Stellantis anuncia R$13 bilhões em investimentos para o Polo Automotivo Stellantis de Goiana

Em encontro realizado hoje no Polo Automotivo Stellantis de Goiana, em Pernambuco, o Presidente da Stellantis para América do Sul, Emanuele Cappellano, recebeu a Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e anunciou um aporte de R$ 13 bilhões em investimentos de 2025 a 2030.

Celebraram, ainda, os nove anos da planta, reafirmando o compromisso da empresa com o estado e a importância estratégica do Polo Automotivo Stellantis de Goiana para o desenvolvimento da região e do país. 

No total, a Stellantis investirá R$ 30 bilhões no Brasil de 2025 a 2030, o maior ciclo de investimentos da história da indústria automotiva do Brasil e América do Sul.

“Desde que iniciamos as operações no Polo Automotivo Stellantis de Goiana, em abril de 2015, queríamos deixar um legado e fazer parte da trajetória de desenvolvimento de Pernambuco. Agora, nove anos depois, estamos novamente fazendo história ao anunciar mais um ciclo de investimentos de R$ 13 bilhões no Polo. Esse valor será direcionado para renovar nossa linha de produtos, desenvolver novas tecnologias, atrair fornecedores e gerar novos empregos”, afirmou Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis para a América do Sul.”

Na ocasião, a Governadora visitou a linha de montagem e o parque de fornecedores, acompanhada do anfitrião Cappellano.

Celebraram o desempenho e fatos marcantes dos últimos nove anos do polo de Goiana, tais como: produção de mais de 1,5 milhão de veículos, exportação de mais de 250 mil unidades, lançamento e produção de cinco modelos de três marcas (Jeep Renegade, Compass e Commander, e as picapes Fiat Toro e Ram Rampage), geração de mais de 60 mil empregos diretos e indiretos e atração de mais de 38 fornecedores.  

Após anunciar um novo ciclo de investimentos recorde de R$ 30 bilhões no Brasil, a Stellantis confirmou que, deste total, R$ 13 bilhões serão destinados ao Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco.

Os investimentos contemplarão o lançamento de novos produtos, a expansão da cadeia de fornecedores, além do desenvolvimento e localização de novas tecnologias para acelerar a descarbonização da mobilidade.

O aporte também trará impactos positivos sobre todo o entorno, gerando empregos, estimulando a indústria, o comércio, os serviços, a educação e a qualidade de vida de toda a região, e trazendo novas perspectivas de futuro para as pessoas.

O Polo Automotivo Stellantis de Goiana é reconhecido pelo desenvolvimento de tecnologias de ponta, agora somadas aos esforços de inovação em hibridização e eletrificação.

Já o Software Center, sediado no Porto Digital, em Recife, é referência na produção e exportação de software automotivo, enquanto que os laboratórios instalados no Polo, e em parcerias com universidades do Nordeste, dedicam-se ao desenvolvimento da eletrônica embarcada e conectividade dos veículos, com ênfase para os Sistemas Avançados de Assistência ao Motorista (ADAS), que é a base da direção autônoma.

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Toyota anuncia plano de investimentos no Brasil de R$ 11 bilhões até 2030

O CEO da Toyota para a América Latina e Caribe, Rafael Chang, confirma nesta data o anúncio mais importante dos 66 anos de história da Toyota no Brasil: o plano de investimentos de R$ 11 bilhões no país até 2030.

O aporte ampliará a capacidade de produção de veículos e motores, com a introdução de novos modelos equipados com a inovadora e pioneira tecnologia híbrida flex da marca.

Tudo isso visando consolidar as operações industriais da fabricante e manter seu protagonismo e liderança no país em eletrificação e exportações.

Esses investimentos foram viabilizados por iniciativas favoráveis implementadas pelo Estado de São Paulo, que contribuíram substancialmente para a promoção da competitividade e da previsibilidade das atividades do setor industrial. 

Desse montante, R$ 5 bilhões já estão confirmados até 2026 e incluem a produção de um novo veículo compacto híbrido flex, já anunciado no ano passado e com previsão de produção para 2025.

