Recordes ameaçados: as marcas que a Stock Car vai superar em 2023

Ao largar na última prova da Stock Car Pro Series na temporada 2022, Cacá Bueno chegou a 332 corridas na categoria.

A façanha gerou um empate nesta estatística com outra lenda, Ingo Hoffmann, o maior campeão da categoria, com incríveis 12 títulos.

Quando a primeira etapa de 2023 tiver início, às 11h40 do próximo domingo (02/03), Bueno se tornará o piloto mais experiente dos 44 anos do principal campeonato da América do Sul, superando justamente seu ídolo de infância.

Este será, portanto, o primeiro recorde a ser quebrado na nova temporada da Stock Car.

Cacá Bueno larga em Goiânia para ser o recordista de corridas na Stock Car
(Duda Bairros/Stock Car)

Outros números e marcos serão superados ou atingidos na categoria ao longo de 2023.

O próprio Cacá Bueno está envolvido na “briga” pela supremacia de dois outros quesitos que serão registrados pela história do automobilismo brasileiro.

Um deles é o “título” de maior vencedor da Stock entre os pilotos em atividade.

Atualmente, Cacá e seu tradicional rival Thiago Camilo dividem a estatística, com 37 primeiros lugares cada um.

Camilo empatou com Bueno quando foi o primeiro colocado na Corrida 1 da última etapa de 2021, disputada em Interlagos.

Duas décadas de Stock Car: Thiago Camilo chega a marca histórica na carreira
(Duda Bairros/Stock Car)

A dupla passou a temporada seguinte inteira empatada, apesar dos esforços para assumir a liderança isolada.

Dramaticamente, as duas feras da Stock viram crescer uma outra ameaça: Ricardo Maurício somou 7 vitórias em 2021 e mais 5 em 2022, sendo o maior vencedor das duas temporadas e disparando em direção ao recorde.

Atualmente, Ricardinho soma 35 primeiros lugares e vai para a pista determinado a superar os atuais líderes da estatística.

Ricardo Maurício ainda tentará suplantar Cacá Bueno no quesito piloto em atividade com mais pódios.

Os dois possuem um total de 85 top-3, contra 80 de Thiago Camilo, que também é candidato a tomar a frente nesta estatística.

Ricardo Maurício persegue recorde de piloto com mais vitórias em atividade
(Marcelo Machado de Melo/Stock Car)

A Stock Car verá outras marcas serem atingidas em 2023. O principal destaque são as 600 corridas, feito que a categoria irá comemorar na sétima etapa do campeonato, a ser disputada em Goiânia, no dia 27 de agosto.

Também serão celebrados os 20 anos de carreira de Thiago Camilo na Stock Car, além das dez temporadas de Lucas Foresti e do campeão de 2021.

O piloto Gabriel Casagrande que, apesar de contar apenas 28 anos, já é um dos mais experientes no principal grid do automobilismo brasileiro.

Gabriel Casagrande vai completar 10 anos de Stock Car em 2023
(Duda Bairros/Stock Car)

Confira as marcas e recordes a serem registrados na nova temporada na Stock Car Pro Series:

Mais largadas na Stock Car
1 – Cacá Bueno e Ingo Hoffmann, 332
3 – Thiago Camilo, 319
4 – Allam Khodair, 296
5 – Ricardo Maurício, 293
6 – Daniel Serra, 273

Maiores vencedores do grid 2023
1 – Cacá Bueno e Thiago Camilo, 37 vitórias
3 – Ricardo Maurício, 35
4 – Daniel Serra, 21
5 – Felipe Fraga e Rubens Barrichello, 19
7 – Átila Abreu, 17

Mais pódios no grid 2023
1 – Cacá Bueno e Ricardo Maurício, 85
3 – Thiago Camilo, 80
4 – Daniel Serra, 76
5 – Rubens Barrichello, 49
6 – Marcos Gomes, 46

Marcos 2023
• 600 largadas da categoria (sétima etapa, Goiânia, 27 de agosto)
• Thiago Camilo: 20 anos de Stock Car (primeira etapa, Goiânia, 2 de abril)
• Gabriel Casagrande: 10 anos de Stock Car (oitava etapa, Rio Grande do Sul, 17 de setembro)
• Lucas Foresti: 10 anos de Stock Car (11ª etapa, Brasília, 26 de novembro)

 

 

Read More

Primeira etapa do Campeonato de Automobilismo no Nordeste tem o piloto Douglas Nóbrega como destaque

No último final de semana aconteceu a primeira etapa do Campeonato de Automobilismo no Nordeste no Autódromo Internacional da Paraíba.

