Le Mans, 100 anos: Como as 24 Horas se tornaram a corrida mais tradicional do mundo

Criada em 1923, as 24 Horas de Le Mans completam 100 anos em 2023.

Apesar de ser apenas a 91ª edição da famosa prova, realizada em trechos de estradas e de autódromo permanente, no Circuito de la Sarthe, a ocasião é também bastante especial.

Isso devido o grid pela primeira vez em muitos anos estar em grande forma, com a entrada de diversas montadoras como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac se juntando à Toyota, que chega como a favorita para a edição deste ano.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans
(Foto: Paulo Maria DPPI)

Para 2024 há ainda a promessa da chegada à categoria Hypercar de nomes de peso como BMW, Alpine e Lamborghini.

O que para muitos marca o início de uma nova “era de ouro” das corridas de longa duração e em especial das 24 Horas de Le Mans.

O brasileiro André Negrão, piloto do Alpine #35, disputa pela sétima vez a corrida, vencida por ele na categoria LMP2 em 2018 e 2019.

O piloto acredita que esse é um grande momento estar mais uma vez no grid de Le Mans, principalmente por contar com a presença de tantos bons pilotos e bons carros.

“Vamos buscar um bom resultado na LMP2 neste ano. Eu já venci duas vezes a prova por essa categoria. Mas, é claro, é uma prova de 24 horas. Tudo e sempre pode acontecer. E é por isso que você vê muitas equipes comemorando apenas o fato de ter terminado a corrida. Muita gente até chorando. É um grande esforço para todos, mas se você consegue chegar ao fim sempre se sente recompensado”, disse André Negrão. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Organizada pelo ACO (Automobile Club de l’Ouest), a primeira prova ocorreu em 26 e 27 de maio de 1923.

Inicialmente, os organizadores queriam promover uma corrida que testasse a ainda incipiente tecnologia dos automóveis, com muitas pequenas fábricas espalhadas especialmente pela Europa.

O formato era diferente: o carro vencedor seria aquele que conseguisse cobrir a maior distância após três edições das 24 horas.

Mas a ideia foi abandonada em 1928, com os vencedores de cada edição sendo reconhecidos como os ganhadores.

A prova não foi realizada em nove anos entre 1923 e 2023.

Primeiro em 1936, devido a uma greve geral na França, e depois pela Segunda Guerra Mundial, entre 1940 e 1948, quando a pista também precisou ser reconstruída. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

Com a retomada da prova em 1949, diversas montadoras passaram a se interessar pela competição.

O ano marcou também a primeira vitória da Ferrari, com um modelo 166MM, carro que inspirou a canção “Red Barchetta”, da banda canadense Rush.

Em 1953, com a formação do Mundial de Protótipos, a prova ganhou um campeonato organizado que orbitava em torno dela, como acontece até hoje, nos últimos anos como Mundial de Endurance.

A edição de 1955 viu acontecer um grande susto: a maior tragédia da história do automobilismo.

O francês Pierre Levegh bateu na reta principal. Seu carro foi parar em uma área de espectadores e matou 84 pessoas.

O que motivou preocupações e melhorias de segurança e também o abandono das corridas por parte da Mercedes Benz e, um pouco mais tarde, a proibição de provas na Suíça.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Com o avanço dos carros, nos anos 1960 os modelos chegavam aos 320 km/h na reta Mulsanne, ainda sem chicanes, que foram apenas colocadas em 1990.

Neste período, uma das grandes histórias do automobilismo se criou em Le Mans, quando a Ford derrotou a Ferrari na prova francesa em 1966, episódio retratado no filme “Ford vs. Ferrari” (2019).

Para aumentar o peso dessa saga, a marca de Maranello, que ganhou de 1960 até 1965, não vence as 24 Horas de Le Mans desde então.

Neste período, a popularidade da prova aumentou, com edições chegando a ter mais de 300 mil espectadores.

Nos anos 1970, a famosa largada com os pilotos correndo até os carros foi abandonada em detrimento de mais segurança, primeiramente por uma largada parada (1970) e posteriormente em movimento (1971).

O segundo grande momento das 24 Horas de Le Mans veio nos anos 1980 com a criação do Grupo C, que uniu regulamentos de campeonatos pelo mundo.

Nesta época, diversas montadoras levaram carros que até hoje são relembrados com carinho pelos fãs para a corrida francesa.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Entre as marcas estava a Porsche, que conseguiu a façanha de em 1983 fazer nove dos 10 primeiros colocados na prova.

