Leves, o navegador Gustavo Gugelmin e o piloto norte-americano Austin Jones mantiveram a liderança geral, depois de terminar a etapa do dia em quinto.

Entre os quadriciclos, Marcelo Medeiros venceu a especial, passando a ocupar agora a 10ª colocação na sua categoria.

A especial de hoje percorreu 191km, com largada e chegada em Shaybah, já no sudoeste da Arábia Saudita. Esta matéria foi fechada considerando os resultados da prova disponíveis às 12h de Brasília (18h no horário local).

Lucas Moraes no cockpit de seu Toyota GR DKR Hilux

12ª Especial, 191km, saída e chegada em Shaybah
1. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+), 1h56min21s
2. Mattias Ekström/Emil Bergkvist (Audi RS Q e-tron) +3min19s
3. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux) +3min31s
4. Guerlain Chicherit/Alex Winocq (Prodrive Hunter T1+) +7min13s
5. Jakub Przygoński/Armand Monleón (Mini John Cooper Works Plus) +8min2s
6. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +8min59s
7. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +9min58s
8. Yazeed Al-Rajhi/Dirk Von Zitzewitz (Toyota Hilux Overdrive) +10min46s
9. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +11min34s
10. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +11min38s

Classificação geral após doze especiais
1. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux), 41h16min25s
2. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+) +1h27min10s
3. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +1h29min11s
4. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +2h22min21s
5. Henk Lategan/Brett Cummings (Toyota GR DKR Hilux) +2h34min21s
6. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +3h0min26s
7. Brian Baragwanath/Leonard Cremer (Century CR6-T) +3h34min23s
8. Wei Han/Li Ma (SMG HW2021) +4h11min38s
9. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +4h17min38s
10. Juan Cruz Yacopini/Daniel Oliveras Carreras (Toyota Hilux Overdrive) +4h17min53s

 

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Dakar: o lado feminino do maior desafio do mundo

Em 2023, a imprensa brasileira marca presença na 45ª edição do Rally Dakar somente com a repórter Letícia Datena.

Não há outros jornalistas do país acompanhando a prova, que reúne no total competidores de 68 nacionalidades na Arábia Saudita.

Curiosa e apaixonada pelo esporte, Letícia deu de cara com uma realidade que não esperava: a forte presença feminina no maior desafio do mundo, que vem sendo disputado desde o dia 31 de dezembro nos desertos daquela região do Oriente Médio.

“Ao todo, são 51 atletas espalhadas em seis categorias. Eu acho sensacional que cada vez mais mulheres estejam se aventurando na versão mais radical de um esporte extremamente físico, como é o rally cross-country. Pilotos e navegadores correm em média 400km por dia em pleno deserto, escalando dunas de até 300m. Terminam o dia literalmente moídos. Além de estar bem preparado, é preciso ter coragem. E isso nós, mulheres, temos de sobra. O Dakar vai cruzar uns 8.500km até o final da corrida, no dia 15 de janeiro. Nós já andamos cerca de 70% disso. É uma prova que judia da gente, precisa realmente amar velocidade para correr um Dakar. E as mulheres adoram esse desafio. Ter 51 delas aqui me diz que estamos chegando com força, o rally já é nosso território também”, conclui a repórter, filha do apresentador José Luis Datena, que faz a cobertura do evento pela TV Band e revista Forbes.

O piloto brasileiro Lucas Moraes e a jornalista Letícia Datena no Dakar 2023

As mulheres, na verdade, já registraram grandes momentos na trajetória do Dakar, o que chama a atenção agora é a quantidade e a disposição de brigar de igual para igual com os marmanjos de todas as categorias.

Mas, já em 2001, a alemã Jutta Kleinschimidt mostrou o caminho vencendo a prova na categoria principal, a dos carros, ao lado do navegador e conterrâneo Andreas Schulz.