Além da produção de outro modelo com a mesma tecnologia, desenvolvido especialmente para o Brasil. Ambos serão revelados oportunamente.

Tais iniciativas reforçam a já robusta oferta de produtos eletrificados Toyota de fabricação local, em plena consonância com as diretrizes das políticas Nova Indústria Brasil e Mover, recentemente apresentadas pelo Governo Federal.

“A Toyota está presente no Brasil há 66 anos, investindo continuamente em tecnologia e inovação para oferecer as melhores soluções e atender às necessidades dos consumidores. Um exemplo desse comprometimento foi o pioneirismo no desenvolvimento da tecnologia híbrida flex no país. Estamos muito satisfeitos em poder ampliar nossa produção local, exportar para toda a região e assim gerar e distribuir mais valor para toda a sociedade, em forma de empregos e desenvolvimento econômico”, afirma Rafael Chang, CEO da Toyota para a América Latina e Caribe.

Os novos investimentos viabilizarão a expansão do parque fabril da empresa em Sorocaba (SP), que atualmente funciona a plena capacidade, uma consequência direta da elevada procura, no mercado nacional e internacional, por veículos eletrificados produzidos no país.

Para efetivar essa significativa expansão da capacidade produtiva, será necessário construir novas instalações no local, para as quais serão transferidas as operações produtivas de Indaiatuba (SP).

Isto ocorrerá de forma gradual, a partir de meados de 2025, com conclusão prevista para o final de 2026.

É importante ressaltar que esse movimento visa a manutenção de 100% dos empregos e a criação de 500 novos postos de trabalho na planta de Sorocaba, com o objetivo de apoiar o crescimento da capacidade produtiva.

As contratações terão início em meados de 2026 e, até 2030, deverão alcançar 2 mil novos empregos diretos. Somando-se aos empregos indiretos, essa iniciativa pode representar aproximadamente 10 mil postos de trabalho na cadeia produtiva.

O aumento da capacidade de produção e a introdução de novos modelos eletrificados possibilitarão a localização adicional de peças, componentes e sistemas de alta tecnologia, contribuindo para o adensamento da cadeia produtiva local.

Como resultado, espera-se uma efetiva atração de investimentos para o desenvolvimento de novas tecnologias e fornecedores. 

“Nossos investimentos vão promover o desenvolvimento da cadeia de fornecedores de componentes para veículos eletrificados, apoiando assim o processo de descarbonização da mobilidade no país e em toda a região da América Latina”, afirma Evandro Maggio, Presidente da Toyota do Brasil.

No caso da Toyota do Brasil, o processo de aumento da localização será iniciado com a montagem do motor do sistema híbrido em 2025, na planta de Porto Feliz (SP).

Como próximo passo, a montagem de baterias será realizada na fábrica de Sorocaba a partir de 2026, para equipar os veículos híbridos já produzidos localmente. Isso resultará no aumento do valor agregado e do conteúdo local.

A Toyota investiu intensivamente no Brasil nos últimos anos e tem planos ambiciosos para acelerar ainda mais suas operações no país.

O foco principal é impulsionar a descarbonização por meio de novas tecnologias de eletrificação adaptadas ao contexto local e às necessidades dos clientes.

Além disso, a empresa busca desafiar-se a conquistar novos mercados, indo além dos 22 países para os quais já exporta, posição que a consolida como a maior empresa exportadora de automóveis do Brasil.

 

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Stellantis reafirma seu compromisso com Pernambuco

Em encontro realizado semana passada em Recife com a Governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, o presidente da Stellantis para a América do Sul, Emanuele Cappellano, reafirmou o compromisso da empresa com o estado e a importância estratégica do Polo Automotivo Stellantis de Goiana. 

“Exportamos para o mundo nossos produtos e muito conhecimento, incluindo os softwares desenvolvidos em Pernambuco, graças à capacidade técnica dos nossos engenheiros brasileiros e pernambucanos. Isso nos enche de orgulho e traz a certeza de que estamos no caminho certo”, declarou Cappellano. 

