GM anuncia Cadillac na Fórmula 1

A General Motors anunciou o seu ingresso na Fórmula 1, a mais famosa competição de automobilismo do mundo.

A estreia está prevista para acontecer em 2026 com uma equipe própria: a Cadillac, marca de automóveis de luxo e de alta performance.

No atual cenário, a equipe Cadillac será a primeira nova escuderia a estrear na F1 desde 2016 e a décima primeira a participar do grid.

Seu plano é ser uma equipe completa até o fim da década, desenvolvendo seu próprio carro de corrida além dos motores.

As inovações projetadas para a F1 irão contribuir para impulsionar a empresa em sua missão de moldar o futuro da mobilidade em todo o mundo, aproveitando avanços no campo da eletrificação, de softwares e de propulsores a combustão interna, por exemplo.

O lançamento da nova equipe também destacará a marca Cadillac para um público internacional diversificado, mostrando as capacidades tecnológicas e de design da GM.

“Por ser uma referência do automobilismo, a F1 exige inovação de ponta e excelência. É uma honra para a General Motors e a Cadillac se juntarem à principal categoria do gênero. Vamos competir com paixão e integridade para elevar o esporte aos fãs de corridas ao redor do mundo. Este é um palco global para nós demonstrarmos a expertise em engenharia e a liderança tecnológica da GM em um nível sem precedentes”, disse Mark Reuss, presidente da General Motors.

A TWG Global está junto com a GM neste ingresso à Fórmula 1. 

“Estamos empolgados em fazer parceria com a General Motors para trazer uma presença dinâmica para a categoria. Juntos, estamos montando uma equipe de classe mundial que irá incorporar a inovação norte-americana e proporcionar momentos inesquecíveis para os entusiastas. Agradecemos o apoio da FIA e da FOM em nossa chegada e o reconhecimento do valor que podemos trazer para o campeonato”, afirmou Dan Towriss, CEO dos negócios de automobilismo da empresa.

Desde janeiro de 2023, quando solicitou à organização seu ingresso na categoria, a Cadillac Fórmula 1 montou um time experiente para trabalhar em aerodinâmica, desenvolvimento de chassis e componentes, software e simulação de dinâmica veicular.

A escuderia tem operações nos Estados Unidos (Fishers, Charlotte e Warren) e na Inglaterra (Silverstone).

Mario Andretti, o último campeão norte-americano de F1, atuará como diretor no conselho da equipe.

“A Fórmula 1 foi minha primeira paixão e agora – 70 anos depois – o paddock da F1 ainda é o lugar que me empolga. Estou absolutamente emocionado com a Cadillac, a Fórmula 1, Mark Walter e Dan Towriss,” destacou Andretti.

Mario Andretti

A GM tem um longo histórico de sucesso nas pistas e um legado no desenvolvimento de motores de alto desempenho, com mais de 3.000 vitórias e mais de 100 campeonatos no automobilismo.

Além da parceria com a GM na F1 pela equipe Cadillac, a TWG Global é proprietária e opera a Andretti Global, Wayne Taylor Racing e Spire Motorsports.

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Lançamento global do Cadillac Optiq EV em Paris tem presença brasileira

Está chegado mais um ícone no segmento de carros de luxo, o Cadillac Optiq EV.

O novo SUV totalmente elétrico da General Motors fez sua estreia global na cidade de Paris.

Para mostrar o potencial da marca e do veículo premium em aspectos como inovação, sustentabilidade e visão de futuro, a Cadillac convidou para o evento representantes de mercados estratégicos.

 

 

 

 

 

 

Entre eles está a empresária e creator Victoria Ceridono, que conferiu tudo em primeira mão para compartilhar os detalhes do Cadillac Optiq EV com o público brasileiro.

A especialista em moda, beleza e luxo também acompanhou outros momentos do evento, que evidenciou tendências deste mercado.

“O lançamento do Optiq EV em Paris é uma oportunidade para enaltecer o poder da marca Cadillac para o público brasileiro. O convite a Vic Ceridono mostra que, no segmento de luxo, moda, estilo e carros estão ainda mais conectados, pois ajudam o consumidor a potencializar sua personalidade e seus valores”, comenta Chris Rego, diretora-executiva de Marketing da GM da América do Sul.

 

 

 

 

 

 

O lançamento do Cadillac Optiq EV é peça-chave para o compromisso global da General Motos de eletrificar sua linha de veículos, oferecendo ainda aos clientes uma experiência de condução excepcional e livre de emissões.