“Aqui, todo mundo sabe que as mulheres vieram pra ganhar. Como é o caso dos homens, algumas possuem currículos fantásticos no rally e outras estão em evolução. Mas de maneira geral elas estão aqui para conquistar o título máximo do nosso esporte, que é vencer essa prova. Todos os dias, no Dakar, temos provas de que talento não tem sexo, idade ou cor de pele. Essa é uma das magias dessa competição”, diz o brasileiro Lucas Moraes, que vem sendo a principal revelação do Dakar 2023.

Pâmela e Sachs em ação durante etapa do Dakar 2023
(Magnus Torquato/Fotop)

Em 2023, a catarinense Pâmela Bozzano, de 33 anos, se tornou a primeira mulher do Brasil a competir no Dakar como piloto.

A bordo de um Can-Am Maverick X3 da categoria Protótipos Leves, ela cruza os desertos da Arábia ao lado do navegador Carlos Sachs. Ex-atleta de marcha atlética, Pâmela iniciou no rally por brincadeira em 2020, influenciada pelo marido, Ênio Bozzano.

“Meu esposo me perguntou se não queria ser navegadora dele. Eu gostei da ideia, mas logo percebi que queria acelerar, frear… pilotar mesmo. Ele gostou da ideia, me incentivou e arrumou um carro pra testar. Tempos depois fomos para o Jalapão, um deserto no Tocantins, disputar minha primeira corrida”, conta Bozzano.

Pâmela levou a sério o convite, se destacou e conquistou bons resultados. Em 2022, venceu o Rally RN1500, um dos mais tradicionais do país, e também o Rally Jalapão, ambos na subcategoria de UTVs na qual competiu.

Mas a maior conquista foi a vitória na classe UTV3 do Rally dos Sertões e com Ênio na função de navegador. Na Argentina, Pâmela ainda foi segunda colocada no competitivo SARR (South American Rally Race) e quinta na classificação geral dos UTVs.

Mas a primeira brasileira a competir no Dakar foi a jornalista Leilane Neubarth, que em 1999 foi a navegadora na tripulação do caminhão conduzido por André Azevedo, ao lado do mecânico tcheco Tomas Tomecek.

O trio obteve duas vitórias em especiais e chegou ao terceiro lugar na categoria caminhões do Dakar daquela temporada.

Pâmela Bozzano e o navegador Carlos Sachs diante do Can-Am Maverick X3
(Vinícius Branca/Fotop)

Entre as 51 mulheres inscritas no Dakar, a maior delegação é da França com 12 representantes.

Na atual edição, as principais estrelas são as espanholas Cristina Gutierrez, que se tornou a primeira mulher a vencer uma especial no Dakar desde Kleinschmidt, e Laia Sanz, que é dona do melhor resultado de uma mulher nas motos no Dakar, um nono lugar em 2015. Gutierrez foi terceira colocada entre os UTVs no ano passado.

As duas correm paralelamente no Extreme E, competição de rally de carros elétricos no qual as equipes são divididas com um piloto masculino e outro feminino.

Gutierrez tem feito bonito: é a campeã de 2022 da Extreme E, ao lado do lendário francês Sebastien Loeb. Ambos competiram pelo time de Lewis Hamilton, o X44.

Sachs, Pâmela e Moraes posam ao lado do símbolo do Dakar antes da largada
(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

