SERES revela plano de lançar os veículos de nova energia mais luxuosos e inteligentes em todo o mundo

A SERES anunciou recentemente sua estratégia global de expansão de vendas e serviços para redefinir o mercado de veículos de luxo usando tecnologia inteligente.

Para atingir este objetivo, a SERES enfatiza o seu foco no mercado global de SUVs com produtos luxuosos, inteligentes e com alto nível de conforto.

Ao aproveitar os conhecimentos locais e alavancar os avanços tecnológicos existentes no mercado chinês, juntamente com a expansão em diversos mercados, a SERES pretende proporcionar experiências de condução incomparáveis em todo o mundo.

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A intenção da SERES é exportar 50.000 unidades em 2024, escalar para 200.000 em três anos e atingir 500.000 exportações até 2030.

A SERES lançará em breve novos modelos SUV inteligentes de luxo nas suas linhas SERES 5, SERES 7 e SERES 9 em mercados de todo o mundo, oferecendo tanto opções puramente elétricas quanto as de autonomia alongada.

Em 2024, seis modelos destas três linhas serão lançados no mercado global, visando a utilização individual, familiar e também empresarial.

Já no segundo trimestre de 2024, os consumidores do Oriente Médio, Ásia Central e América do Sul poderão começar a comprar estes produtos. 

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Para melhorar uma rede premium de vendas e serviços, a SERES continuará a aumentar a cooperação com parceiros globais.

Os planos futuros incluem o desenvolvimento de sistemas de serviços, empresas de vendas locais e a construção de fábricas no exterior.

A SERES já expandiu com sucesso a sua presença para mais de 20 países em todo o mundo e aumenta a sua presença no mercado global por meio de uma estratégia de crescimento robusta em regiões-chave, incluindo os mercados da Europa, América Latina, Oriente Médio e Norte de África.

Neste ano, a SERES planeja atuar em 30 novos mercados, elevando a sua presença global a 60 grandes mercados até ao final do ano.

Nesta nova era de eletrificação, a SERES está construindo um novo futuro para a indústria automóveis de luxo.

A sua visão única de “definir veículos através de software” converge os mundos da tecnologia inteligente e do luxo tradicional para revolucionar a experiência de condução de pessoas em todo o mundo.

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Fiat cresce 12% globalmente em 2023, mais uma vez é líder em volume entre as marcas da Stellantis e é número um na Itália, Brasil, Turquia e Argélia

A Fiat em 2023 aumentou suas vendas globais em 12% em relação ao ano anterior, registrando um total de 1,35 milhão de unidades comercializadas em todo o mundo e confirmando ser a primeira marca da Stellantis em termos de volume de vendas.

Sua liderança global é destacada pelos resultados significativos na Europa, América do Sul, Oriente Médio e África.

A marca é a número um ainda em quatro países com participação de 21,8% no Brasil, 12,8% em Itália, 15,7% na Turquia e 78,6% na Argélia com diferentes modelos no topo, respectivamente: Fiat Strada no Brasil, Panda na Itália, além do Tipo na Turquia e na Argélia.

“No último ano, crescemos globalmente, consolidando a nossa posição como player global e, pelo terceiro ano consecutivo, a Fiat provou ser a marca número um da Stellantis em volume, com crescimento global de 12% em relação ao ano passado, contribuindo assim para os excelentes resultados do grupo. Em 2023, lançamos na Europa dois novos produtos importantes: o novo Fiat 600 – que marca o regresso da marca ao segmento B – e o novo Topolino. Juntos, os modelos deixarão ainda mais robusta a nossa liderança na oferta de uma mobilidade urbana cada vez mais sustentável”, afirma Olivier François, CEO da Fiat e CMO global da Stellantis. “Na América do Sul, a Fiat confirmou sua liderança com 14,5% de participação de mercado, juntamente com a liderança no Brasil. Na região do Oriente Médio e África (MEA), confirmamos também nosso papel fundamental na Turquia e, graças à nova fábrica na Argélia, entramos em um novo mercado importante, assumindo a sua liderança. Assim, estamos prontos para um grande 2024. E, em breve, começará uma nova fase da Fiat, dando vida a um outro lado da nossa marca da paixão, que valoriza a inclusão, a criatividade e a herança italiana, mas de forma ainda mais global”, completa o executivo.