Na ocasião, Cappellano, também celebrou o desempenho do mercado externo, que impulsionou a exportação dos modelos produzidos em Goiana, e destacou o plano de desenvolvimento da cadeia automotiva regional.

Desde sua implantação, em 2015, a Stellantis é responsável pela geração de mais de 60 mil empregos diretos e indiretos no estado.  

Novo ciclo de investimentos 

Durante o encontro, o presidente da Stellantis para a América do Sul afirmou que o polo receberá novos investimentos dentro do ciclo que será anunciado em breve.

“O plano que anunciaremos levará a Stellantis a um novo patamar. Avançaremos como protagonistas da mobilidade segura, sustentável e acessível, gerando desenvolvimento e riqueza para a região e todo o país”, diz Cappellano.

O novo ciclo de investimentos contemplará novos produtos e serviços, além da expansão da cadeia de fornecedores para o desenvolvimento e localização de novas tecnologias para acelerar a descarbonização da mobilidade. 

Recorde de exportação 

Durante a reunião, também foram apresentados alguns marcos alcançados pela Stellantis no estado, como o novo recorde de exportação de veículos em 2023.

De janeiro a dezembro, a Stellantis foi responsável pela movimentação de mais de R$2,5 bilhões em Suape graças à produção de Goiana.

Em comparação com o ano anterior, os embarques realizados através do Porto de Suape cresceram 23%. Os modelos exportados – Fiat Toro, Ram Rampage, Jeep Commander, Compass e Renegade – atendem os mercados da América do Sul e Caribe. 

“Os resultados alcançados demonstram a competitividade de nossos produtos e serviços, e atesta a qualidade do processo produtivo do Polo de Goiana. É uma conquista a ser comemorada pelo time da Stellantis de Pernambuco e de todo o país”, finalizou Cappellano. 

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VW mais que dobra investimentos para R$ 16 bilhões e lançará 16 carros

A Volkswagen é a marca de automóveis que mais cresce, mais investe e mais confia no Brasil. Prova disso é que a Volkswagen mais que dobra o valor de seus investimentos para R$ 16 bilhões.

Ao atual aporte de investimentos de R$ 7 bilhões na América Latina, de 2022 a 2026, somam-se agora mais R$ 9 bilhões, de 2026 a 2028.

Com o aporte adicional, a Volkswagen se torna a montadora com o maior investimento no Brasil no período pós-pandemia.

A Volkswagen do Brasil lançará 16 novos veículos até 2028, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e Total Flex.

No primeiro momento, o novo aporte contempla o desenvolvimento e a produção de projetos inovadores e com foco em descarbonização para as 4 fábricas da Volkswagen do Brasil: são 4 novos veículos, sendo uma pick-up, 1 novo motor ainda mais inovador e eficiente para veículos híbridos e 1 nova plataforma inovadora, tecnológica, flexível e sustentável.

“A Volkswagen do Brasil tem consolidado uma trajetória de 70 anos de sucesso no país, sendo a marca que mais cresceu em volume de vendas em 2023 e líder nos segmentos mais importantes, de SUVs e carros de passeio, no Brasil no ano passado. A preferência dos consumidores é resultado dos nossos investimentos e da força da nossa ofensiva de produtos, oferecendo o portfólio mais completo do mercado. Agora, a Volkswagen reafirma sua confiança no Brasil e mais que dobra seus investimentos para R$ 16 bilhões. Vamos lançar 16 novos veículos até 2028, incluindo modelos híbridos, 100% elétricos e Total Flex. No primeiro momento, o novo aporte já contempla o desenvolvimento e a produção de projetos inovadores e com foco em descarbonização para as 4 fábricas da Volkswagen do Brasil. Assim, reforçamos o nosso compromisso com o país, com nossos clientes, concessionários, fornecedores e colaboradores”, afirma Ciro Possobom, CEO da Volkswagen do Brasil.

Os novos investimentos anunciados pela Volkswagen do Brasil, totalizando R$ 16 bilhões, impulsionam o desenvolvimento de novas tecnologias ainda mais inovadoras e sustentáveis para a marca no país.