51 Mulheres no Dakar 2023

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Carros (Pilotos): Laia Sanz (Espanha), Andrea Lafarja (Paraguai), Magdalena Zajak (Polônia)
Carros (Navegadoras): Monica Plaza Vazquez (Espanha), Valerie Panagiotis (França), Tessa Rooth (Holanda)
Protótipos Leves (Pilotos): Cristina Gutierrez (Espanha), Annett Fischer (Alemanha), Camelia Liparoti (Itália), Dania Akeel (Arábia Saudita), Mashael Alobaidan (Arábia Saudita), Merce Martin (Espanha), Anja Van Loon (Holanda), Aliyyah Koloc (Emirados Árabes Unidos), Pâmela Bozzano (Brasil), Patricia Pita Gago (Uruguai)
Protótipos Leves (Navegadoras): Annie Seel (Suécia), Lisette Bakker (Holanda), Delphine Delfino (França)
Caminhões (Navegadoras): Marije van Ettekoven (Holanda), Margot Llobera (Andorra), Susana Hernando Ines (Espanha), Syndiely Wade (Senegal)
UTVs de Produção (Pilotos): Molly Taylor (Austrália) e Rebecca Busi (Itália)
UTVs de Produção (Navegadoras): Valentina Pertegarini (Argentina), Rosa Romero Font (Espanha), Giulia Maroni (Itália)
Clássicos (Pilotos): Valentina Casella (Itália), Olga Rouckova (República Tcheca), Sandra Riviere (França)
Clássicos (Navegadoras): Anne Galpin (França), Mercedes Montamarta (Espanha), Julie Verdaguer (França), Monica Buonamano (Itália), Jacobine Kamp-Noordsij (Holanda), Corinne Berteloot (França), Audrey Rossat (França), Faiza Maillard (França), Magali Barlerin Simonot (França), Claire Deygas (França), Corinne Cupers (França), Sonia Ledesma Gomez (Espanha), Alexia Giugni (Itália), Lidia Ruba (Espanha), Simona Morosi (Itália), Marie-Noelle Malsergent (França) e Andrea Cadei (Itália)

Veículos conduzidos por tripulações 100% femininas

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Protótipos Leves: Annett Fischer (Alemanha)/Annie Seel (Suécia) e Merce Martin (Espanha)/Lisette Bakker (Holanda)
UTVs de Produção: Rebecca Busi (Itália)/Giulia Maroni (Itália)
Clássicos: Valentina Casella (Itália)/Monica Buonamano (Itália)

 

 

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Guia do Dakar: tudo sobre o desafio, os favoritos e os brasileiros em 2023

O Dakar 2023 terá início com muitas expectativas e poucas certezas. Entre os 455 veículos inscritos nas sete categorias, a lista de possíveis vencedores é grande e até inclui brasileiros.

Como dita a tradição e a própria essência da corrida, na 45ª edição do maior desafio do esporte a motor mundial tudo pode e deve acontecer.

A prova será disputada nos desertos da Arábia Saudita, a ordem de largada ocorrerá no dia 31 de dezembro e assim, terá o início de seus 15 dias de competição em primeiro de janeiro.

A corrida será disputada pela quarta vez seguida na Arábia Saudita, após 11 edições na América Latina, que recebeu a prova quando o Dakar foi forçado a abandonar a África devido a crescentes ameaças terroristas.

Pelo segundo ano seguido, o rally será válido também para o Campeonato Mundial FIA de Rally Cross-Country.

O percurso será de 8.549km, sendo 4.706km de trechos cronometrados em alta velocidade, as chamadas especiais, correspondentes a um dia de competição.

O trajeto prevê alguns trechos já visitados, como os de Al’ula, Ha’il e Riad, mas também inclui percursos inexplorados no inóspito “Empty Quarter”, um deserto gigantesco cujo nome, em tradução aproximada, significa “território inabitado”.

Quem se perder por ali estará sozinho em um mar de areia. O Dakar, novamente, promete que a sequência interminável de dunas será predominante na prova.

Ao todo, serão 455 veículos em sete categorias principais: motos, quadriciclos, carros, protótipos leves, UTVs, caminhões e clássicos, destinada a carros do Dakar de várias épocas, mas em percurso menos radical.

A principal categoria é a dos carros, por ter os veículos mais sofisticados, velozes e os pilotos mais importantes. Entre os 73 automóveis, há algumas subcategorias determinadas pela configuração das máquinas, incluindo veículos de tração 4×4 e 4×2, motores híbridos, a diesel, diesel ecológico e gasolina.