América do Sul

Em 2023, a Fiat cresceu na América do Sul onde a marca é líder com uma participação de mercado de 14,5% e mais de 542 mil unidades emplacadas (45,3 mil carros a mais que em 2022), mais de 94,6 mil carros à frente do segundo colocado.

No Brasil, a Fiat garantiu a liderança nas categorias Hatches (mais de 140,2 mil unidades e 22,6% de share no segmento), picapes (172 mil carros e 42,6% de participação) e vans (26,250 unidades e 44,5% de share).

Neste último segmento, o crescimento foi de 20% em relação ao ano anterior. Vale dizer que em LCVs a Fiat é número um há mais de 15 anos.

E, pelo terceiro ano consecutivo, a Fiat Strada foi a campeã de vendas, com 120,6 mil unidades e 5,5% de participação de mercado.

No segmento de SUVs, os Fiat Pulse e Fastback tiveram 86,2 mil unidades vendidas no ano e um importante crescimento de 43% em relação a 2022.

Na Argentina, o Fiat Cronos lidera o mercado desde 2021, ocupando a primeira posição em B-Sedans com 71,3% de participação.

É também o segundo modelo mais fabricado na história da Fiat na Argentina, com mais de 350 mil unidades produzidas, enquanto a Strada mantém a primeira posição em B-Picapes com 79,4% de participação.

Europa

Destaque da estratégia de eletrificação da Fiat, no ano passado o 500e foi o número um da Europa no segmento A+B BEV, com uma participação de mercado de 14,7%, um aumento de 0,3 pontos em comparação com 2022.

O modelo também ficou em primeiro lugar na Itália, Alemanha, Espanha, Bélgica e Áustria; além de estar em segundo na França.

No mercado de carros urbanos, a Fiat registou mais de 230 mil Fiat 500 (excluindo sua versão BEV) e o Panda alcançou uma participação de 44,4%, confirmando a supremacia europeia da Fiat.

Já entre os veículos comerciais, o Ducato foi o número um da Stellantis, ficando em sétimo no mercado de LCVs em geral na Europa.

Na Itália, a Fiat foi líder de mercado em automóveis de passageiros, com 175 mil unidades vendidas, o que representa 11,1% de participação de mercado no ano.

O Fiat Panda Híbrido, fabricado em Pomigliano, foi o italiano mais vendido pelo 12º ano consecutivo. Juntamente com o Fiat 500 Híbrido a marca atingiu 66,5% de share.

O Fiat 500e, fabricado na planta de Mirafiori, em Turim, foi o carro urbano elétrico mais vendido na Itália. Para completar, o Fiat 500X, produzido em Melfi, cresceu 25% em relação a 2022.

A Fiat Professional (que na Europa é uma marca – diferente do Brasil) foi líder de mercado em veículos comerciais, com 51 mil emplacamentos, representando uma participação de mercado de 26,1% em 2023.

Especificamente, Ducato, Doblò e Fiorino ficaram em primeiro lugar nos seus respetivos segmentos, enquanto o Scudo ficou em segundo com um crescimento de 2, 9% em relação ao ano anterior.

Além disso, o Ducato, fabricado em Atessa (Itália), foi o mais vendido no seu país de origem, com mais de 21.900 unidades emplacadas e 29,4% de market share (10% de crescimento em relação a 2022).

Em 2023, a Fiat cresceu na França com quase 60.000 unidades emplacadas (mais 7,2% que 2022), entre as quais 33 mil eram Fiat e Abarth 500, das quais 24 mil nas suas versões elétricas.

Na Alemanha, o 500e é o mais vendido no segmento BEV A+B e a Fiat Professional registou um crescimento de 40% em volume e aumentou em 1,3 pontos sua participação.

O 500e também dominou na Espanha, conquistando o título de veículo urbano elétrico mais vendido no segmento A+B, enquanto o Fiat 500 foi o veículo urbano mais vendido no segmento A pelo sétimo ano consecutivo.

Por último, ainda na Espanha, a Fiat Professional registrou um crescimento de vendas de 28%.

Região do Oriente Médio e África (MEA)

O desempenho na região MEA também é bastante notável, especialmente no mercado turco em que a Fiat é a primeira marca automóvel a manter uma sequência contínua de liderança de cinco anos, representando 15,7% do mercado graças ao Fiat Egea, veículo mais vendido na Turquia pelo oitavo ano consecutivo.