Inéditos no portfólio da Volkswagen do Brasil, os novos modelos serão fundamentais para impulsionar ainda mais a estratégia de descarbonização da marca na Região América do Sul, alinhada à estratégia global Way to Zero, que prevê a neutralidade de carbono em todas as unidades da Volkswagen no mundo, considerando produtos e processos.

Os novos projetos também marcam a chegada de uma nova plataforma no Brasil: o projeto MQB Hybrid.

O novo projeto MQB Hybrid da Volkswagen conta com uma nova arquitetura eletrônica que permite mais conectividade e oferece ainda mais segurança por meio da tecnologia de ADAS (Advanced Driver Assistance System).

Além disso, oferece ainda mais conforto e aumento do espaço interno.

Para impulsionar ainda mais a estratégia de eletrificação da marca no Brasil, os novos modelos eletrificados que chegarão nos próximos anos se somarão aos recém-lançados veículos 100% elétricos ID.4 e ID.Buzz (Kombi elétrica) já oferecidos no país pelo programa VW Sign & Drive desde o ano passado.

A nova ofensiva de produtos inclui 2 veículos inéditos a serem produzidos na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP).

Na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR) será produzida uma pick-up inédita. A Volkswagen confirma que a pick-up Amarok continuará sendo produzida na fábrica de Pacheco, na Argentina.

A unidade da marca em Taubaté (SP) fabricará um automóvel inédito, 100% desenvolvido no Brasil.

A fábrica de motores da Volkswagen do Brasil, em São Carlos (SP), vai produzir um novo motor ainda mais inovador e eficiente para veículos híbridos.

Em 2023, a Volkswagen do Brasil concluiu a extensão do prazo até 2028 dos Acordos Coletivos vigentes com os Sindicatos de suas 4 fábricas no país com aprovação da maioria dos colaboradores em todas as plantas.

A conclusão dessa negociação foi fundamental para esses novos investimentos, veículos e sistemas de propulsão que serão desenvolvidos e produzidos pela marca no Brasil.

A Volkswagen do Brasil foi a marca que mais cresceu em volume de vendas (29,5%) no país em 2023. No ano em que completou 70 anos no País, a marca emplacou 345.039 unidades de janeiro e dezembro. 

O resultado positivo de vendas significa 15,8% de participação no mercado em 2023, com a vice-liderança consolidada, e aumento de 2,1 pontos percentuais em market share no acumulado do ano.

Preferido dos brasileiros, o Volkswagen Polo se consolidou em 2023 como o veículo de passeio mais vendido do país: foram 111.247 unidades emplacadas no ano passado. 

A Volkswagen do Brasil também foi líder entre os SUVs no Brasil em 2023, um segmento que representa mais de 45% do mercado nacional.

Sucesso absoluto para o T‑Cross, que foi o SUV mais vendido do Brasil em 2023, com 72.445 unidades emplacadas no ano.

Além disso, ano passado a marca também lançou 9 novos modelos: Polo GTS, Novo Virtus, Polo 1st Edition, Novo Polo Track, T‑Cross The Town, Saveiro 2024, Tiguan Allspace R-Line e os 100% elétricos ID.4 e ID. Buzz.

Volkswagen acelera em sua pauta ESG

Em nível global, a Volkswagen conta com a estratégia Way to Zero, com a meta de ser neutra em carbono em todas as suas unidades no mundo até 2050, em produtos e processos.

A Volkswagen também foi a primeira fabricante de automóveis do mundo a assinar o Acordo de Paris.

No Brasil, a pauta ESG também segue em evolução constante. A Volkswagen do Brasil foi a 1ª fabricante de veículos do país a conquistar o Certificado Lixo Zero multisites, em 2023.

Com suas cinco unidades do Brasil certificadas, a Volkswagen obteve nota média de 94%, acima da exigida pelo Instituto Lixo Zero Brasil. 

Em 2023 a Volkswagen recebeu o Certificado Internacional de Energia Renovável (I-REC) e também conquistou em 2023 o Selo Ouro em seu inventário de emissões atmosféricas GHG Protocol.

