Fórmula E: Em Londres, Lucas Di Grassi retorna ao local de sua última vitória

A temporada nove do Campeonato Mundial de Fórmula E termina neste final de semana com o ePrix de Londres, no circuito do Exhibition Centre London.

Também conhecido como ExCel London, o local recebe o campeonato desde 2021.

Na edição do ano passado, o brasileiro Lucas Di Grassi venceu, mantendo-se como o detentor da vitória mais recente no traçado da capital inglesa.

Lucas no box da equipe Mahindra (Foto: Spacesuit Media/Lou Johnson)

Lucas Di Grassi planeja se apoiar no bom retrospecto no circuito britânico para terminar a temporada com mais pontos.

O triunfo em Londres foi também a vitória mais recente do piloto brasileiro, quando ele atingiu 13 primeiros lugares na Fórmula E.

Esse número o coloca como maior vencedor da categoria, ao lado do suíço Sebastien Buemi.

Na ocasião, Di Grassi defendia a equipe Venturi Racing.

Di Grassi ao volante do modelo M9Electro (Foto: Spacesuit Media/Lou Johnson)

O travado circuito de Londres tem 20 curvas e 2,09 km de extensão, utilizando áreas cobertas do galpão de exposições e de sua parte externa.

Predominam curvas lentas, o que faz com que a pista tenha algumas freadas fortes e não seja tão veloz como os dois últimos traçados onde o campeonato competiu: Portland (EUA) e Roma (Itália).

Outra característica são as mudanças de elevação e diferentes tipos de piso ao longo da pista.

Dois detalhes que tornam a pista de Londres bastante enigmática em termos técnicos.

“Londres é um circuito muito particular, mas um lugar onde sempre fui bem. Por isso vamos tentar fechar essa temporada ano da melhor maneira possível, tentando novos pontos para a equipe. Ter sido o último a vencer em Londres dá confiança. Mas neste ano temos uma tarefa diferente. Precisamos tirar o melhor do nosso pacote técnico e torcer para uma dinâmica de prova que nos favoreça. O objetivo são os pontos, como nas últimas etapas, para injetar ânimo no time depois de uma temporada de aprendizado bastante complicada, como foi essa”, completou. resumiu Di Grassi, piloto da equipe indiana Mahindra, que nesta temporada passou dificuldades pelo atraso no desenvolvimento do modelo M9Electro.

O brasileiro venceu a prova mais recente disputada no traçado londrino (Foto: Spacesuit Media/Lou Johnson)

A decisão do título da atual temporada está entre quatro pilotos.

Com maiores chances estão o inglês Jake Dennis (195 pontos, equipe Avalanche Andretti) e o neozelandeses Nick Cassidy (171, Envison Racing).

Também possuem chances matemáticas Mitch Evans (151 pontos, Nova Zelândia, equipe Jaguar) e Pascal Wehrlein (146, Alemanha, Porsche).

As corridas acontecem no sábado e no domingo.

Programação para a ePrix de Londres, nos horários de Brasília:

Sexta-feira (28/7)
13h00 – Treino livre 1

Sábado (29/7)
06h30 – Treino livre 2
08h40 – Classificação
13h00 – Corrida 1

Domingo (30/7)
13h00 – Corrida 2

 

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Le Mans, 100 anos: Como as 24 Horas se tornaram a corrida mais tradicional do mundo

Criada em 1923, as 24 Horas de Le Mans completam 100 anos em 2023.

Apesar de ser apenas a 91ª edição da famosa prova, realizada em trechos de estradas e de autódromo permanente, no Circuito de la Sarthe, a ocasião é também bastante especial.

Isso devido o grid pela primeira vez em muitos anos estar em grande forma, com a entrada de diversas montadoras como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac se juntando à Toyota, que chega como a favorita para a edição deste ano.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans
(Foto: Paulo Maria DPPI)

Para 2024 há ainda a promessa da chegada à categoria Hypercar de nomes de peso como BMW, Alpine e Lamborghini.

O que para muitos marca o início de uma nova “era de ouro” das corridas de longa duração e em especial das 24 Horas de Le Mans.

O brasileiro André Negrão, piloto do Alpine #35, disputa pela sétima vez a corrida, vencida por ele na categoria LMP2 em 2018 e 2019.

O piloto acredita que esse é um grande momento estar mais uma vez no grid de Le Mans, principalmente por contar com a presença de tantos bons pilotos e bons carros.

“Vamos buscar um bom resultado na LMP2 neste ano. Eu já venci duas vezes a prova por essa categoria. Mas, é claro, é uma prova de 24 horas. Tudo e sempre pode acontecer. E é por isso que você vê muitas equipes comemorando apenas o fato de ter terminado a corrida. Muita gente até chorando. É um grande esforço para todos, mas se você consegue chegar ao fim sempre se sente recompensado”, disse André Negrão. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Organizada pelo ACO (Automobile Club de l’Ouest), a primeira prova ocorreu em 26 e 27 de maio de 1923.