O Fiat Fiorino também contribuiu para excelentes resultados, sendo o mais vendido no segmento de LCVs.

Além disso, a Fiat definiu o caminho para o seu futuro crescimento na região, chegando à Argélia em março de 2023 com seis modelos para satisfazer às diversas necessidades de mobilidade dos clientes individuais e profissionais argelinos.

Assim, a Fiat se tornou líder de mercado com uma participação de 78,6% e mais de 50 mil veículos vendidos no ano passado.

Os clientes escolheram o Fiat 500 Hybrid, Tipo e 500X como seus favoritos no segmento de veículos de passeio, enquanto Doblò, Scudo e Ducato são os utilitários mais vendidos.

O final de 2023 também viu a introdução de um novo modelo: a picape Fiat Titano, que muito em breve será lançada no Brasil.

 

 

 

 

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Fiat Strada: do Brasil para o mundo

Líder de mercado em três países, Brasil, Turquia e Itália, a Fiat continua a aumentar o seu alcance global ao entrar na região do Oriente Médio e África (MEA) com a picape compacta Strada, que chegará à região a partir de novembro de 2023.

O lançamento é mais um passo para o estabelecimento da presença global da Fiat.

Lançada há 25 anos, a Fiat Strada é uma picape compacta que revolucionou não só o seu segmento, mas toda a indústria automotiva nacional.

Ela não só se tornou a única picape a chegar ao topo do mercado brasileiro, como também manteve seu domínio.

Aliás, é o veículo mais vendido no país desde 2021, desempenhando um papel fundamental na condução da evolução do setor automóvel.

Vale dizer que a picape também é o veículo mais vendido da América do Sul em 2023.

Com a introdução da sua segunda geração, em 2020, atingiu um marco notável ao ultrapassar as 400.000 unidades produzidas em cerca de 3 anos.

No total, foram fabricadas mais de 2 milhões de unidades em 25 anos.

A Fiat Strada, com design inspirado na premiada Fiat Toro, apresenta audácia e modernidade incomparáveis.

Pioneira em vários momentos da sua história, como a introdução da cabine estendida em 1999, a cabine dupla em 2009 e a revolucionária terceira porta em 2013.

Em 2020, passou por uma renovação completa oferecendo quatro portas e cinco lugares.

Tornou-se ainda mais confiável, tecnológica e adquiriu um novo design.

A versatilidade da Strada a torna uma ferramenta de trabalho confiável e uma sofisticada companheira de viagem, incorporando modernidade, conforto, tecnologia e segurança.

Atualmente, a Fiat Strada é exportada para alguns países da América do Sul, como Uruguai, Paraguai e Argentina.

Também já chegou no passado com a geração anterior a países como África do Sul, Grécia, Portugal, Turquia e Alemanha.

Agora a picape passará a oferecer toda a sua excelência, inovação e confiabilidade aos seguintes mercados: Nigéria, Costa do Marfim, Camarões, Cabo Verde, Guiné-Conacri, Madagascar, Ruanda e Gana.

Mais detalhes técnicos serão compartilhados depois em cada país.

O sucesso da Fiat Strada não poderia ser mais bem comemorado do que ampliando o seu alcance.

Esta mudança está alinhada com a presença global da Fiat e com o seu compromisso em fornecer produtos que atendam às necessidades específicas dos clientes.

Graças à Strada, a Fiat expande a sua presença no Oriente Médio e na África, onde a marca já se consolidou como líder de mercado.

Por exemplo, na Turquia a Fiat lidera o mercado com a família Tipo, que é vendida sob o nome de Fiat Egea.

 

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Dakar: Moraes segue em duelo com Loeb e agora é 3º colocado

Um dos pontos altos da 45ª edição do Rally Dakar, que se encerra no próximo domingo na Arábia Saudita, o duelo entre o estreante brasileiro Lucas Moraes e o nove vezes campeão mundial de rally Sébastien Loeb teve mais um lance dramático nesta sexta-feira, quando foi realizada a 12ª etapa da prova, no deserto Empty Quarter.

(Victor Eleutério/Fotop)

Ao desviar de uma moto que estava caída no trajeto, o piloto brasileiro acabou perdendo velocidade e viu o Toyota GR DKR Hilux da equipe Overdrive atolar em um “funil”, encontro de duas dunas, no jargão da modalidade.