Um dos maiores destaques da disputa ficou por conta do piloto Douglas Nóbrega, que corre na categoria Turismo 1.6 B e assumiu a liderança isolada da competição.

 

 

 

 

 

Douglas mostrou um grande favoritismo para a temporada 2023, após suas primeiras quatro corridas.

Duas das corridas ocorreram no sábado, quando ficou em segundo lugar e as outras duas no domingo, onde conseguiu sair vitorioso.

Esses incríveis resultados trouxeram ainda mais realce e visibilidade para o piloto que já vem se destacando desde o ano passado, inclusive sendo reconhecido e premiado devido seu excepcional desempenho em 2022.

Douglas, que no momento se apresenta em posição de destaque na classificação geral do campeonato, se declarou muito feliz com sua estreia na competição.

Para o piloto, foi um início muito positivo e promissor, onde foi possível alcançar os resultados esperados mesmo debaixo de uma intensa chuva que ocorreu durante a corrida e poderia ter atrapalhado seu desempenho. 

Agora tanto ele quanto sua equipe seguem firmes e focados para as próximas etapas.

A temporada contará ainda com mais quatro etapas que ocorrerão nos meses de maio, agosto, outubro e dezembro. 

 

O Garagem de Motor assiste e apoia a carreira automobilística de Douglas Nóbrega e segue na torcida pela sua vitória nessa disputa.

É importante sempre incentivar e reconhecer os talentos regionais e todo o Nordeste, em especial o estado de Pernambuco, tem tido um grande destaque nos últimos anos no cenário automobilístico brasileiro.

Read More

Dakar: Moraes segue em duelo com Loeb e agora é 3º colocado

Um dos pontos altos da 45ª edição do Rally Dakar, que se encerra no próximo domingo na Arábia Saudita, o duelo entre o estreante brasileiro Lucas Moraes e o nove vezes campeão mundial de rally Sébastien Loeb teve mais um lance dramático nesta sexta-feira, quando foi realizada a 12ª etapa da prova, no deserto Empty Quarter.

(Victor Eleutério/Fotop)

Ao desviar de uma moto que estava caída no trajeto, o piloto brasileiro acabou perdendo velocidade e viu o Toyota GR DKR Hilux da equipe Overdrive atolar em um “funil”, encontro de duas dunas, no jargão da modalidade.

“Perdemos bastante tempo tirando o carro dali”, resume ele, que disputa a categoria principal do maior rally do mundo, a dos carros. O incidente custou tempo precioso a Moraes e ao navegador alemão Timo Gottschalk, que acabaram o dia na 10ª colocação.

“Eu fui desviar de uma moto caída na duna, em um funil, e nessa desviada o carro perdeu embalo e não deu para chegar ao topo. Então, o carro atolou, porque a areia era muito fofa. Ali, depois que atola, a roda patina e afunda mais. Mas, faz parte do aprendizado. Pilotar em dunas requer “horas de voo” e eu ainda não tinha tido essa aula de hoje”, brinca Moraes.

(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

O dia foi marcado por outra vitória do Prodrive Hunter T1+ do francês Sébastien Loeb e do belga Fabian Lurquin, que agora ocupam a vice-liderança geral da prova, apenas 2min01s à frente de Moraes, que caiu de segundo para terceiro na classificação.

A liderança do Dakar até aqui é da dupla Nasser Al-Attiyah (Qatar)/Mathieu Baumel (França), com um Toyota GR DKR Hilux da equipe oficial de fábrica.

Em quarto na geral está a dupla formada pelo campeão do Dakar 2009, o sul-africano Giniel de Villiers, que utiliza outro Toyota GR DKR Hilux da equipe de fábrica. Juntamente com seu conterrâneo, o navegador Dennis Murphy, Villiers tem uma desvantagem de 52min50 em relação a Moraes/Gottschalk.

O Brasil também colhe bons resultados em outras categorias. Na Protótipos Leves, o navegador Gustavo Gugelmin e o piloto norte-americano Austin Jones mantiveram a liderança geral, depois de terminar a etapa do dia em quinto.

Entre os quadriciclos, Marcelo Medeiros venceu a especial, passando a ocupar agora a 10ª colocação na sua categoria.

A especial de hoje percorreu 191km, com largada e chegada em Shaybah, já no sudoeste da Arábia Saudita. Esta matéria foi fechada considerando os resultados da prova disponíveis às 12h de Brasília (18h no horário local).