Inicialmente, os organizadores queriam promover uma corrida que testasse a ainda incipiente tecnologia dos automóveis, com muitas pequenas fábricas espalhadas especialmente pela Europa.

O formato era diferente: o carro vencedor seria aquele que conseguisse cobrir a maior distância após três edições das 24 horas.

Mas a ideia foi abandonada em 1928, com os vencedores de cada edição sendo reconhecidos como os ganhadores.

A prova não foi realizada em nove anos entre 1923 e 2023.

Primeiro em 1936, devido a uma greve geral na França, e depois pela Segunda Guerra Mundial, entre 1940 e 1948, quando a pista também precisou ser reconstruída. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

Com a retomada da prova em 1949, diversas montadoras passaram a se interessar pela competição.

O ano marcou também a primeira vitória da Ferrari, com um modelo 166MM, carro que inspirou a canção “Red Barchetta”, da banda canadense Rush.

Em 1953, com a formação do Mundial de Protótipos, a prova ganhou um campeonato organizado que orbitava em torno dela, como acontece até hoje, nos últimos anos como Mundial de Endurance.

A edição de 1955 viu acontecer um grande susto: a maior tragédia da história do automobilismo.

O francês Pierre Levegh bateu na reta principal. Seu carro foi parar em uma área de espectadores e matou 84 pessoas.

O que motivou preocupações e melhorias de segurança e também o abandono das corridas por parte da Mercedes Benz e, um pouco mais tarde, a proibição de provas na Suíça.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Com o avanço dos carros, nos anos 1960 os modelos chegavam aos 320 km/h na reta Mulsanne, ainda sem chicanes, que foram apenas colocadas em 1990.

Neste período, uma das grandes histórias do automobilismo se criou em Le Mans, quando a Ford derrotou a Ferrari na prova francesa em 1966, episódio retratado no filme “Ford vs. Ferrari” (2019).

Para aumentar o peso dessa saga, a marca de Maranello, que ganhou de 1960 até 1965, não vence as 24 Horas de Le Mans desde então.

Neste período, a popularidade da prova aumentou, com edições chegando a ter mais de 300 mil espectadores.

Nos anos 1970, a famosa largada com os pilotos correndo até os carros foi abandonada em detrimento de mais segurança, primeiramente por uma largada parada (1970) e posteriormente em movimento (1971).

O segundo grande momento das 24 Horas de Le Mans veio nos anos 1980 com a criação do Grupo C, que uniu regulamentos de campeonatos pelo mundo.

Nesta época, diversas montadoras levaram carros que até hoje são relembrados com carinho pelos fãs para a corrida francesa.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Entre as marcas estava a Porsche, que conseguiu a façanha de em 1983 fazer nove dos 10 primeiros colocados na prova.

Além de anotar a maior média de velocidade da história em uma volta em 1985, 251,815 km/h.

Outras fábricas que construíram seus nomes na corrida e fizeram modelos hoje considerados lendários são Jaguar, Mazda (primeira japonesa a vencer, em 1991), Toyota e Nissan.

Tem ainda a Mercedes por meio da equipe Sauber, e a Peugeot (dona do recorde de velocidade da reta Mulsanne em 1988, 405 km/h).

Neste período, a FIA decidiu impor aos times do Grupo C, em 1992, que apenas carros com motores 3.5L e com arquitetura em V competissem no Mundial de Protótipos, igualando seu regulamento ao da Fórmula 1.

Os custos subiram excessivamente e, assim, as montadoras tiveram que fazer uma opção e iniciaram uma retirada do campeonato.

E por isso, em 1993 o campeonato foi cancelado devido à falta de participantes. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

As 24 Horas de Le Mans ficaram sem um campeonato oficial entre 1993 e 2010.

Em 2011 a prova contou para o Intercontinental Le Mans Cup, porém em 2012 um novo campeonato nasceu para contemplar a prova.

Esse campeonato foi o Mundial de Endurance, ou World Endurance Championship, que permanece até hoje.

Desde sua formação, o WEC possui entre três e quatro classes, englobando também carros de GT, os superesportivos vendidos ao público que se popularizaram na prova após o fim do Grupo C.

Nesta fase, a Audi iniciou dominando (vencendo 13 edições entre 2000 e 2014) antes de sair do campeonato em 2016.

Após isso, a Porsche conquistou as últimas três de suas 19 vitórias em Le Mans, recorde para uma montadora, antes de também sair no fim de 2017.

Já nos últimos cinco anos a Toyota, que amargou uma derrota na última volta em 2016 para a Porsche após uma falha mecânica, conquistou cinco vitórias seguidas.