“Perdemos bastante tempo tirando o carro dali”, resume ele, que disputa a categoria principal do maior rally do mundo, a dos carros. O incidente custou tempo precioso a Moraes e ao navegador alemão Timo Gottschalk, que acabaram o dia na 10ª colocação.

“Eu fui desviar de uma moto caída na duna, em um funil, e nessa desviada o carro perdeu embalo e não deu para chegar ao topo. Então, o carro atolou, porque a areia era muito fofa. Ali, depois que atola, a roda patina e afunda mais. Mas, faz parte do aprendizado. Pilotar em dunas requer “horas de voo” e eu ainda não tinha tido essa aula de hoje”, brinca Moraes.

(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

O dia foi marcado por outra vitória do Prodrive Hunter T1+ do francês Sébastien Loeb e do belga Fabian Lurquin, que agora ocupam a vice-liderança geral da prova, apenas 2min01s à frente de Moraes, que caiu de segundo para terceiro na classificação.

A liderança do Dakar até aqui é da dupla Nasser Al-Attiyah (Qatar)/Mathieu Baumel (França), com um Toyota GR DKR Hilux da equipe oficial de fábrica.

Em quarto na geral está a dupla formada pelo campeão do Dakar 2009, o sul-africano Giniel de Villiers, que utiliza outro Toyota GR DKR Hilux da equipe de fábrica. Juntamente com seu conterrâneo, o navegador Dennis Murphy, Villiers tem uma desvantagem de 52min50 em relação a Moraes/Gottschalk.

O Brasil também colhe bons resultados em outras categorias. Na Protótipos Leves, o navegador Gustavo Gugelmin e o piloto norte-americano Austin Jones mantiveram a liderança geral, depois de terminar a etapa do dia em quinto.

Entre os quadriciclos, Marcelo Medeiros venceu a especial, passando a ocupar agora a 10ª colocação na sua categoria.

A especial de hoje percorreu 191km, com largada e chegada em Shaybah, já no sudoeste da Arábia Saudita. Esta matéria foi fechada considerando os resultados da prova disponíveis às 12h de Brasília (18h no horário local).

Lucas Moraes no cockpit de seu Toyota GR DKR Hilux

12ª Especial, 191km, saída e chegada em Shaybah
1. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+), 1h56min21s
2. Mattias Ekström/Emil Bergkvist (Audi RS Q e-tron) +3min19s
3. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux) +3min31s
4. Guerlain Chicherit/Alex Winocq (Prodrive Hunter T1+) +7min13s
5. Jakub Przygoński/Armand Monleón (Mini John Cooper Works Plus) +8min2s
6. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +8min59s
7. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +9min58s
8. Yazeed Al-Rajhi/Dirk Von Zitzewitz (Toyota Hilux Overdrive) +10min46s
9. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +11min34s
10. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +11min38s

Classificação geral após doze especiais
1. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux), 41h16min25s
2. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+) +1h27min10s
3. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +1h29min11s
4. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +2h22min21s
5. Henk Lategan/Brett Cummings (Toyota GR DKR Hilux) +2h34min21s
6. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +3h0min26s
7. Brian Baragwanath/Leonard Cremer (Century CR6-T) +3h34min23s
8. Wei Han/Li Ma (SMG HW2021) +4h11min38s
9. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +4h17min38s
10. Juan Cruz Yacopini/Daniel Oliveras Carreras (Toyota Hilux Overdrive) +4h17min53s

 

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Dakar: o lado feminino do maior desafio do mundo

Em 2023, a imprensa brasileira marca presença na 45ª edição do Rally Dakar somente com a repórter Letícia Datena.

Não há outros jornalistas do país acompanhando a prova, que reúne no total competidores de 68 nacionalidades na Arábia Saudita.

Curiosa e apaixonada pelo esporte, Letícia deu de cara com uma realidade que não esperava: a forte presença feminina no maior desafio do mundo, que vem sendo disputado desde o dia 31 de dezembro nos desertos daquela região do Oriente Médio.