Lucas Moraes no cockpit de seu Toyota GR DKR Hilux

12ª Especial, 191km, saída e chegada em Shaybah
1. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+), 1h56min21s
2. Mattias Ekström/Emil Bergkvist (Audi RS Q e-tron) +3min19s
3. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux) +3min31s
4. Guerlain Chicherit/Alex Winocq (Prodrive Hunter T1+) +7min13s
5. Jakub Przygoński/Armand Monleón (Mini John Cooper Works Plus) +8min2s
6. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +8min59s
7. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +9min58s
8. Yazeed Al-Rajhi/Dirk Von Zitzewitz (Toyota Hilux Overdrive) +10min46s
9. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +11min34s
10. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +11min38s

Classificação geral após doze especiais
1. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux), 41h16min25s
2. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+) +1h27min10s
3. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +1h29min11s
4. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +2h22min21s
5. Henk Lategan/Brett Cummings (Toyota GR DKR Hilux) +2h34min21s
6. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +3h0min26s
7. Brian Baragwanath/Leonard Cremer (Century CR6-T) +3h34min23s
8. Wei Han/Li Ma (SMG HW2021) +4h11min38s
9. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +4h17min38s
10. Juan Cruz Yacopini/Daniel Oliveras Carreras (Toyota Hilux Overdrive) +4h17min53s

 

Read More

Dakar: o lado feminino do maior desafio do mundo

Em 2023, a imprensa brasileira marca presença na 45ª edição do Rally Dakar somente com a repórter Letícia Datena.

Não há outros jornalistas do país acompanhando a prova, que reúne no total competidores de 68 nacionalidades na Arábia Saudita.

Curiosa e apaixonada pelo esporte, Letícia deu de cara com uma realidade que não esperava: a forte presença feminina no maior desafio do mundo, que vem sendo disputado desde o dia 31 de dezembro nos desertos daquela região do Oriente Médio.

“Ao todo, são 51 atletas espalhadas em seis categorias. Eu acho sensacional que cada vez mais mulheres estejam se aventurando na versão mais radical de um esporte extremamente físico, como é o rally cross-country. Pilotos e navegadores correm em média 400km por dia em pleno deserto, escalando dunas de até 300m. Terminam o dia literalmente moídos. Além de estar bem preparado, é preciso ter coragem. E isso nós, mulheres, temos de sobra. O Dakar vai cruzar uns 8.500km até o final da corrida, no dia 15 de janeiro. Nós já andamos cerca de 70% disso. É uma prova que judia da gente, precisa realmente amar velocidade para correr um Dakar. E as mulheres adoram esse desafio. Ter 51 delas aqui me diz que estamos chegando com força, o rally já é nosso território também”, conclui a repórter, filha do apresentador José Luis Datena, que faz a cobertura do evento pela TV Band e revista Forbes.

O piloto brasileiro Lucas Moraes e a jornalista Letícia Datena no Dakar 2023

As mulheres, na verdade, já registraram grandes momentos na trajetória do Dakar, o que chama a atenção agora é a quantidade e a disposição de brigar de igual para igual com os marmanjos de todas as categorias.

Mas, já em 2001, a alemã Jutta Kleinschimidt mostrou o caminho vencendo a prova na categoria principal, a dos carros, ao lado do navegador e conterrâneo Andreas Schulz.

“Aqui, todo mundo sabe que as mulheres vieram pra ganhar. Como é o caso dos homens, algumas possuem currículos fantásticos no rally e outras estão em evolução. Mas de maneira geral elas estão aqui para conquistar o título máximo do nosso esporte, que é vencer essa prova. Todos os dias, no Dakar, temos provas de que talento não tem sexo, idade ou cor de pele. Essa é uma das magias dessa competição”, diz o brasileiro Lucas Moraes, que vem sendo a principal revelação do Dakar 2023.

Pâmela e Sachs em ação durante etapa do Dakar 2023
(Magnus Torquato/Fotop)

Em 2023, a catarinense Pâmela Bozzano, de 33 anos, se tornou a primeira mulher do Brasil a competir no Dakar como piloto.

A bordo de um Can-Am Maverick X3 da categoria Protótipos Leves, ela cruza os desertos da Arábia ao lado do navegador Carlos Sachs. Ex-atleta de marcha atlética, Pâmela iniciou no rally por brincadeira em 2020, influenciada pelo marido, Ênio Bozzano.

“Meu esposo me perguntou se não queria ser navegadora dele. Eu gostei da ideia, mas logo percebi que queria acelerar, frear… pilotar mesmo. Ele gostou da ideia, me incentivou e arrumou um carro pra testar. Tempos depois fomos para o Jalapão, um deserto no Tocantins, disputar minha primeira corrida”, conta Bozzano.

