Volvo lidera novamente em caminhões pesados e expande serviços, mas vê 2025 com cautela

Em 2024, a Volvo foi novamente líder na soma dos segmentos de caminhões semipesados e pesados no Brasil.

Foram 23.185 veículos emplacados, crescimento de 18% sobre o ano anterior, assegurando à marca um market share de 23,7%.

Outro destaque foi o crescimento dos Planos de Serviços, agora presentes em nove de cada dez do volume equivalente de veículos entregues.

Para 2025, no entanto, a marca prevê um mercado menor, para todos os fabricantes.

O ano que encerrou trouxe muitos números positivos para a Volvo.

O FH 540 foi o caminhão mais vendido do Brasil, agora pela sexta vez consecutiva, com 7.765 emplacamentos.

Entre os pesados, o segundo lugar também ficou com um FH, o modelo 460, com 4.956 licenciamentos.

Considerando apenas a classe de pesados, a Volvo emplacou 18.838 unidades, o que lhe garantiu crescimento de 20% sobre o ano anterior e exatos 30% de market share.

Outro destaque da marca foi a linha de caminhões VM, que teve 7.462 emplacamentos.

O Volvo VM 290 foi o modelo líder em vendas do País no segmento de semipesados, com 4.026 unidades.

“Nossa liderança de muitos anos na soma dos segmentos de pesados e semipesados atesta a confiança dos transportadores na marca Volvo, em nossos caminhões e na estrutura de serviços de nossa rede de concessionárias”, afirma Wilson Lirmann, presidente da Volvo na América Latina.

Volvo FH 540

A liderança da Volvo aconteceu também entre os vocacionais pesados, aqueles caminhões fora de estrada e/ou destinados a aplicações mais severas.

A marca teve a maior participação nos segmentos florestal (61% de market share), mineração (44% de market share) e cana-de-açúcar (29% de market share).

“Além disso, o VMX, versão off road deste modelo, conquistou muito espaço. Foram 3.000 emplacamentos no ano passado, o que corresponde a 40% do volume da linha VM”, assegura Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões.

Outro destaque da Volvo foi em serviços, realizados por meio da rede de concessionárias da marca.

Em 2024, nove em cada dez do volume equivalente de caminhões entregues tinham Planos de Serviços Volvo.

Atualmente são mais de 50 mil contratos ativos, numa evolução de 10% em relação ao ano anterior.

Volvo VM 290

Os Planos de Serviços são uma ferramenta fundamental para redução de custos operacionais dos transportadores.

Sua versão mais completa (Plano Ouro) prevê todo o suporte para a gestão e manutenção da frota, incluindo a Manutenção Inteligente Volvo (MIV) – com planejamento das paradas e agendamento para manutenções preventivas –, manutenções corretivas, treinamento de motoristas, Volvo Atendimento Rápido (VOAR) e a gestão de frota via Volvo Connect, plataforma de conectividade da marca.

“Os Planos de Serviços não param de crescer. Pela primeira vez na história, atingimos essa marca de cobertura equivalente a 90% dos emplacamentos”, celebra Alcides Cavalcanti.

Volvo FH 540

Em 2024 houve crescimento de 40% nos contratos do serviço Condução Inteligente Volvo (CIV), uma consultoria da marca para aprimorar a gestão de combustível dos transportadores.

O serviço utiliza a alta conectividade dos caminhões para gerar dados de desempenho.

Por meio de Inteligência Artificial, o sistema da Volvo compara caminhões de aplicações e rotas similares de todo o Brasil.

Essas análises são oferecidas aos transportadores com dados anonimizados em relatórios periódicos de fácil interpretação, o que permite acompanhar o potencial de melhoria no consumo de combustível e a redução de emissões.

Os documentos também incluem orientações individuais para cada motorista, elaboradas por especialistas da Volvo em condução econômica.

Volvo VM 290

O ano de 2025 começa com uma novidade.

A Volvo começará a exportar caminhões do Brasil para o México, país que passa a ser responsabilidade comercial do Grupo Volvo América Latina nesse segmento de veículos.

Serão exportados os modelos FH e VM, em configurações diversas.

Os primeiros embarques acontecem ainda em fevereiro.

“O mercado do México está gradativamente mudando para caminhões de cabine avançada. Com isso, vemos boas oportunidades para os modelos que produzimos no Brasil”, avalia Wilson Lirmann.

Volvo FH 540

Além da abertura do novo mercado, a Volvo celebra outras conquistas na América Latina em 2024.