A principal divisão é a T1+, na qual a equipe Overdrive Toyota tenta repetir a vitória geral da prova obtida em 2022 com a dupla Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Qatar/França), além de chegar reforçada pelo vencedor do Dakar 2009 Giniel De Villiers e o navegador Dennis Murphy, ambos sul-africanos.

É neste esquadrão também que está o estreante brasileiro e atual bicampeão do Rally dos Sertões, Lucas Moraes e o navegador alemão Timo Gottschalk.

A dupla é vista como fonte de possíveis surpresas tanto pelo desempenho de Moraes no maior rally do Brasil quanto pelas atuações no Campeonato Mundial FIA de Rally Baja e Cross Country.

O navegador alemão Timo Gottschalk e o piloto brasileiro Lucas Moraes

A bordo de um modelo Hunter da Prodrive testado ao longo do ano, o nove vezes campeão mundial de rally Sebastien Loeb chega a 2023 depois de ter terminado no pódio três vezes. O supercampeão da França promete não deixar escapar a primeira vitória no Dakar neste ano, ao lado do navegador belga Fabian Lurquin.

Outra sensação é a equipe alemã Audi, que volta à carga com os carros híbridos gasolina-elétricos e-Tron Quattro, que após um ano de desenvolvimento estão entre as principais apostas do Dakar 2023.

A mão de obra é do lendário “Mister Dakar” Stéphane Peterhansel (com o navegador francês Edouard Boulanger) e do icônico Carlos Sainz (em parceria com o também espanhol Lucas Cruz), além do ex-DTM Mattias Ekstrom (e seu conterrâneo, o navegador sueco Emil Bergkvist).

Entre os 19 quadriciclos, além do campeão Alexandre Giroud (França), o Brasil vem bem representado com Marcelo Medeiros, que na edição anterior venceu três das 12 especiais do evento e terminou em sexto.

As motos são a categoria mais numerosa, com 125 participantes, mas não possui brasileiros na competição.

Destaque para o atual bicampeão Sam Sunderland (Inglaterra), além do espanhol Joan Barreda, o chileno Pablo Quintanilla, o norte-americano Ricky Brabec, o australiano Toby Price e o austríaco Matthias Walkner.

O francês Alexandre Giroud é o atual campeão na categoria Quadriciclos

Devido à guerra contra a Ucrânia, competidores russos e mesmo a fabricante Kamaz foram banidos do Dakar.

Em 2022, a montadora dos icônicos caminhões de rally baseada em Naberejnye Tchelny faturou os quatro primeiros lugares. Mas essa ausência não tornou menos impressionante a categoria dos caminhões, que não possui competidores brasileiros.

Com 56 veículos inscritos, os gigantes do deserto prometem um show a parte, com destaque para os pilotos holandeses da Iveco Janus van Kasteren e Martin van den Brink, primeiros colocados em 2022, logo após os quatro caminhões russos que dominaram a corrida.

Já entre os 47 Protótipos Leves, que são UTVs construídos especificamente para rally, os chilenos Francisco López Contardo e Juan Pablo Latrack são os atuais campeões e novamente ocupam o alto da lista de apostas.

Os favoritos desta vez terão a companhia de duas duplas brasileiras: Pâmela Bozzano/Carlos Sachs e Enio Bozzano Júnior/Luciano Gomes.

A provável grande rival de Contardo/Latrach deve ser a dupla formada pelo americano Austin Jones e o brasileiro Gustavo Gugelmin, atuais campeões da categoria de UTVs de produção.

Nesta última, estão inscritos 46 UTVs de produção, aqueles vendidos em lojas comuns, com os brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo entre as parcerias mais fortes.

O Brasil também será representado por Bruno Conti de Oliveira, que contará com a navegação do português Pedro Bianchi Prata, e Cristiano Batista, que terá navegação do espanhol Fausto Mota.