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Le Mans, 100 anos: Como as 24 Horas se tornaram a corrida mais tradicional do mundo

Criada em 1923, as 24 Horas de Le Mans completam 100 anos em 2023.

Apesar de ser apenas a 91ª edição da famosa prova, realizada em trechos de estradas e de autódromo permanente, no Circuito de la Sarthe, a ocasião é também bastante especial.

Isso devido o grid pela primeira vez em muitos anos estar em grande forma, com a entrada de diversas montadoras como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac se juntando à Toyota, que chega como a favorita para a edição deste ano.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans
(Foto: Paulo Maria DPPI)

Para 2024 há ainda a promessa da chegada à categoria Hypercar de nomes de peso como BMW, Alpine e Lamborghini.

O que para muitos marca o início de uma nova “era de ouro” das corridas de longa duração e em especial das 24 Horas de Le Mans.

O brasileiro André Negrão, piloto do Alpine #35, disputa pela sétima vez a corrida, vencida por ele na categoria LMP2 em 2018 e 2019.

O piloto acredita que esse é um grande momento estar mais uma vez no grid de Le Mans, principalmente por contar com a presença de tantos bons pilotos e bons carros.

“Vamos buscar um bom resultado na LMP2 neste ano. Eu já venci duas vezes a prova por essa categoria. Mas, é claro, é uma prova de 24 horas. Tudo e sempre pode acontecer. E é por isso que você vê muitas equipes comemorando apenas o fato de ter terminado a corrida. Muita gente até chorando. É um grande esforço para todos, mas se você consegue chegar ao fim sempre se sente recompensado”, disse André Negrão. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Organizada pelo ACO (Automobile Club de l’Ouest), a primeira prova ocorreu em 26 e 27 de maio de 1923.

Inicialmente, os organizadores queriam promover uma corrida que testasse a ainda incipiente tecnologia dos automóveis, com muitas pequenas fábricas espalhadas especialmente pela Europa.

O formato era diferente: o carro vencedor seria aquele que conseguisse cobrir a maior distância após três edições das 24 horas.

Mas a ideia foi abandonada em 1928, com os vencedores de cada edição sendo reconhecidos como os ganhadores.

A prova não foi realizada em nove anos entre 1923 e 2023.

Primeiro em 1936, devido a uma greve geral na França, e depois pela Segunda Guerra Mundial, entre 1940 e 1948, quando a pista também precisou ser reconstruída. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

Com a retomada da prova em 1949, diversas montadoras passaram a se interessar pela competição.

O ano marcou também a primeira vitória da Ferrari, com um modelo 166MM, carro que inspirou a canção “Red Barchetta”, da banda canadense Rush.

Em 1953, com a formação do Mundial de Protótipos, a prova ganhou um campeonato organizado que orbitava em torno dela, como acontece até hoje, nos últimos anos como Mundial de Endurance.

A edição de 1955 viu acontecer um grande susto: a maior tragédia da história do automobilismo.

O francês Pierre Levegh bateu na reta principal. Seu carro foi parar em uma área de espectadores e matou 84 pessoas.

O que motivou preocupações e melhorias de segurança e também o abandono das corridas por parte da Mercedes Benz e, um pouco mais tarde, a proibição de provas na Suíça.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Com o avanço dos carros, nos anos 1960 os modelos chegavam aos 320 km/h na reta Mulsanne, ainda sem chicanes, que foram apenas colocadas em 1990.

Neste período, uma das grandes histórias do automobilismo se criou em Le Mans, quando a Ford derrotou a Ferrari na prova francesa em 1966, episódio retratado no filme “Ford vs. Ferrari” (2019).

Para aumentar o peso dessa saga, a marca de Maranello, que ganhou de 1960 até 1965, não vence as 24 Horas de Le Mans desde então.

Neste período, a popularidade da prova aumentou, com edições chegando a ter mais de 300 mil espectadores.

Nos anos 1970, a famosa largada com os pilotos correndo até os carros foi abandonada em detrimento de mais segurança, primeiramente por uma largada parada (1970) e posteriormente em movimento (1971).

O segundo grande momento das 24 Horas de Le Mans veio nos anos 1980 com a criação do Grupo C, que uniu regulamentos de campeonatos pelo mundo.