No Peru foram entregues 2.064 caminhões, mercado onde a marca há anos mantém liderança absoluta, com 24% de market share no último exercício.

Já no Chile, a Volvo entregou 1.260 veículos, o que garantiu 17% de participação.

Somando as entregas do Brasil (maior mercado da região) e dos demais países do continente, ao todo a Volvo entregou 27.111 caminhões na América Latina, um crescimento de 15%.

Num cenário diferente dos bons números de 2024, a Volvo prevê que o ano atual poderá apresentar um mercado menor para todas as marcas de caminhões no Brasil. 

“Desde o último trimestre do ano passado estamos vendo cautela dos transportadores em novas aquisições. Mesmo com indicadores positivos sobre safra e PIB, as elevadas taxas de juros, reflexo de questões fiscais, têm freado os negócios na indústria de caminhões no País. Mas esse é um mercado cíclico, com altas e baixas ao longo dos anos”, finaliza Wilson Lirmann.

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Dakar: o lado feminino do maior desafio do mundo

Em 2023, a imprensa brasileira marca presença na 45ª edição do Rally Dakar somente com a repórter Letícia Datena.

Não há outros jornalistas do país acompanhando a prova, que reúne no total competidores de 68 nacionalidades na Arábia Saudita.

Curiosa e apaixonada pelo esporte, Letícia deu de cara com uma realidade que não esperava: a forte presença feminina no maior desafio do mundo, que vem sendo disputado desde o dia 31 de dezembro nos desertos daquela região do Oriente Médio.

“Ao todo, são 51 atletas espalhadas em seis categorias. Eu acho sensacional que cada vez mais mulheres estejam se aventurando na versão mais radical de um esporte extremamente físico, como é o rally cross-country. Pilotos e navegadores correm em média 400km por dia em pleno deserto, escalando dunas de até 300m. Terminam o dia literalmente moídos. Além de estar bem preparado, é preciso ter coragem. E isso nós, mulheres, temos de sobra. O Dakar vai cruzar uns 8.500km até o final da corrida, no dia 15 de janeiro. Nós já andamos cerca de 70% disso. É uma prova que judia da gente, precisa realmente amar velocidade para correr um Dakar. E as mulheres adoram esse desafio. Ter 51 delas aqui me diz que estamos chegando com força, o rally já é nosso território também”, conclui a repórter, filha do apresentador José Luis Datena, que faz a cobertura do evento pela TV Band e revista Forbes.

O piloto brasileiro Lucas Moraes e a jornalista Letícia Datena no Dakar 2023

As mulheres, na verdade, já registraram grandes momentos na trajetória do Dakar, o que chama a atenção agora é a quantidade e a disposição de brigar de igual para igual com os marmanjos de todas as categorias.

Mas, já em 2001, a alemã Jutta Kleinschimidt mostrou o caminho vencendo a prova na categoria principal, a dos carros, ao lado do navegador e conterrâneo Andreas Schulz.

“Aqui, todo mundo sabe que as mulheres vieram pra ganhar. Como é o caso dos homens, algumas possuem currículos fantásticos no rally e outras estão em evolução. Mas de maneira geral elas estão aqui para conquistar o título máximo do nosso esporte, que é vencer essa prova. Todos os dias, no Dakar, temos provas de que talento não tem sexo, idade ou cor de pele. Essa é uma das magias dessa competição”, diz o brasileiro Lucas Moraes, que vem sendo a principal revelação do Dakar 2023.

Pâmela e Sachs em ação durante etapa do Dakar 2023
(Magnus Torquato/Fotop)

Em 2023, a catarinense Pâmela Bozzano, de 33 anos, se tornou a primeira mulher do Brasil a competir no Dakar como piloto.

A bordo de um Can-Am Maverick X3 da categoria Protótipos Leves, ela cruza os desertos da Arábia ao lado do navegador Carlos Sachs. Ex-atleta de marcha atlética, Pâmela iniciou no rally por brincadeira em 2020, influenciada pelo marido, Ênio Bozzano.

“Meu esposo me perguntou se não queria ser navegadora dele. Eu gostei da ideia, mas logo percebi que queria acelerar, frear… pilotar mesmo. Ele gostou da ideia, me incentivou e arrumou um carro pra testar. Tempos depois fomos para o Jalapão, um deserto no Tocantins, disputar minha primeira corrida”, conta Bozzano.