Além de anotar a maior média de velocidade da história em uma volta em 1985, 251,815 km/h.

Outras fábricas que construíram seus nomes na corrida e fizeram modelos hoje considerados lendários são Jaguar, Mazda (primeira japonesa a vencer, em 1991), Toyota e Nissan.

Tem ainda a Mercedes por meio da equipe Sauber, e a Peugeot (dona do recorde de velocidade da reta Mulsanne em 1988, 405 km/h).

Neste período, a FIA decidiu impor aos times do Grupo C, em 1992, que apenas carros com motores 3.5L e com arquitetura em V competissem no Mundial de Protótipos, igualando seu regulamento ao da Fórmula 1.

Os custos subiram excessivamente e, assim, as montadoras tiveram que fazer uma opção e iniciaram uma retirada do campeonato.

E por isso, em 1993 o campeonato foi cancelado devido à falta de participantes. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

As 24 Horas de Le Mans ficaram sem um campeonato oficial entre 1993 e 2010.

Em 2011 a prova contou para o Intercontinental Le Mans Cup, porém em 2012 um novo campeonato nasceu para contemplar a prova.

Esse campeonato foi o Mundial de Endurance, ou World Endurance Championship, que permanece até hoje.

Desde sua formação, o WEC possui entre três e quatro classes, englobando também carros de GT, os superesportivos vendidos ao público que se popularizaram na prova após o fim do Grupo C.

Nesta fase, a Audi iniciou dominando (vencendo 13 edições entre 2000 e 2014) antes de sair do campeonato em 2016.

Após isso, a Porsche conquistou as últimas três de suas 19 vitórias em Le Mans, recorde para uma montadora, antes de também sair no fim de 2017.

Já nos últimos cinco anos a Toyota, que amargou uma derrota na última volta em 2016 para a Porsche após uma falha mecânica, conquistou cinco vitórias seguidas.

As duas primeiras com o espanhol Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1, ao volante.

A marca japonesa chega como grande favorita em 2023, mas agora com nomes de peso a seu lado, como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac.

Elas competem na categoria dos Hipercarros, criada em 2021 para substituir a antiga LMP1, a principal do grid. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Julien Delfosse DPPI)

Até hoje, 35 pilotos brasileiros já participaram das 24 Horas de Le Mans.

Porém, se por um lado nunca um deles chegou ao lugar mais alto do pódio na categoria geral, vários já estiveram no top 3 e quatro conseguiram vencer a corrida em classes intermediárias.

André Negrão e Daniel Serra, que estarão no grid da prova neste ano, foram os últimos a triunfar, em 2019.

Negrão pela LMP2, segunda categoria mais importante e Serra pela LMGTE-Pro.

As vitórias de ambos foram suas segundas na tradicional corrida francesa.

André ganhou pela primeira vez em 2018 (LMP2), já Serra faturou pela primeira vez as 24 Horas em 2017 (LMGTE-Pro).

André Negrão

Daniel Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além dos dois, Thomas Erdos, primeiro vencedor brasileiro em Le Mans, ganhou na classe LMP2 em 2005 e 2006, com Jaime Melo na GT2 em 2008 e 2009.

Já em pódios gerais, o Brasil foi representado por seis nomes na história.

O mais bem-sucedido e o único a repetir pódios é Lucas Di Grassi, terceiro em 2013 e 2016 e segundo em 2014.

O primeiro pódio da história foi de José Carlos Pace em 1973, com o campeão do Mundial de Protótipos de 1987, Raul Boesel, sendo segundo em 1991.

Já em 2008, foi a vez de Ricardo Zonta levar a bandeira do Brasil ao terceiro lugar do pódio.

Em 2020, Bruno Senna foi o segundo e André Negrão em 2021 levou pela última vez o Brasil a um pódio geral, em terceiro. 

Thomas Erdos e Bruno Senna

 

 

 

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Jaguar TCS Racing domina pódio e faz história em Berlim

A corrida de 43 voltas da 7ª rodada do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB 2023, realizada no sábado (22/04), foi emocionante do início ao fim.

Com a liderança mudando frequentemente em um E-Prix repleto de ação e estratégias, Mitch conseguiu abrir caminho entre o restante do grupo.

Sam Bird assumiu a liderança da corrida no circuito de Tempelhof em quatro ocasiões diferentes e os dois pilotos trabalharam juntos para maximizar a eficiência.

