Segundo dados da Anfavea, a produção de veículos no Brasil caiu 17% no primeiro trimestre do ano

A avaliação realizada pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) mostrou uma queda de 17% na produção de veículos no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2021. Ao todo foram fabricadas 496 mil unidades, enquanto no ano anterior foram feitas 598 mil unidades.

Durante o mês de março de 2022, foram produzidas 184,8mil unidades, o que representou um crescimento de 11,4% em relação ao mês de fevereiro, mas comparando com o mês de março de 2021, houve uma queda de 7,8%, sendo o 9º mês seguido com retração nos números. Esses dados revelam ainda que o volume de carros montados foi o pior para o mês nos últimos 19 anos. 

O volume de licenciamentos nos primeiros três meses do ano foi de 405,7 mil unidades, uma queda acumulada de 23,2% comparado ao mesmo período do ano passado. Em março, foram emplacadas 146,8mil unidades, um declínio de 22,5% sobre o mesmo mês de 2021.

A principal causa para essa queda está relacionada com a falta de insumos e peças usadas no setor automotivo, especialmente dos semicondutores, algo que já vem acontecendo desde o início da pandemia. Porém outras questões como, a guerra entre Rússia e Ucrânia e o novo surto de covid na China e outros países, também impactaram diretamente esses números nos principais mercados do mundo.

O setor de exportações caiu 6,2% no mês, mas ainda cresceu 5,8% em relação a março de 2021, com a exportação de 38,9 mil veículos. Já o somatório do trimestre aponta um crescimento de 12,8% em relação ao ano passado. Ao todo foram 108,1 mil unidades embarcadas, contra 95,8 unidades no ano anterior. 

O segmento de caminhões também conseguiu manter o bom desempenho e ainda obteve crescimento de 3% em relação ao mesmo período em 2021, com 26,9 mil unidades licenciadas. A produção de caminhões em março também aumentou 8,5%, com 13,5 mil unidades fabricadas e no trimestre foram 34,4 mil unidades produzidas, uma ampliação de 3,9% quando comparado com o ano passado.

Esses dados não surpreendem e nem é um problema exclusivo do Brasil, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea. A expectativa agora é de uma reação a partir do segundo trimestre e um aumento mais considerável no segundo semestre do ano.

“Para os próximos trimestres, essa produção deve aumentar. A gente espera que o segundo, terceiro, quarto trimestres sejam um pouco melhores, que a gente rode uma produção mensal de em torno de 190 mil unidades”, projeta Moraes.

 

 

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