Pâmela levou a sério o convite, se destacou e conquistou bons resultados. Em 2022, venceu o Rally RN1500, um dos mais tradicionais do país, e também o Rally Jalapão, ambos na subcategoria de UTVs na qual competiu.

Mas a maior conquista foi a vitória na classe UTV3 do Rally dos Sertões e com Ênio na função de navegador. Na Argentina, Pâmela ainda foi segunda colocada no competitivo SARR (South American Rally Race) e quinta na classificação geral dos UTVs.

Mas a primeira brasileira a competir no Dakar foi a jornalista Leilane Neubarth, que em 1999 foi a navegadora na tripulação do caminhão conduzido por André Azevedo, ao lado do mecânico tcheco Tomas Tomecek.

O trio obteve duas vitórias em especiais e chegou ao terceiro lugar na categoria caminhões do Dakar daquela temporada.

Pâmela Bozzano e o navegador Carlos Sachs diante do Can-Am Maverick X3
(Vinícius Branca/Fotop)

Entre as 51 mulheres inscritas no Dakar, a maior delegação é da França com 12 representantes.

Na atual edição, as principais estrelas são as espanholas Cristina Gutierrez, que se tornou a primeira mulher a vencer uma especial no Dakar desde Kleinschmidt, e Laia Sanz, que é dona do melhor resultado de uma mulher nas motos no Dakar, um nono lugar em 2015. Gutierrez foi terceira colocada entre os UTVs no ano passado.

As duas correm paralelamente no Extreme E, competição de rally de carros elétricos no qual as equipes são divididas com um piloto masculino e outro feminino.

Gutierrez tem feito bonito: é a campeã de 2022 da Extreme E, ao lado do lendário francês Sebastien Loeb. Ambos competiram pelo time de Lewis Hamilton, o X44.

Sachs, Pâmela e Moraes posam ao lado do símbolo do Dakar antes da largada
(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

51 Mulheres no Dakar 2023

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Carros (Pilotos): Laia Sanz (Espanha), Andrea Lafarja (Paraguai), Magdalena Zajak (Polônia)
Carros (Navegadoras): Monica Plaza Vazquez (Espanha), Valerie Panagiotis (França), Tessa Rooth (Holanda)
Protótipos Leves (Pilotos): Cristina Gutierrez (Espanha), Annett Fischer (Alemanha), Camelia Liparoti (Itália), Dania Akeel (Arábia Saudita), Mashael Alobaidan (Arábia Saudita), Merce Martin (Espanha), Anja Van Loon (Holanda), Aliyyah Koloc (Emirados Árabes Unidos), Pâmela Bozzano (Brasil), Patricia Pita Gago (Uruguai)
Protótipos Leves (Navegadoras): Annie Seel (Suécia), Lisette Bakker (Holanda), Delphine Delfino (França)
Caminhões (Navegadoras): Marije van Ettekoven (Holanda), Margot Llobera (Andorra), Susana Hernando Ines (Espanha), Syndiely Wade (Senegal)
UTVs de Produção (Pilotos): Molly Taylor (Austrália) e Rebecca Busi (Itália)
UTVs de Produção (Navegadoras): Valentina Pertegarini (Argentina), Rosa Romero Font (Espanha), Giulia Maroni (Itália)
Clássicos (Pilotos): Valentina Casella (Itália), Olga Rouckova (República Tcheca), Sandra Riviere (França)
Clássicos (Navegadoras): Anne Galpin (França), Mercedes Montamarta (Espanha), Julie Verdaguer (França), Monica Buonamano (Itália), Jacobine Kamp-Noordsij (Holanda), Corinne Berteloot (França), Audrey Rossat (França), Faiza Maillard (França), Magali Barlerin Simonot (França), Claire Deygas (França), Corinne Cupers (França), Sonia Ledesma Gomez (Espanha), Alexia Giugni (Itália), Lidia Ruba (Espanha), Simona Morosi (Itália), Marie-Noelle Malsergent (França) e Andrea Cadei (Itália)

Veículos conduzidos por tripulações 100% femininas

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Protótipos Leves: Annett Fischer (Alemanha)/Annie Seel (Suécia) e Merce Martin (Espanha)/Lisette Bakker (Holanda)
UTVs de Produção: Rebecca Busi (Itália)/Giulia Maroni (Itália)
Clássicos: Valentina Casella (Itália)/Monica Buonamano (Itália)

 

 

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Guia do Dakar: tudo sobre o desafio, os favoritos e os brasileiros em 2023

O Dakar 2023 terá início com muitas expectativas e poucas certezas. Entre os 455 veículos inscritos nas sete categorias, a lista de possíveis vencedores é grande e até inclui brasileiros.