Em 2023, a Volkswagen também comemorou 20 anos da tecnologia Total Flex. O feito marcou uma mudança de paradigma na indústria, enquanto o Gol foi o primeiro carro a receber o motor Total Flex.

Mais de 8 milhões de veículos flexíveis Volkswagen já foram vendidos desde março 2003.

São 70 anos de sucesso da Volkswagen do Brasil, que segue com forte presença nos corações e nas garagens dos brasileiros. Os resultados são surpreendentes e muito mais está por vir. 

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Polo Automotivo de Goiana alcança a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos em Pernambuco

O Polo Automotivo Stellantis de Goiana, em Pernambuco, acaba de alcançar a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos.

O modelo que marcou essa grande conquista foi a picape Rampage, da marca Ram, quinto veículo a ser produzido na planta.

O Polo Automotivo produz cinco modelos de destaque no mercado: os Jeep Renegade, Compass e Commander, a picape Fiat Toro e, agora, a picape Rampage.

Referência no setor automotivo, o Polo Automotivo Stellantis de Goiana é um dos projetos de industrialização mais bem sucedidos do Brasil, devido à localização da cadeia de suprimentos e capacitação da mão de obra da região em que está instalado.

“Esse marco de 1,5 milhão de unidades produzidas é resultado dos investimentos em inovação e tecnologia e do esforço contínuo na qualificação de mão de obra. Esses são os diferenciais do Polo Stellantis de Goiana. Esse sucesso nos estimula a continuar evoluindo na busca em excelência e qualidade, investindo no desenvolvimento de produtos, na melhoria de processos e, principalmente, nas pessoas”, comemora Jasson Azevedo, plant manager do Polo Automotivo.

Inaugurado em 2015, o Polo de Goiana foi implantado com um investimento inicial de R$ 11 bilhões.

Em 2018 teve início um ciclo adicional de investimentos, que prevê um aporte de R$ 7,5 bilhões até 2025, em desenvolvimento de produtos, Pesquisa & Desenvolvimento, sistemas de produção e capacitação de pessoas. Assim, os investimentos totalizam R$ 18,5 bilhões.

A capacidade de produção é de 280 mil veículos por ano.

Além de abastecer o mercado nacional, o Polo exporta para a Argentina, Chile e México, entre outros países da América Latina.

Desde sua inauguração, já foram exportadas mais de 200 mil unidades.

O Polo se caracteriza também pela localização de fornecedores, reunindo em um mesmo perímetro industrial uma planta de produção de automóveis e um Parque de Fornecedores com 18 empresas, ocupando uma área construída total de 530 mil metros quadrados.

Atualmente, são 38 fornecedores instalados em Pernambuco e há negociações em curso para a ampliação da cadeia de suprimentos na região Nordeste.

As atividades do Polo da Stellantis em Goiana se expandem para além da produção, abrangendo unidades de pesquisa e desenvolvimento, como o Centro de Projetos, Centro de Software e o Campo de Provas, que é o maior laboratório automotivo a céu aberto do país.

Esta estrutura é parte do Ecossistema de Inovação da Stellantis, que incentiva o desenvolvimento de novas soluções e tecnologias, somando aos próprios recursos a inteligência e as competências de fornecedores, universidades, órgãos de governo e centros de pesquisa e desenvolvimento. 

O Polo em Pernambuco será um protagonista na alocação das novas tecnologias híbridas e elétricas que a Stellantis está desenvolvendo no país.

As três plataformas da família Bio-Hybrid são baseadas em tecnologias diferentes, que apresentam distintos graus de combinação de propulsão térmica flexfuel com eletricidade.

Cada uma destas tecnologias tem sua aplicação específica e, juntas, tornam a eletrificação acessível a amplas faixas de mercado.

As plataformas Bio-Hybrid e BEV (Battery Electric Vehicle) são parte da estratégia global de descarbonização da mobilidade concebida pela Stellantis no plano estratégico Dare Forward 2030.