“Ao todo, são 51 atletas espalhadas em seis categorias. Eu acho sensacional que cada vez mais mulheres estejam se aventurando na versão mais radical de um esporte extremamente físico, como é o rally cross-country. Pilotos e navegadores correm em média 400km por dia em pleno deserto, escalando dunas de até 300m. Terminam o dia literalmente moídos. Além de estar bem preparado, é preciso ter coragem. E isso nós, mulheres, temos de sobra. O Dakar vai cruzar uns 8.500km até o final da corrida, no dia 15 de janeiro. Nós já andamos cerca de 70% disso. É uma prova que judia da gente, precisa realmente amar velocidade para correr um Dakar. E as mulheres adoram esse desafio. Ter 51 delas aqui me diz que estamos chegando com força, o rally já é nosso território também”, conclui a repórter, filha do apresentador José Luis Datena, que faz a cobertura do evento pela TV Band e revista Forbes.

O piloto brasileiro Lucas Moraes e a jornalista Letícia Datena no Dakar 2023

As mulheres, na verdade, já registraram grandes momentos na trajetória do Dakar, o que chama a atenção agora é a quantidade e a disposição de brigar de igual para igual com os marmanjos de todas as categorias.

Mas, já em 2001, a alemã Jutta Kleinschimidt mostrou o caminho vencendo a prova na categoria principal, a dos carros, ao lado do navegador e conterrâneo Andreas Schulz.

“Aqui, todo mundo sabe que as mulheres vieram pra ganhar. Como é o caso dos homens, algumas possuem currículos fantásticos no rally e outras estão em evolução. Mas de maneira geral elas estão aqui para conquistar o título máximo do nosso esporte, que é vencer essa prova. Todos os dias, no Dakar, temos provas de que talento não tem sexo, idade ou cor de pele. Essa é uma das magias dessa competição”, diz o brasileiro Lucas Moraes, que vem sendo a principal revelação do Dakar 2023.

Pâmela e Sachs em ação durante etapa do Dakar 2023
(Magnus Torquato/Fotop)

Em 2023, a catarinense Pâmela Bozzano, de 33 anos, se tornou a primeira mulher do Brasil a competir no Dakar como piloto.

A bordo de um Can-Am Maverick X3 da categoria Protótipos Leves, ela cruza os desertos da Arábia ao lado do navegador Carlos Sachs. Ex-atleta de marcha atlética, Pâmela iniciou no rally por brincadeira em 2020, influenciada pelo marido, Ênio Bozzano.

“Meu esposo me perguntou se não queria ser navegadora dele. Eu gostei da ideia, mas logo percebi que queria acelerar, frear… pilotar mesmo. Ele gostou da ideia, me incentivou e arrumou um carro pra testar. Tempos depois fomos para o Jalapão, um deserto no Tocantins, disputar minha primeira corrida”, conta Bozzano.

Pâmela levou a sério o convite, se destacou e conquistou bons resultados. Em 2022, venceu o Rally RN1500, um dos mais tradicionais do país, e também o Rally Jalapão, ambos na subcategoria de UTVs na qual competiu.

Mas a maior conquista foi a vitória na classe UTV3 do Rally dos Sertões e com Ênio na função de navegador. Na Argentina, Pâmela ainda foi segunda colocada no competitivo SARR (South American Rally Race) e quinta na classificação geral dos UTVs.

Mas a primeira brasileira a competir no Dakar foi a jornalista Leilane Neubarth, que em 1999 foi a navegadora na tripulação do caminhão conduzido por André Azevedo, ao lado do mecânico tcheco Tomas Tomecek.

O trio obteve duas vitórias em especiais e chegou ao terceiro lugar na categoria caminhões do Dakar daquela temporada.

Pâmela Bozzano e o navegador Carlos Sachs diante do Can-Am Maverick X3
(Vinícius Branca/Fotop)

Entre as 51 mulheres inscritas no Dakar, a maior delegação é da França com 12 representantes.

Na atual edição, as principais estrelas são as espanholas Cristina Gutierrez, que se tornou a primeira mulher a vencer uma especial no Dakar desde Kleinschmidt, e Laia Sanz, que é dona do melhor resultado de uma mulher nas motos no Dakar, um nono lugar em 2015. Gutierrez foi terceira colocada entre os UTVs no ano passado.

As duas correm paralelamente no Extreme E, competição de rally de carros elétricos no qual as equipes são divididas com um piloto masculino e outro feminino.