Como dita a tradição e a própria essência da corrida, na 45ª edição do maior desafio do esporte a motor mundial tudo pode e deve acontecer.

A prova será disputada nos desertos da Arábia Saudita, a ordem de largada ocorrerá no dia 31 de dezembro e assim, terá o início de seus 15 dias de competição em primeiro de janeiro.

A corrida será disputada pela quarta vez seguida na Arábia Saudita, após 11 edições na América Latina, que recebeu a prova quando o Dakar foi forçado a abandonar a África devido a crescentes ameaças terroristas.

Pelo segundo ano seguido, o rally será válido também para o Campeonato Mundial FIA de Rally Cross-Country.

O percurso será de 8.549km, sendo 4.706km de trechos cronometrados em alta velocidade, as chamadas especiais, correspondentes a um dia de competição.

O trajeto prevê alguns trechos já visitados, como os de Al’ula, Ha’il e Riad, mas também inclui percursos inexplorados no inóspito “Empty Quarter”, um deserto gigantesco cujo nome, em tradução aproximada, significa “território inabitado”.

Quem se perder por ali estará sozinho em um mar de areia. O Dakar, novamente, promete que a sequência interminável de dunas será predominante na prova.

Ao todo, serão 455 veículos em sete categorias principais: motos, quadriciclos, carros, protótipos leves, UTVs, caminhões e clássicos, destinada a carros do Dakar de várias épocas, mas em percurso menos radical.

A principal categoria é a dos carros, por ter os veículos mais sofisticados, velozes e os pilotos mais importantes. Entre os 73 automóveis, há algumas subcategorias determinadas pela configuração das máquinas, incluindo veículos de tração 4×4 e 4×2, motores híbridos, a diesel, diesel ecológico e gasolina.

A principal divisão é a T1+, na qual a equipe Overdrive Toyota tenta repetir a vitória geral da prova obtida em 2022 com a dupla Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Qatar/França), além de chegar reforçada pelo vencedor do Dakar 2009 Giniel De Villiers e o navegador Dennis Murphy, ambos sul-africanos.

É neste esquadrão também que está o estreante brasileiro e atual bicampeão do Rally dos Sertões, Lucas Moraes e o navegador alemão Timo Gottschalk.

A dupla é vista como fonte de possíveis surpresas tanto pelo desempenho de Moraes no maior rally do Brasil quanto pelas atuações no Campeonato Mundial FIA de Rally Baja e Cross Country.

O navegador alemão Timo Gottschalk e o piloto brasileiro Lucas Moraes

A bordo de um modelo Hunter da Prodrive testado ao longo do ano, o nove vezes campeão mundial de rally Sebastien Loeb chega a 2023 depois de ter terminado no pódio três vezes. O supercampeão da França promete não deixar escapar a primeira vitória no Dakar neste ano, ao lado do navegador belga Fabian Lurquin.

Outra sensação é a equipe alemã Audi, que volta à carga com os carros híbridos gasolina-elétricos e-Tron Quattro, que após um ano de desenvolvimento estão entre as principais apostas do Dakar 2023.

A mão de obra é do lendário “Mister Dakar” Stéphane Peterhansel (com o navegador francês Edouard Boulanger) e do icônico Carlos Sainz (em parceria com o também espanhol Lucas Cruz), além do ex-DTM Mattias Ekstrom (e seu conterrâneo, o navegador sueco Emil Bergkvist).

Entre os 19 quadriciclos, além do campeão Alexandre Giroud (França), o Brasil vem bem representado com Marcelo Medeiros, que na edição anterior venceu três das 12 especiais do evento e terminou em sexto.

As motos são a categoria mais numerosa, com 125 participantes, mas não possui brasileiros na competição.

Destaque para o atual bicampeão Sam Sunderland (Inglaterra), além do espanhol Joan Barreda, o chileno Pablo Quintanilla, o norte-americano Ricky Brabec, o australiano Toby Price e o austríaco Matthias Walkner.

O francês Alexandre Giroud é o atual campeão na categoria Quadriciclos

Devido à guerra contra a Ucrânia, competidores russos e mesmo a fabricante Kamaz foram banidos do Dakar.

Em 2022, a montadora dos icônicos caminhões de rally baseada em Naberejnye Tchelny faturou os quatro primeiros lugares. Mas essa ausência não tornou menos impressionante a categoria dos caminhões, que não possui competidores brasileiros.