Apesar de rivais, Rodrigo e Bruno são pai e filho e disputarão a prova pela mesma equipe, a South Racing Can Am, atual campeã do Dakar.

Sam Sunderland, atual bicampeão do Dakar, é uma das estrelas entre as 125 motos

Um dos Audi híbridos e supercotados para a vitória em 2023

 

 

 

 

 

 

 

45ª Edição do Rally Dakar
8.549km de percurso total. Especiais somam 4.706km

(Data / locais / total do dia / especial)

Prólogo: 31/12 – Sea Camp – 10 km / 10 km
01/01 – Sea Camp –> Sea Camp – 603 km / 368 km
02/01 – Sea Camp –> Al-‘Ula – 590 km / 431 km
03/01 – Al-‘Ula –> Ha’il – 669 km / 447 km
04/01 – Ha’il –> Ha’il – 573 km / 425 km
05/01 – Ha’il –> Ha’il – 646 km / 375 km
06/01 – Ha’il –> Ad Dawadimi – 876.68 km / 466 km
07/01 – Ad Dawadimi –> Ad Dawadimi – 641.47 km / 473 km
08/01 – Ad Dawadimi –> Riyadh – 722.41 km / 407 km
09/01 – Descanso – Riyadh
10/01 – Riyadh –> Haradh – 710 km / 439 km
11/01 – Haradh –> Shaybah – 623 km / 114 km
12/01 – Shaybah –> Empty Quarter – 426 km / 275 km
13/01 – Empty Quarter –> Shaybah – 375 km / 185 km
14/01 – Shaybah –> Al Hofuf – 669 km / 154 km
15/01 – Al Hofuf –> Dammam – 414 km / 136 km

Veículos e Categorias
Carros: 73 (1)*
Motos: 125
Quadriciclos: 19 (1)
Protótipos Leves: 47 (5)
UTVs: 46 (4)
Caminhões: 56
Clássicos: 89
Total: 455 veículos
*Nota: entre parêntesis, competidores brasileiros, que totalizam 11. Entre eles, a primeira piloto brasileira do Dakar (Pamela Bozzano)

Brasileiros no Dakar 2023

Piloto / Navegador / Veículo

CATEGORIA T1+
Lucas Moraes (Brasil) / Timo Gottschalk (Alemanha), Toyota GR DKR IMT

PROTÓTIPOS LEVES
Gustavo Gugelmin (Brasil) / Austin Jones (EUA), Can-Am Maverick XRS
Pâmela Bozzano (Brasil) / Carlos Sachs (Brasil), Can-Am Maverick X3
Enio Bozzano Júnior (Brasil) / Luciano Gomes (Brasil), Can-Am Maverick X3

UTVs DE PRODUÇÃO
Rodrigo Luppi (Brasil) / Maykel Justo (Brasil), Can-Am Maverick XRS
Bruno Conti de Oliveira (Brasil) / Pedro Bianchi Prata (Portugal), Can-Am Maverick X3
Cristiano Batista (Brasil) / Fausto Mota (Espanha), Can-Am Maverick XRS

QUADRICICLOS
Marcelo Medeiros (Brasil), Yamaha Raptor 700

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Royal Enfield: a marca que ultrapassou os 120 anos e ainda faz sucesso

A Royal Enfield é uma empresa multinacional indiana de fabricação de motocicletas com sede em Chennai, Tamil Nadu, Índia. A empresa é a marca global de motocicletas mais antiga em produção contínua.

Sua história é antiga e remonta de 1901, quando foi fabricada a primeira moto Royal Enfield, desenhada por R.W. Smith e pelo francês Jules Gotiet, com um motor Minerva de 1,5 cv montado à frente da coluna de direção e uma longa correia de couro a fazer a transmissão à roda traseira.

Em 1909, a Royal Enfield surpreendeu o mundo do motociclismo com o lançamento de uma pequena motocicleta com motor Motosacoche de dois cilindros em “V”, com 2 ¼ HP, de procedência suíça.