Gutierrez tem feito bonito: é a campeã de 2022 da Extreme E, ao lado do lendário francês Sebastien Loeb. Ambos competiram pelo time de Lewis Hamilton, o X44.

Sachs, Pâmela e Moraes posam ao lado do símbolo do Dakar antes da largada
(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

51 Mulheres no Dakar 2023

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Carros (Pilotos): Laia Sanz (Espanha), Andrea Lafarja (Paraguai), Magdalena Zajak (Polônia)
Carros (Navegadoras): Monica Plaza Vazquez (Espanha), Valerie Panagiotis (França), Tessa Rooth (Holanda)
Protótipos Leves (Pilotos): Cristina Gutierrez (Espanha), Annett Fischer (Alemanha), Camelia Liparoti (Itália), Dania Akeel (Arábia Saudita), Mashael Alobaidan (Arábia Saudita), Merce Martin (Espanha), Anja Van Loon (Holanda), Aliyyah Koloc (Emirados Árabes Unidos), Pâmela Bozzano (Brasil), Patricia Pita Gago (Uruguai)
Protótipos Leves (Navegadoras): Annie Seel (Suécia), Lisette Bakker (Holanda), Delphine Delfino (França)
Caminhões (Navegadoras): Marije van Ettekoven (Holanda), Margot Llobera (Andorra), Susana Hernando Ines (Espanha), Syndiely Wade (Senegal)
UTVs de Produção (Pilotos): Molly Taylor (Austrália) e Rebecca Busi (Itália)
UTVs de Produção (Navegadoras): Valentina Pertegarini (Argentina), Rosa Romero Font (Espanha), Giulia Maroni (Itália)
Clássicos (Pilotos): Valentina Casella (Itália), Olga Rouckova (República Tcheca), Sandra Riviere (França)
Clássicos (Navegadoras): Anne Galpin (França), Mercedes Montamarta (Espanha), Julie Verdaguer (França), Monica Buonamano (Itália), Jacobine Kamp-Noordsij (Holanda), Corinne Berteloot (França), Audrey Rossat (França), Faiza Maillard (França), Magali Barlerin Simonot (França), Claire Deygas (França), Corinne Cupers (França), Sonia Ledesma Gomez (Espanha), Alexia Giugni (Itália), Lidia Ruba (Espanha), Simona Morosi (Itália), Marie-Noelle Malsergent (França) e Andrea Cadei (Itália)

Veículos conduzidos por tripulações 100% femininas

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Protótipos Leves: Annett Fischer (Alemanha)/Annie Seel (Suécia) e Merce Martin (Espanha)/Lisette Bakker (Holanda)
UTVs de Produção: Rebecca Busi (Itália)/Giulia Maroni (Itália)
Clássicos: Valentina Casella (Itália)/Monica Buonamano (Itália)

 

 

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Dakar: Lucas Moraes, piloto brasileiro considerado revelação de 2023, assume a vice-liderança

O brasileiro Lucas Moraes, atual bicampeão do Rally dos Sertões e piloto da equipe Overdrive, apoiado pela Red Bull e SpeedMax Pneus, segue realizando uma campanha inédita para um piloto brasileiro no Rally Dakar, a maior e mais difícil prova do gênero no mundo, disputada na Arábia Saudita.

Na última terça-feira (10), durante a nona etapa, o ainda estreante Moraes assumiu a vice-liderança geral da corrida, novamente atraindo os olhares de todo o mundo do off-road para um desempenho que vem surpreendendo a equipe belga Overdrive Racing.

Depois de 3.614km de especiais, Lucas está atrás apenas do atual campeão, o catariano Nasser Al-Attiyah, que também compete com um Toyota GR DKR Hilux, mas sob a bandeira da equipe oficial da fábrica japonesa.

(Magnus Torquato/Fotop)

A etapa desta terça-feira foi composta por 358km de especiais, trechos cronometrados onde acontece a competição, entre Riad e Haradh.

O brasileiro, que conta com a navegação do alemão Timo Gottschalk, terminou na 10ª posição entre os 73 carros inscritos, em dia vencido pelo multicampeão de rally, o francês Sébastien Loeb (Prodrive Hunter T1+).

Moraes disse que ficou surpreso com o nível de perigo no início do trajeto e, depois, teve que controlar o carro em um longo trecho de alta velocidade marcado por vários saltos.