Com 56 veículos inscritos, os gigantes do deserto prometem um show a parte, com destaque para os pilotos holandeses da Iveco Janus van Kasteren e Martin van den Brink, primeiros colocados em 2022, logo após os quatro caminhões russos que dominaram a corrida.

Já entre os 47 Protótipos Leves, que são UTVs construídos especificamente para rally, os chilenos Francisco López Contardo e Juan Pablo Latrack são os atuais campeões e novamente ocupam o alto da lista de apostas.

Os favoritos desta vez terão a companhia de duas duplas brasileiras: Pâmela Bozzano/Carlos Sachs e Enio Bozzano Júnior/Luciano Gomes.

A provável grande rival de Contardo/Latrach deve ser a dupla formada pelo americano Austin Jones e o brasileiro Gustavo Gugelmin, atuais campeões da categoria de UTVs de produção.

Nesta última, estão inscritos 46 UTVs de produção, aqueles vendidos em lojas comuns, com os brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo entre as parcerias mais fortes.

O Brasil também será representado por Bruno Conti de Oliveira, que contará com a navegação do português Pedro Bianchi Prata, e Cristiano Batista, que terá navegação do espanhol Fausto Mota.

Apesar de rivais, Rodrigo e Bruno são pai e filho e disputarão a prova pela mesma equipe, a South Racing Can Am, atual campeã do Dakar.

Sam Sunderland, atual bicampeão do Dakar, é uma das estrelas entre as 125 motos

Um dos Audi híbridos e supercotados para a vitória em 2023

 

 

 

 

 

 

 

45ª Edição do Rally Dakar
8.549km de percurso total. Especiais somam 4.706km

(Data / locais / total do dia / especial)

Prólogo: 31/12 – Sea Camp – 10 km / 10 km
01/01 – Sea Camp –> Sea Camp – 603 km / 368 km
02/01 – Sea Camp –> Al-‘Ula – 590 km / 431 km
03/01 – Al-‘Ula –> Ha’il – 669 km / 447 km
04/01 – Ha’il –> Ha’il – 573 km / 425 km
05/01 – Ha’il –> Ha’il – 646 km / 375 km
06/01 – Ha’il –> Ad Dawadimi – 876.68 km / 466 km
07/01 – Ad Dawadimi –> Ad Dawadimi – 641.47 km / 473 km
08/01 – Ad Dawadimi –> Riyadh – 722.41 km / 407 km
09/01 – Descanso – Riyadh
10/01 – Riyadh –> Haradh – 710 km / 439 km
11/01 – Haradh –> Shaybah – 623 km / 114 km
12/01 – Shaybah –> Empty Quarter – 426 km / 275 km
13/01 – Empty Quarter –> Shaybah – 375 km / 185 km
14/01 – Shaybah –> Al Hofuf – 669 km / 154 km
15/01 – Al Hofuf –> Dammam – 414 km / 136 km

Veículos e Categorias
Carros: 73 (1)*
Motos: 125
Quadriciclos: 19 (1)
Protótipos Leves: 47 (5)
UTVs: 46 (4)
Caminhões: 56
Clássicos: 89
Total: 455 veículos
*Nota: entre parêntesis, competidores brasileiros, que totalizam 11. Entre eles, a primeira piloto brasileira do Dakar (Pamela Bozzano)

Brasileiros no Dakar 2023

Piloto / Navegador / Veículo

CATEGORIA T1+
Lucas Moraes (Brasil) / Timo Gottschalk (Alemanha), Toyota GR DKR IMT

PROTÓTIPOS LEVES
Gustavo Gugelmin (Brasil) / Austin Jones (EUA), Can-Am Maverick XRS
Pâmela Bozzano (Brasil) / Carlos Sachs (Brasil), Can-Am Maverick X3
Enio Bozzano Júnior (Brasil) / Luciano Gomes (Brasil), Can-Am Maverick X3

UTVs DE PRODUÇÃO
Rodrigo Luppi (Brasil) / Maykel Justo (Brasil), Can-Am Maverick XRS
Bruno Conti de Oliveira (Brasil) / Pedro Bianchi Prata (Portugal), Can-Am Maverick X3
Cristiano Batista (Brasil) / Fausto Mota (Espanha), Can-Am Maverick XRS

QUADRICICLOS
Marcelo Medeiros (Brasil), Yamaha Raptor 700

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Hankook Tire se torna fornecedor exclusivo de pneus para Stock Car Pro Series, Stock Series e Fórmula 4 Brasil

A principal fabricante mundial de pneus, Hankook Tire, anunciou que passa a patrocinar e fornecer pneus exclusivamente para a maior competição de automobilismo do Brasil, a Stock Car Pro Series, além da categoria de acesso Stock Series e o BRB Fórmula 4 Brasil Credenciado pela FIA.