Em 1911, o modelo seguinte foi equipado com um motor de 2 ¾ HP e passou a incluir o famoso câmbio Enfield de duas marchas. Já em 1912 foi lançada a JAP, que transformou a Enfield em uma marca conhecida, com motor de dois cilindros em “V”, 770 cc, 6 HP e sidecar. 

As motocicletas de 3 HP, desta vez com motor da própria Enfield, entraram em produção em 1914 e passaram a usar a pintura padrão da Enfield, componentes esmaltados na cor preta e tanque verde com friso dourado.

Nesse mesmo período, à medida que a Inglaterra se envolve na I Guerra Mundial, toda a gama restante de motos deixa de ser produzida, exceto as que equipam este motor e a maior moto da marca, a 770 cc de 6 cv com motor v-twin JAP.

Com o passar do tempo a marca foi se estabelecendo e em 1932 nasce a lendária “Bullet” com três versões disponíveis: 250, 350 e 500 cc, todas com o motor ‘sloper’, inclinado para a frente, seletor de mudanças operado com o pé e pistões de alta compressão.

Entre os anos de 1939 e 1945, a marca produz um grande número de motos e bicicletas para o esforço militar britânico na 2ª Guerra Mundial, sendo a 125 cc, o modelo mais icônico, conhecida como “Flying Flea”.

Essa motocicleta era montada numa estrutura especial para ser lançada de para-quedas e usada para a mobilidade rápida das divisões aerotransportadas atrás das linhas inimigas.

Em 1952, o governo indiano realizou a encomenda de 800 unidades do modelo de 350 cc, por considerá-la a mais adequada para o trabalho de patrulhamento da fronteira do país. De fato, as motos demonstraram ser um grande sucesso, provando-se resistentes e de fácil manutenção.

A partir de 1955, a marca Redditch associa-se com a Madras Motors para fundar a Enfield India. Os trabalhos têm início com a construção de uma fábrica em Tiruvottiyur, perto de Madras (hoje, Chennai).

No ano seguinte a fábrica foi inaugurada e as Bullet começam a ser produzidas sob licença, com um total de 163 unidades fabricadas naquele ano.

Já em 1994 o Eicher Group, uma empresa automotiva na Índia, adquire a Enfield India Limited e altera a sua designação para Royal Enfield Motors Limited.

A Royal Enfield adquire em maio de 2015, a sua antiga colaboradora Harris Performance no Reino Unido, uma conhecida empresa de engenharia e design de motos, para incrementar as suas capacidades de desenvolvimento de produtos.

Em agosto do mesmo ano, abre a sua primeira subsidiária de distribuição direta fora da Índia, em Milwaukee, Wisconsin (EUA), com a estratégia principal de oferecer três motos, Bullet 500, Classic 500 e Continental GT 535 Cafe Racer. Ainda em 2015, a Royal Enfield ultrapassou a Harley-Davidson em vendas globais.

Em 2021 comemorou seus 120 anos de “Motopurismo” com a edição especial das twins Continental GT 650 e Interceptor 650, limitada de apenas 120 unidades (60 de cada). 

O destaque desses modelos fica por conta do emblema circular tridimensional aplicado no tanque de combustível feito à mão e super exclusivo. Além da inscrição “120 Years Edition” nas tampas laterais e do número de série único de cada moto gravado na tampa do tanque. 

A Royal Enfield é uma marca forte e tradicional que continua seu processo de expansão mundial até hoje.

No Brasil, a primeira concessionária Royal Enfield no Brasil foi inaugurada em abril de 2017 em São Paulo e hoje podem ser encontradas em diversas cidades espalhadas por todo o país.

 

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A Voltz lança o triciclo elétrico Miles feito para entrega de cargas

A Voltz acaba de lançar o Miles, um triciclo elétrico para transporte de cargas, criado para atender empresas e indústrias do mercado brasileiro. O modelo será vendido sob encomenda pelo valor de  R$ 32.000.