“Essa foi mais uma especial dura. O Dakar continua me surpreendendo. No começo, as dunas foram bem perigosas. Tivemos acidentes importantes de competidores bem experientes e rápidos. O Carlos Sainz (Audi RS Q e-tron) “varou” uma duna e capotou. O Henk Lategan (Toyota GR DKR Hilux) fez o mesmo e destruiu a suspensão. Então foi mesmo perigoso para todo mundo. Por isso nós fomos administrando um pouco o ritmo. Tivemos um trecho longo com muitos bumps (saltos), que desequilibravam muito a traseira e isso me preocupou bastante naquele momento. Mas fizemos a nossa parte e entregamos o carro inteiro para a equipe novamente. Então a nossa estratégia está dando certo e vamos continuar na mesma pegada, disse Moraes.

(Kin Marcin/Redbull)

Moraes também falou do momento que está vivendo no Dakar. “Primeiro, só o fato de estar aqui já é a realização de um sonho. Fui criado entre praticantes de rally, tenho muitos amigos nesse meio. E eles estão me dando muito apoio com mensagens positivas e muitas dicas também. Quem me conhece sabe que eu nunca imaginei estar nessa posição em um Dakar. Isso aqui é demais”, contou.

“Mas temos ainda cinco dias pela frente. Serão cinco dias de dunas em um deserto enorme e famoso aqui no Oriente Médio, o Empty Quarter, e tudo indica que vai ser muito difícil. Como é a minha primeira vez, sigo mantendo respeito máximo pela prova. E agora ainda mais”, finalizou.

(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

Resultados:

9ª Especial, 346km, entre Riad e Haradh
1. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+) 3h7min24s
2. Vaidotas Zala/Paulo Fiúza (Prodrive Hunter T1+) +57s
3. Guerlain Chicherit/Alex Winocq (Prodrive Hunter T1+) +2min8s
4. Mattias Ekström/Emil Bergkvist (Audi RS Q e-tron) +5min11s
5. Romain Dumas/Max Delfino (Toyota GR DKR Hilux T1+) +7min38s
6. Jakub Przygoński/Armand Monleón (Mini John Cooper Works Plus) +8min23s
7. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +8min55s
8. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux) +8min58s
9. Sebastián Halpern/Bernardo Graue (Mini John Cooper Works Plus) +10min8s
10. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +10min33s

Classificação geral após nove especiais
1. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux) 34h19min20s
2. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +1h21min57s
3. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+) +1h43min8s
4. Henk Lategan/Brett Cummings (Toyota GR DKR Hilux) +1h46min23s
5. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +2h4min17s
6. Romain Dumas/Max Delfino (Toyota GR DKR Hilux T1+) +2h25min51s
7. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +2h45min36s
8. Brian Baragwanath/Leonard Cremer (Century CR6-T) +2h48min6s
9. Wei Han/Li Ma (SMG HW2021) +3h32min15s
10. Juan Cruz Yacopini/Daniel Oliveras Carreras (Toyota Hilux Overdrive) +3h52min52s

45ª Edição do Rally Dakar
8.549km de percurso total. Especiais somam 4.706km
(Data / locais / total do dia / especial)
Prólogo: 31/12 – Sea Camp – 10 km / 10 km
01/01 – Sea Camp –> Sea Camp – 603 km / 368 km
02/01 – Sea Camp –> Al-‘Ula – 590 km / 431 km
03/01 – Al-‘Ula –> Ha’il – 669 km / 447 km
04/01 – Ha’il –> Ha’il – 573 km / 425 km
05/01 – Ha’il –> Riad – 646 km / 375 km
06/01 – Riad –> Al-Dawadimi – 861 km / 333 km
07/01 – Riad –> Al-Dawadimi – 639 km / 472 km
08/01 – Al-Dawadimi –> Riad – 722.41 km / 407 km
09/01 – Descanso – Riad
10/01 – Riad –> Haradh – 710 km / 346 km
11/01 – Haradh –> Shaybah – 623 km / 114 km
12/01 – Shaybah –> Empty Quarter – 426 km / 275 km
13/01 – Empty Quarter –> Shaybah – 375 km / 185 km
14/01 – Shaybah –> Al Hofuf – 669 km / 154 km
15/01 – Al Hofuf –> Dammam – 414 km / 136 km

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