A empresa opera em mais de 160 países e é conhecida por produzir pneus radiais de alto desempenho e qualidade excepcional para carros de passeio, 4×4, SUVs, caminhões leves, trailers, caminhões, ônibus e veículos esportivos.

Além de participar ativamente de iniciativas globais de sustentabilidade e receber a classificação mais alta da EcoVadis Business Sustainability Rating nos últimos três anos a partir de 2019.

Julianelli, Alex Choi (Hankook), Carlos Lee (Hankook) e Fabio Aires (Vicar)
(Duda Bairros/Stock Car)

Em um país onde o automobilismo é uma das paixões nacionais, a Stock Car Pro Series é considerada a principal competição do esporte do Brasil.

Mais de trinta carros da Stock Car disputam 12 etapas ao longo da temporada com grandes estrelas do automobilismo, como Rubens Barrichello, Felipe Massa, Tony Kanaan, Nelson Piquet Jr, Ricardo Zonta, Cacá Bueno, entre vários outros.

Criada em 1979, a Stock Car Pro Series é um fenômeno de público e audiência, com transmissão para mais de 100 países. A Hankook também fornecerá pneus para a Stock Series, que é uma plataforma de entrada para a Pro Series.

A fabricante atenderá ainda a Fórmula 4 Brasil, categoria certificada pela FIA que é o início da jornada para a tão sonhada Fórmula 1.

Como fornecedora oficial e parceira da Vicar, promotora das categorias Stock Car Pro Series, Stock Series e Fórmula 4 Brasil, a Hankook Tire equipará exclusivamente os carros da Stock com os pneus Hankook Ventus F200 e Hankook Z207.

Como um pneu slick de alta tecnologia para pistas secas, o Ventus F200 oferece desempenho direcional otimizado, incluindo excelente durabilidade e aderência. Para uso em superfícies molhadas, o Ventus Z207 evita efetivamente a aquaplanagem, promovendo a estabilização direcional, além de oferecer desempenho de drenagem maximizada.

“Nossa participação na Stock Car Pro Series Brasil tem um significado especial porque entendemos o que esta categoria significa para os fãs de automobilismo no Brasil, bem como na região da América Latina. Por meio deste patrocínio, esperamos ajudar a nutrir a cultura do automobilismo na região e também usá-lo como uma plataforma para demonstrar a excelência em desempenho e confiabilidade de nossos pneus”, diz Alex Inho Choi, presidente da Hankook Tire Latin America S.A.

Toyota Corolla Stock Car será equipado com os pneus de competição Hankook

“Estamos muito felizes com essa parceria, uma vez que a Hankook, além de ser a principal fabricante de pneus do mundo, é reconhecida pela qualidade de seus produtos de competição em várias categorias de ponta do automobilismo internacional. Outro ponto fundamental é que essa parceria vai além das pistas. Nossa rede de lojas, a Stock Auto Service, é um forte player no varejo de pneus automotivos e a Hankook também será protagonista em nossa rede através desta nova parceria”, diz Fernando Julianelli, CEO da Vicar, promotora das categorias.

Chevrolet Cruze Stock Car já com os pneus de competição da Hankook Tire

“A chegada da Hankook comprova o potencial de negócios e vendas que proporciona a sinergia entre a maior categoria do Brasil e a nossa rede de lojas. É um modelo de negócio inédito no país e um link perfeito para os conceitos de esportividade, tecnologia e qualidade que toda a indústria busca salientar através do automobilismo”, diz Fabio Aires, CEO da Stock Auto Service.

Os modernos carros da F-4 Brasil utilizarão pneus da Hankook Tire em 2023

A Hankook Tire atualmente fornece pneus de corrida para mais de 70 competições globais de automobilismo ou equipes em todo o mundo, dedicando-se à expansão da cultura do esporte.

Entre outros acordos, a Hankook foi designada como fornecedora oficial exclusiva e parceira de tecnologia da ABB FIA Formula E World Series, a competição de corrida de veículos elétricos mais prestigiada do mundo, a partir da temporada 2022/23, quando os carros de corrida Gen3 são introduzidos.

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