As duas primeiras com o espanhol Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1, ao volante.

A marca japonesa chega como grande favorita em 2023, mas agora com nomes de peso a seu lado, como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac.

Elas competem na categoria dos Hipercarros, criada em 2021 para substituir a antiga LMP1, a principal do grid. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Julien Delfosse DPPI)

Até hoje, 35 pilotos brasileiros já participaram das 24 Horas de Le Mans.

Porém, se por um lado nunca um deles chegou ao lugar mais alto do pódio na categoria geral, vários já estiveram no top 3 e quatro conseguiram vencer a corrida em classes intermediárias.

André Negrão e Daniel Serra, que estarão no grid da prova neste ano, foram os últimos a triunfar, em 2019.

Negrão pela LMP2, segunda categoria mais importante e Serra pela LMGTE-Pro.

As vitórias de ambos foram suas segundas na tradicional corrida francesa.

André ganhou pela primeira vez em 2018 (LMP2), já Serra faturou pela primeira vez as 24 Horas em 2017 (LMGTE-Pro).

André Negrão

Daniel Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além dos dois, Thomas Erdos, primeiro vencedor brasileiro em Le Mans, ganhou na classe LMP2 em 2005 e 2006, com Jaime Melo na GT2 em 2008 e 2009.

Já em pódios gerais, o Brasil foi representado por seis nomes na história.

O mais bem-sucedido e o único a repetir pódios é Lucas Di Grassi, terceiro em 2013 e 2016 e segundo em 2014.

O primeiro pódio da história foi de José Carlos Pace em 1973, com o campeão do Mundial de Protótipos de 1987, Raul Boesel, sendo segundo em 1991.

Já em 2008, foi a vez de Ricardo Zonta levar a bandeira do Brasil ao terceiro lugar do pódio.

Em 2020, Bruno Senna foi o segundo e André Negrão em 2021 levou pela última vez o Brasil a um pódio geral, em terceiro. 

Thomas Erdos e Bruno Senna

 

 

 

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Fórmula E: Di Grassi encara desafio em Jacarta visando melhora na Mahindra

O brasileiro Lucas Di Grassi retorna à pista neste final de semana em mais uma etapa do Mundial de Fórmula E.

Desta vez na segunda visita do campeonato de carros elétricos à cidade de Jacarta, na Indonésia.

A prova é importante para a equipe Mahindra, defendida pelo brasileiro campeão da temporada 2016-17.

Além de correr em um país próximo da Índia, berço da multinacional de automóveis.

O time contará com o reforço do espanhol Roberto Merhi ao lado de Di Grassi na busca por evoluir seu trem de força.

Foto: Spacesuit Media/Lou Johnson

O brasileiro, pole position e terceiro colocado na primeira corrida da temporada, na Cidade do México, acredita em mais um final de semana de aprendizado.

Ele busca de evolução do equipamento, dessa vez no seletivo circuito de 2,37 km com 18 curvas.

Lucas soma 18 pontos no 15º lugar da tabela.

“Vamos agora para um circuito técnico, mas que traz boas oportunidades de ultrapassagem. Temos bastante espaço na curva 1 e algumas curvas de alta velocidade até a parte final da pista, onde temos curvas mais fechadas e travadas, como as curvas 13 e 16, que certamente serão locais onde teremos muita ação”, disse Di Grassi, piloto mais bem colocado no mundial entre os quatro que usam o trem de força da Mahindra.

Foto: Spacesuit Media/Lou Johnson

Sétimo colocado na corrida do ano passado, o brasileiro entende que o momento não é o melhor para sua equipe.

Mas o evento de Jacarta, em rodada dupla, pode ser uma oportunidade para o time indiano.

A liderança da competição é do neozelandês Nick Cassidy, da equipe Envision Racing/Jaguar, que soma 121 pontos.

“Infelizmente as últimas corridas não foram boas para nós, mas não podemos parar de pensar no desenvolvimento do carro. Estamos muito compenetrados neste objetivo, e ter duas corridas no mesmo lugar pode ser bom para aferirmos algumas coisas dentro do nosso pacote visando uma melhora para as últimas corridas do ano”, continuou Di Grassi.

Foto: Spacesuit Media/Lou Johnson

Confira os horários (Brasília) para as etapas 10 e 11 do campeonato 2022-2023 da Fórmula E:

Sexta-feira, 2 de junho
Treino livre 1: 05:25 – 06:15
Treino livre 2: 22:05 – 22:55

Sábado, 3 de junho
Classificação: 00:40 – 01:55
Corrida 1: 05:03 – 06:30
Treino livre 3: 22:05 – 22:55

Domingo, 4 de junho
Classificação: 00:40 – 01:55
Corrida 2: 05:03 – 06:30

 

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