Este prevê a descarbonização total das operações e produtos da empresa até 2038, e uma redução de 50% das emissões de CO2 já em 2030.

As novas tecnologias estarão disponíveis já a partir do próximo ano.

Desenvolvimento socioeconômico

O Polo Automotivo de Goiana é um importante vetor de transformação socioeconômica da região desde o início do projeto, com a utilização predominante de mão de obra local e investimentos em capacitação profissional.

Hoje, 85% dos trabalhadores são pernambucanos, principalmente residentes no entorno da fábrica.

A planta automotiva e o Parque de Fornecedores empregam 14,7 mil trabalhadores, enquanto ao longo da cadeira produtiva são gerados cerca de 60 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com um estudo realizado pela Ceplan (Consultoria Econômica e Planejamento), desde o processo de instalação do Parque Industrial, Goiana vem apresentando anualmente ganhos de participação na economia de Pernambuco.

O município saiu da 13ª posição em 2010, com 0,83% do PIB estadual, para a 4ª posição em 2019, chegando a 5,17% do PIB pernambucano.

Ainda em relação ao PIB, o índice estadual cresceu, entre 2015 e 2019, a uma média de 0,5% por ano.

Enquanto isso, a área de influência do Polo, formada por 13 municípios, teve taxa anual de crescimento de 6,3%.

Além disso, a instalação do projeto contribuiu também para a redução da criminalidade em 40% e a redução da evasão escolar.

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GM reduz 35 toneladas de CO² por ano com transporte sustentável de peças

Como parte de sua estratégia de sustentabilidade, a GM iniciou recentemente um projeto que consiste no uso de caminhões elétricos e a gás.

Isso permitirá uma redução na emissão de aproximadamente 35 toneladas de CO² por ano.

Esses veículos circulam no Estado de São Paulo, em trajetos entre as fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, o centro de distribuição de Sorocaba e concessionárias da região.

Nesta fase inicial, a empresa está utilizando quatro veículos especiais de transporte de carga pesada, que rodarão aproximadamente 80 mil quilômetros por ano.

A iniciativa é um primeiro passo rumo à transformação das operações logísticas em um modelo de redução de emissões de carbono, e está alinhada à visão da empresa de um futuro elétrico e sustentável.

Vale destacar que a fabricante já anunciou a meta global de atingir a neutralidade de carbono em toda a sua operação até 2035.

Neste momento, a GM está desenvolvendo os fluxos para, oportunamente, avaliar a expansão do projeto.

Tudo isso considerando otimizações e também a evolução da tecnologia, um exemplo é que a companhia já está estudando o uso de caminhões cegonha a gás ainda em 2023.

Os caminhões elétricos e a gás utilizados são fruto de parceria com as empresas JSL, Ceva Logistics e Tegma Gestão Logística.

Esses veículos transportam peças como motores, transmissões e para-choques entre fábricas, além de acessórios e peças de reposição para concessionárias.

Vale destacar que três caminhões elétricos são dirigidos exclusivamente por mulheres, o que segue a estratégia global da companhia de se tornar a mais inclusiva e diversa do mundo.

“Para a GM, sustentabilidade é uma das prioridades dentro da filosofia de evolução contínua da empresa e isso inclui nossos processos logísticos. Portanto, estamos muito orgulhosos por implementar esse projeto, que é mais uma iniciativa para contribuirmos com a redução das emissões de CO² em todas nossas operações globalmente”, comenta Marcio Lucon, diretor-executivo de Compras e Supply Chain da GM América do Sul.

Iniciativas para tornar a logística da GM mais sustentável

Além de iniciar a renovação da frota de transporte com veículos movidos a energias alternativas, como caminhões elétricos, a GM tem uma série de projetos de redução da emissão de CO² em seus processos de logística, como por exemplo:

  • Uso do modal cabotagem (cargas marítimas entre portos de um mesmo país) para o transporte de 100% das peças na região Norte do Brasil, que permite uma redução de 340 toneladas de carbono por ano em comparação ao transporte rodoviário.
  • Instalação de 50 rebocadores que utilizam bateria de lithium de última geração para reduzir a emissão de cerca de 1,5 tonelada de carbono por ano, em comparação ao uso dos rebocadores a gás.
  • Substituição do uso de papel por um sistema eletrônico de rastreabilidade no processo de qualidade dos produtos em todas as etapas da cadeia de suprimentos das operações da GM. Isso permitiu a redução do uso de 2 milhões de folhas de papel por ano, o que equivale à plantação de 267 árvores.