Pâmela levou a sério o convite, se destacou e conquistou bons resultados. Em 2022, venceu o Rally RN1500, um dos mais tradicionais do país, e também o Rally Jalapão, ambos na subcategoria de UTVs na qual competiu.

Mas a maior conquista foi a vitória na classe UTV3 do Rally dos Sertões e com Ênio na função de navegador. Na Argentina, Pâmela ainda foi segunda colocada no competitivo SARR (South American Rally Race) e quinta na classificação geral dos UTVs.

Mas a primeira brasileira a competir no Dakar foi a jornalista Leilane Neubarth, que em 1999 foi a navegadora na tripulação do caminhão conduzido por André Azevedo, ao lado do mecânico tcheco Tomas Tomecek.

O trio obteve duas vitórias em especiais e chegou ao terceiro lugar na categoria caminhões do Dakar daquela temporada.

Pâmela Bozzano e o navegador Carlos Sachs diante do Can-Am Maverick X3
(Vinícius Branca/Fotop)

Entre as 51 mulheres inscritas no Dakar, a maior delegação é da França com 12 representantes.

Na atual edição, as principais estrelas são as espanholas Cristina Gutierrez, que se tornou a primeira mulher a vencer uma especial no Dakar desde Kleinschmidt, e Laia Sanz, que é dona do melhor resultado de uma mulher nas motos no Dakar, um nono lugar em 2015. Gutierrez foi terceira colocada entre os UTVs no ano passado.

As duas correm paralelamente no Extreme E, competição de rally de carros elétricos no qual as equipes são divididas com um piloto masculino e outro feminino.

Gutierrez tem feito bonito: é a campeã de 2022 da Extreme E, ao lado do lendário francês Sebastien Loeb. Ambos competiram pelo time de Lewis Hamilton, o X44.

Sachs, Pâmela e Moraes posam ao lado do símbolo do Dakar antes da largada
(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

51 Mulheres no Dakar 2023

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Carros (Pilotos): Laia Sanz (Espanha), Andrea Lafarja (Paraguai), Magdalena Zajak (Polônia)
Carros (Navegadoras): Monica Plaza Vazquez (Espanha), Valerie Panagiotis (França), Tessa Rooth (Holanda)
Protótipos Leves (Pilotos): Cristina Gutierrez (Espanha), Annett Fischer (Alemanha), Camelia Liparoti (Itália), Dania Akeel (Arábia Saudita), Mashael Alobaidan (Arábia Saudita), Merce Martin (Espanha), Anja Van Loon (Holanda), Aliyyah Koloc (Emirados Árabes Unidos), Pâmela Bozzano (Brasil), Patricia Pita Gago (Uruguai)
Protótipos Leves (Navegadoras): Annie Seel (Suécia), Lisette Bakker (Holanda), Delphine Delfino (França)
Caminhões (Navegadoras): Marije van Ettekoven (Holanda), Margot Llobera (Andorra), Susana Hernando Ines (Espanha), Syndiely Wade (Senegal)
UTVs de Produção (Pilotos): Molly Taylor (Austrália) e Rebecca Busi (Itália)
UTVs de Produção (Navegadoras): Valentina Pertegarini (Argentina), Rosa Romero Font (Espanha), Giulia Maroni (Itália)
Clássicos (Pilotos): Valentina Casella (Itália), Olga Rouckova (República Tcheca), Sandra Riviere (França)
Clássicos (Navegadoras): Anne Galpin (França), Mercedes Montamarta (Espanha), Julie Verdaguer (França), Monica Buonamano (Itália), Jacobine Kamp-Noordsij (Holanda), Corinne Berteloot (França), Audrey Rossat (França), Faiza Maillard (França), Magali Barlerin Simonot (França), Claire Deygas (França), Corinne Cupers (França), Sonia Ledesma Gomez (Espanha), Alexia Giugni (Itália), Lidia Ruba (Espanha), Simona Morosi (Itália), Marie-Noelle Malsergent (França) e Andrea Cadei (Itália)

Veículos conduzidos por tripulações 100% femininas

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Protótipos Leves: Annett Fischer (Alemanha)/Annie Seel (Suécia) e Merce Martin (Espanha)/Lisette Bakker (Holanda)
UTVs de Produção: Rebecca Busi (Itália)/Giulia Maroni (Itália)
Clássicos: Valentina Casella (Itália)/Monica Buonamano (Itália)

 

 

Read More