Jeep Wrangler bate marca de cinco milhões de unidades vendidas mundialmente

Ícone da marca Jeep desde que foi apresentado no Salão do Automóvel de Chicago de 1986, como modelo 1987, o Wrangler acaba de atingir a marca de cinco milhões de unidades vendidas.

O SUV, que foi criado para substituir o Jeep CJ e continuar o legado estabelecido pelo Willys MB original de 1941, é distribuído no Brasil desde 2008.

A unidade vendida foi um Jeep Wrangler Rubicon 4xe 2023, Edição de 20º aniversário, com pintura externa Earl, adquirida por um cliente em Camden, Nova Jersey, nos EUA.

Além de ter comprado o modelo, o dono ganhará US$ 5 mil em peças e acessórios Jeep by Mopar e benefícios vitalícios de atendimento ao cliente no Jeep Wave.

Jeep Wrangler Rubicon 4xe 20th Anniversary Edition 2023

“Com cinco milhões Jeep Wrangler vendidos no mundo, a marca Jeep continua a crescer alimentada pela paixão inabalável da comunidade global Jeep. Com a lendária capacidade 4×4, liberdade ao ar livre e um design atemporal, o Wrangler traz em si o espírito e a alma da marca Jeep. Mais de 80% dos cinco milhões de Jeep Wrangler vendidos desde 1986 ainda estão na estrada, proporcionando bons momentos e demonstrando o incrível poder de longevidade do veículo”, disse Jim Morrison, Vice-Presidente da marca Jeep na América do Norte.

Desde o início, o Jeep Wrangler sempre apresentou design autêntico e desempenho off-road.

O primeiro modelo Wrangler YJ, produzido na fábrica da American Motors Corporation, vendeu 630.000 unidades entre os anos de 1987 e 1995.

Foi seguido pela versão TJ em 1996, JK em 2006 e JL em 2017 e atualmente está na sua quinta geração.

Jeep Wrangler 1987

Jeep Wrangler 1997

 

 

 

 

 

 

 

No mercado brasileiro são oferecidas duas versões, a Sahara de duas e quatro portas, e a Rubicon, ambas equipadas com motor turbo de 272 cv e 400 Nm de torque.

Com câmbio automático de oito marchas, tração 4×4 com reduzida e diferenciais dianteiro e traseiro com bloqueio.

Além da exclusiva barra estabilizadora frontal desconectável, que aumenta a articulação da suspensão, permitindo que o eixo dianteiro trabalhe de forma mais livre e que ambas as rodas mantenham contato com o solo, garantindo maior capacidade de tração.

Jeep Wrangler X 2007

Junto com o Jeep Gladiator, esses modelos são os únicos com a autêntica experiência open air, que removem portas e teto e rebatem o para-brisas.

O Wrangler conta ainda com um amplo pacote de sistemas de auxílio à condução autônoma, como piloto automático com controlador de velocidade adaptativo e  frenagem automática de emergência (AEB).

Traz também comutação automática do farol alto Full LED, que usa imagens de uma câmera posicionada na parte superior do para-brisas.

Tudo isso para acompanhar o tráfego dos veículos à frente e ajustar automaticamente o facho do farol  para evitar o ofuscamento de outros motoristas.

Jeep Wrangler Rubicon

 

 

 

 

 

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Jeep CJ-3B celebra 70 anos

Lançado nos Estados Unidos em janeiro de 1953, o Jeep CJ-3B acaba de completar 70 anos.

O modelo foi também o primeiro Jeep a ser fabricado pela Willys-Overland do Brasil, já a partir de 1954.

Algumas unidades de versões anteriores já haviam chegado ao país como CKD antes disso, mas coube ao CJ-3B integrar as primeiras peças nacionais ao longo dos seus anos de produção aqui no Brasil.

O CJ-3B – CJ de “Civilian Jeep” (Jeep civil), foi uma evolução dos modelos já produzidos até então para clientes civis e não militares.

Nascida em 1945 com o CJ-2A, a família CJ foi composta por veículos para uso em qualquer terreno de carroceria compacta, produzidos e vendidos pela Jeep até a década de 1980.

O CJ-3B começou a ser vendido no Brasil em 1954.

Montado em São Bernardo do Campo (SP) pela Willys-Overland do Brasil, ele trouxe como diferenciais das gerações anteriores a grade frontal e o capô mais elevados para poder acomodar o novo motor de quatro cilindros Hurricane, da Willys, gerando o apelido “cara de cavalo”.

Algumas publicidades da época destacavam a força e capacidade off-road dos modelos, que seguem sendo grandes atributos da Jeep até hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Dentre as muitas aventuras proporcionadas pelo CJ-3B ao longos dos seus 70 anos, destacamos uma realizada por três escoteiros em 1955, a Operação Abacaxi.

Eles saíram de São Paulo com destino ao Canadá para participar do Jamboreee, encontro mundial de Escotismo. Uma viagem incrível, que acabou sendo ampliada até o Alasca a bordo do CJ-3B.

Entre a ida e a volta, os três aventureiros rodaram cerca de 73 mil quilômetros em pouco mais de um ano, passando por 19 países e vivendo histórias incríveis. Os nomes desses aventureiros: Hugo Vidal, Charles Downey e Jan Stekly.

 

 

 

 

 

Tudo isso foi retratado no livro “Flashes de uma aventura – Operação Abacaxi”. O CJ-3B utilizado na expedição já continha um grande conteúdo de peças e acessórios nacionais.

Alguns fabricantes de autopeças ajudaram a financiar a empreitada, que recebeu esse nome pois os componentes locais eram considerados “abacaxis”.

No final, o Jeep foi aprovado não só em testes na fábrica original da Willys, em Toledo (EUA), como na aventura, pois não teve nenhum problema mecânico.

Esse vídeo relata o emocionante retorno de Hugo Vidal, um dos escoteiros expedicionários, ao Alasca, mais de seis décadas depois: https://youtu.be/JSLG0KPPqeQ (no fim do vídeo, publicado em 2018, vemos a citação ao Programa Jeep Nation que evoluiu, tornando-se o atual Programa de Fidelidade da marca, o Jeep Wave).

O CJ-3B, também teve uma versão militar, o M606, foi produzido nos Estados Unidos até 1968, com cerca de 155 mil unidades fabricadas.

Além disso, o CJ-3B foi um pioneiro “carro mundial”, fabricado sob licença em países como Japão, Índia, França, Espanha e Turquia.

 

 

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