 

 

 

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EVs são estratégicos para descarbonização do Brasil

Relatório recente da Organização das Nações Unidas (ONU) apontou que o aquecimento global é mais alarmante do que se imaginava.

O reflexo disso são eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes.

Diante da urgência de medidas para a descarbonização do planeta, diversos países estão estabelecendo ações de contenção.

Um exemplo disso seria estipular uma data limite para o comércio de veículos à combustão já nas próximas décadas.

Entre os grandes mercados de automóveis, o Brasil se destaca pela baixa emissão de gás carbônico (CO2) pelo setor de transporte, que tem o etanol como alternativa à gasolina.

O combustível vegetal representa hoje aproximadamente 30% da escolha do consumidor no abastecimento de veículos flex no país.

“Apesar da notabilidade do papel do etanol, o Brasil não pode deixar de buscar alternativas mais eficientes, como o carro elétrico, o único que não emite gás carbônico ou poluentes por onde roda. Por isso nem escapamento tem”, observa Elbi Kremer, diretor de Engenharia e Planejamento de Produto da GM América do Sul.

Para especialistas, a melhor maneira de calcular a emissão de CO2 de um automóvel na atmosfera é somando o que ele emite durante o seu uso mais o impacto que a produção do seu combustível provoca no meio ambiente.

É a famosa equação do poço à roda, cujo parâmetros variam de mercado para mercado, de acordo com a matriz energética.

Por isso a emissão de um veículo elétrico num país no qual a matriz energética está baseada na queima de carvão mineral ou de outros combustíveis fosseis vai ser bem diferente da emissão de um EV utilizado no Brasil.

Hoje 86% de energia elétrica do país vem de fonte renovável, hidroelétricas, parques solares e eólicos.

Encomendada pelo Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), a metodologia de cálculo do poço à roda no Brasil foi desenvolvida por técnicos da indústria, governo, fornecedores e acadêmicos.

Ela considera a intensidade de carbono da matriz energética nacional e os cálculos de eficiência energética dos veículos do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBVE) do Inmetro.

Neste contexto, nota-se uma gradualidade entre modelos de mesma categoria, sendo um EV, em média, 50% mais sustentável que um híbrido flex.

O modelo híbrido é abastecido somente com etanol e quase dez vezes mais sustentável que um carro tradicional movido apenas a gasolina.

A fórmula para cálculo da equação do poço à roda com dados da matriz energética brasileira está no site da AEA.

As informações de eficiência energética dos veículos disponíveis no país são publicados pelo Inmetro.

“Pela perspectiva da convergência global e potencial futuro de exportação da indústria nacional é indiscutível que o EV é a melhor solução”, complementa Kremer.

De acordo com o executivo, o etanol ainda pode ser aproveitado lá na frente de forma estratégica para a produção de hidrogênio verde, por exemplo.

É consenso que não existe apenas uma solução à questão da descarbonização.

Por isso a GM vai continuar investindo em tecnologias para reduzir a emissão dos seus veículos a combustão e ampliando sua linha de EVs no país.

Já em relação a América do Sul, a região tem potencial para se transformar em polo de produção e exportação de tecnologias e de veículos elétricos.

A começar pelas grandes reservas de matérias-primas, essenciais para a produção de baterias.

Outro fator estratégico é o talento da engenharia local, referência global no desenvolvimento de veículos de sucesso.

A região conta ainda com um amplo parque industrial e um grande mercado consumidor em potencial.

Para aproveitar esta janela de oportunidade mundial, o país precisa estabelecer regras claras e políticas públicas de fomento que permitam a adoção em massa dos EVs e, consequentemente, a sua industrialização.

 

 

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