Nesta época, diversas montadoras levaram carros que até hoje são relembrados com carinho pelos fãs para a corrida francesa.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Entre as marcas estava a Porsche, que conseguiu a façanha de em 1983 fazer nove dos 10 primeiros colocados na prova.

Além de anotar a maior média de velocidade da história em uma volta em 1985, 251,815 km/h.

Outras fábricas que construíram seus nomes na corrida e fizeram modelos hoje considerados lendários são Jaguar, Mazda (primeira japonesa a vencer, em 1991), Toyota e Nissan.

Tem ainda a Mercedes por meio da equipe Sauber, e a Peugeot (dona do recorde de velocidade da reta Mulsanne em 1988, 405 km/h).

Neste período, a FIA decidiu impor aos times do Grupo C, em 1992, que apenas carros com motores 3.5L e com arquitetura em V competissem no Mundial de Protótipos, igualando seu regulamento ao da Fórmula 1.

Os custos subiram excessivamente e, assim, as montadoras tiveram que fazer uma opção e iniciaram uma retirada do campeonato.

E por isso, em 1993 o campeonato foi cancelado devido à falta de participantes. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

As 24 Horas de Le Mans ficaram sem um campeonato oficial entre 1993 e 2010.

Em 2011 a prova contou para o Intercontinental Le Mans Cup, porém em 2012 um novo campeonato nasceu para contemplar a prova.

Esse campeonato foi o Mundial de Endurance, ou World Endurance Championship, que permanece até hoje.

Desde sua formação, o WEC possui entre três e quatro classes, englobando também carros de GT, os superesportivos vendidos ao público que se popularizaram na prova após o fim do Grupo C.

Nesta fase, a Audi iniciou dominando (vencendo 13 edições entre 2000 e 2014) antes de sair do campeonato em 2016.

Após isso, a Porsche conquistou as últimas três de suas 19 vitórias em Le Mans, recorde para uma montadora, antes de também sair no fim de 2017.

Já nos últimos cinco anos a Toyota, que amargou uma derrota na última volta em 2016 para a Porsche após uma falha mecânica, conquistou cinco vitórias seguidas.

As duas primeiras com o espanhol Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1, ao volante.

A marca japonesa chega como grande favorita em 2023, mas agora com nomes de peso a seu lado, como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac.

Elas competem na categoria dos Hipercarros, criada em 2021 para substituir a antiga LMP1, a principal do grid. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Julien Delfosse DPPI)

Até hoje, 35 pilotos brasileiros já participaram das 24 Horas de Le Mans.

Porém, se por um lado nunca um deles chegou ao lugar mais alto do pódio na categoria geral, vários já estiveram no top 3 e quatro conseguiram vencer a corrida em classes intermediárias.

André Negrão e Daniel Serra, que estarão no grid da prova neste ano, foram os últimos a triunfar, em 2019.

Negrão pela LMP2, segunda categoria mais importante e Serra pela LMGTE-Pro.

As vitórias de ambos foram suas segundas na tradicional corrida francesa.

André ganhou pela primeira vez em 2018 (LMP2), já Serra faturou pela primeira vez as 24 Horas em 2017 (LMGTE-Pro).

André Negrão

Daniel Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além dos dois, Thomas Erdos, primeiro vencedor brasileiro em Le Mans, ganhou na classe LMP2 em 2005 e 2006, com Jaime Melo na GT2 em 2008 e 2009.

Já em pódios gerais, o Brasil foi representado por seis nomes na história.

O mais bem-sucedido e o único a repetir pódios é Lucas Di Grassi, terceiro em 2013 e 2016 e segundo em 2014.

O primeiro pódio da história foi de José Carlos Pace em 1973, com o campeão do Mundial de Protótipos de 1987, Raul Boesel, sendo segundo em 1991.

Já em 2008, foi a vez de Ricardo Zonta levar a bandeira do Brasil ao terceiro lugar do pódio.

Em 2020, Bruno Senna foi o segundo e André Negrão em 2021 levou pela última vez o Brasil a um pódio geral, em terceiro. 

Thomas Erdos e Bruno Senna

 

 

 

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O Cadillac Lyriq totalmente elétrico é sucesso de vendas e esgota as encomendas para 2023

O Cadillac Lyriq 2023 inaugura uma nova era totalmente elétrica para a marca de luxo e, com ela, um novo estilo e linguagem de design. Além de ser a primeira das marcas da GM a se tornar totalmente elétrica até 2030. 