O triciclo terá montagem totalmente nacional realizada na nova fábrica da Voltz em Manaus (AM), especializada em motos elétricas e que será inaugurada no fim de maio. 

O Miles vem equipado com um motor com 3,4 kW de potência, equivalente a 6 cv de potência e 3 kgfm de torque.

Alimentado por duas baterias de 72V e 35 ah, cada uma com capacidade de até 50km, mas poderá comportar até seis baterias e assim entregar até 300km de autonomia. A velocidade máxima é de 55 km/h e tem freios a disco nas três rodas.

A recarga pode ser realizada em tomadas convencionais de 110V ou 220V e leva 5 horas para carregar totalmente. A bateria tem vida útil de até 1.000 ciclos e, após esse tempo, ela tem a capacidade reduzida a 75% e o custo médio de uma bateria para eventual troca é de R$ 5 mil.

Não há necessidade de revisões técnicas tradicionais, mas a recomendação é que seja realizada a troca de peças que apresentem desgastes, como pastilha de freio ou amortecedor. A garantia é de dois anos.

As medidas do Miles são 2,41 m de comprimento por 1,23 m de largura e 1,27 m de altura, com entre-eixos de 1,50 m e vão livre de 15,5 cm.

O baú dianteiro tem capacidade de 750 litros de carga ou 290 kg de carga útil que fica sob duas rodas, garantindo maior estabilidade e o piloto fica sentado na parte de trás. 

As rodas dianteiras tem 17″ e pneus Pirelli 100/80, a traseira tem uma roda de 13″ e pneu Pirelli 130/70. O peso total do triciclo é de 306kg.

O Voltz Miles tem ainda painel de instrumentos digital de LCD com informações de velocidade, autonomia, carga das baterias, entre outros.

Tem conectividade através do aplicativo Hello Voltz, que poderá localizar, ligar e desligar o veículo à distância, controlar a carga das baterias e a quilometragem restante com a bateria em uso, além de identificar eventuais falhas e histórico de uso. 

Para conduzir o veículo será necessário ter habilitação de categoria A, igual a moto convencional e o emplacamento é o mesmo de qualquer outro veículo e deverá ser realizado diretamente no Detran das cidades.

 

 

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Royal Enfield faz lançamento especial para celebrar os 120 anos da marca

A Royal Enfield é a marca de motocicletas mais antiga do mundo ainda em produção. Fundada em 1921, a marca comemorou 120 anos de fundação com o lançamento de uma edição especial das twins Continental GT 650 e Interceptor 650.

Trata-se de uma edição limitada com produção de 120 unidades ao todo, sendo 60 unidades de cada motocicleta. Não foram informadas as quantidades destinadas para cada país, mas as reservas para a Europa foram abertas a partir de hoje (7).

 

Todo o destaque desta edição está no visual. Apresenta pintura preta nos componentes e acabamento exclusivo ‘Black Chrome’, emblemas dourados no tanque, manoplas e assento marrom com o logo da marca costurado à mão, inscrição “120 Years Edition” nas tampas laterais e número de série único de cada moto na tampa do tanque. 

O emblema circular tridimensional aplicado no tanque de combustível é feito à mão e super exclusivo. Foi criado em colaboração com a família de artesãos Sirpi Senthil, que são especialistas em esculturas de latão presentes em alguns dos maiores templos da Índia.  

Não houve alterações na parte mecânica, portanto as motos continuam compartilhando o mesmo motor bicilíndrico de 47 cv a 7.150 rpm e 5,3 kgfm de torque, com câmbio de seis marchas.

As duas motos estão disponíveis no site internacional da Royal Enfield, com a Royal Enfield Continental GT 650 120th Anniversary Edition sendo vendida por 10.289 euros, em torno de R$ 57.000 e a Royal Enfield Interceptor 650 120th Anniversary Edition, vendida por 10.089 euros, aproximadamente R$ 55.800.

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