O interesse dos clientes foi imediato. De acordo com o porta-voz da Cadillac, Michael Albano, ao Detroit Free Press, a GM abriu as encomendas às 9h e em apenas 4 horas vendeu todas as unidades disponíveis. 

Não foi divulgada a quantidade de pedidos do Lyriq de 2023, mas a marca de luxo da GM informou em março ter cerca de 233.000 interessados.

Esperando que pelo menos 10% deles realmente comprassem o veículo, no início deste ano, a GM disse aos fornecedores para se prepararem para produzir 25.000 Lyriqs este ano. 

“Esta semana marcou um momento histórico na jornada da Cadillac para um futuro totalmente elétrico, já que o primeiro EV da marca foi colocado à venda. A demanda dos clientes pelo Lyriq correspondeu às nossas expectativas e estamos ansiosos para superar suas expectativas quando eles receberem o seu Lyriq”, disse, Michael Albano, Diretor Executivo da Cadillac Communications

Há sempre diferentes níveis de luxo, desempenho e tamanhos mas o Lyriq pode ser considerado concorrente do Tesla Model Y, apesar disso não ser uma preocupação atual dentro da indústria de EV. Já que no momento, os fabricantes de elétricos podem vender todos os carros que conseguem produzir. 

Com isso o Lyriq faz parte da estratégia de vendas da GM, que planeja vender 400.000 EVs na América do Norte em 2022 e 2023 combinados e somando 1 milhão de EVs nesse mercado a cada ano até 2025.

O objetivo é aumentar a venda de veículos elétricos a bateria nos EUA, que ainda é pequena, representando cerca de 4% ou 5% das vendas de carros novos nos EUA em 2021. 

O Lyriq é inconfundivelmente um Cadillac, com elementos de design familiares espalhados por todo o carro. O design exterior é impressionante e funcional, com a eficiência aerodinâmica sendo prioridade.

Uma enorme superfície preta brilhante toma o lugar da grade, já que os EVs não precisam dela. A iluminação é única, com faróis e lanternas de LED, que começam a acender à medida que o motorista se aproxima do carro. 

A traseira também se destaca com o design da lanterna integrada aos pilares C e apesar de alguns acharem um pouco exagerado, o design é muito funcional e otimiza o fluxo de ar ao redor da carroceria para minimizar o arrasto, segundo o porta-voz da marca.

As rodas 20″ de liga leve Split 6-Spoke com acabamento Diamond Cut/Dark Android e inserções aerodinâmicas Gloss Black, com com pneus 265/50R20, complementam o visual. Rodas de 22″ são oferecidas como opcionais.

No interior o acabamento é muito sofisticado e luxuoso em preto piano brilhante com botões de toque capacitivo cobre o volante e parte do painel.

Uma tela ampla e curva de 33″ toma mais da metade da largura do painel lida com a tela do motorista e as funções da tela sensível ao toque central.

O Lyriq 2023 é construído sob a plataforma BEV3 da GM e a produção ocorre na fábrica em Spring Hill no Tennessee (EUA).

Vem equipado com tecnologias de bateria GM Ultium e de motor de acionamento GM Ultium, que promete maior alcance e menor custo, entre outros benefícios.

Estará disponível em duas versões, a primeira delas com tração traseira de 340 cv, com bateria de 100 kWh e um alcance de 312 milhas (500 km), com uma única carga.

A outra configuração com tração nas quatro rodas, recebe um segundo motor no eixo dianteiro, aumentando a potência total para até 500 cv.

Além disso, o modelo vem com um carregador de 19,2 kW integrado, que permite que o carro carregue de 0 a 100% em apenas cinco horas em casa.

O interesse em veículos eletrificados no mercado mundial só cresce e provavelmente continuará a crescer à medida que novos modelos elétricos forem introduzidos.

O novo Cadillac Lyriq é um veículo totalmente elétrico elegante, confortável e poderoso. Tudo o que os compradores interessados no mercado de eletrificados devem esperar de um crossover de luxo.

Os potenciais compradores que ainda não conseguiram seu modelo mas continuam interessados ​​no Lyriq, deverão entrar na lista de espera no site oficial da Cadillac e serão priorizados para volumes adicionais de 2023 ou modelos de 2024. 

Os preços partem de US$ 62.990 para o modelo RWD, valor equivalente a R$ 299.441,74 na cotação atual e de US$ 64.990 para a versão AWD, aproximadamente R$ 308.949,66.

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