No total, a 7ª rodada teve oito líderes diferentes durante o percurso, mas Evans levou o primeiro lugar, com Sam Bird logo atrás dele.

Em uma corrida de energia crítica, em que o efeito de tração é forte, a equipe da Jaguar TCS Racing executou uma estratégia perfeita e o ritmo e a eficiência excepcionais do Jaguar I-TYPE 6.

Na 8a rodada, realizada no domingo (23/04), Mitch Evans demonstrou o ritmo do Jaguar I-TYPE 6 e terminou em quarto lugar, marcando pontos também muito significativos para a equipe.

Em outra corrida cativante e estratégica no circuito alemão de 2,355 km, a equipe executou outra forte estratégia de gerenciamento de energia.

Isso fez com que Evans ficasse entre quarto e oitavo na maior parte da corrida, fazendo algumas ultrapassagens impressionantes ao longo do caminho e chegando a liderar o grupo na sexta rodada.

Sam Bird também esteve em posição competitiva, abrindo caminho pelo grupo, mas foi atingido por trás e forçado a bater no carro da frente.

O dano causado na asa dianteira pela colisão fez com que ele precisasse de uma nova peça e, sem o safety car, Sam não conseguiu alcançar o grupo e terminou em décimo nono lugar.

A equipe Envision Racing, que também faz uso de motores Jaguar, comemorou sua primeira vitória da parceria.

A vitória de Nick Cassidy marcou a terceira vitória consecutiva de um piloto cujo veículo usado conta com um motor Jaguar nesta temporada.

A Jaguar TCS Racing permanece em terceiro lugar na classificação das equipes do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB 2023.

“Tivemos outra corrida forte aqui em Berlim. Depois de fazer história no sábado, com nosso primeiro 1-2 desde 1991, a 8ª rodada foi uma corrida que poderia ter sido melhor para nós, mas acabamos perdendo o pódio por pouco. Mitch fez uma corrida fantástica e tranquila para garantir o quarto lugar e marcar pontos muito importantes para a equipe. A corrida era uma questão de posição na pista no momento certo, mas não deu certo hoje em termos de pódio. Sam teve muito azar ao ser atingido pela traseira, o que o empurrou contra o carro da frente e danificou sua asa dianteira. É extremamente frustrante quando o erro de outra pessoa atrapalha o resultado e o que poderia ser um final com dois pontos. No entanto, em resumo, podemos considerar que foi um fim de semana bom para a equipe aqui em Berlim. Temos sido rápidos e eficientes em todas as pistas de corrida nesta temporada e isso é um bom presságio para o restante da temporada. Agora vamos trabalhar duro para repetir a velocidade e a eficiência em Mônaco”, disse James Barclay, Diretor da Equipe Jaguar TCS Racing.

“No geral, foi um fim de semana muito bom, mas sinto termos perdido um pódio hoje. O Jaguar I-TYPE 6 tem o ritmo e a eficiência, mas eu não consegui chegar à frente do grupo quando precisei. Consegui mais pontos sólidos para a minha campanha no campeonato e estou ansioso pela minha corrida em casa, em Mônaco”, comentou Mitch Evans, piloto número 9 da Jaguar TCS Racing.

“Infelizmente, depois de uma rodada tão boa e que terminou em pódio, na 8ª rodada alguém bateu na traseira do meu Jaguar I-TYPE 6, o que me forçou a bater no carro da frente e danificou minha asa dianteira. É decepcionante pois não foi um erro meu ou da equipe, estava fora do nosso alcance. No geral, tivemos um ótimo fim de semana como equipe e estou muito orgulhoso de todos. Estou ansioso para lutar por mais pontos em Mônaco”, falou Sam Bird, piloto número 10 da Jaguar TCS Racing.

Na 9ª rodada, o Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB 2023 irá para o icônico circuito de rua no Principado de Mônaco, que será realizado no dia 6 de maio de 2023.

Jaguar TCS Racing

A Jaguar retornou às corridas em outubro de 2016, tornando-se o primeiro fabricante de luxo a se juntar à série de corridas de rua ABB FIA Formula E Championship totalmente elétrica.

Na oitava temporada, Mitch Evans terminou como vice-campeão na classificação dos pilotos, seu resultado de maior sucesso na campanha da Jaguar TCS Racing na Fórmula E.

Em 2022, a Jaguar TCS Racing terminou em quarto lugar na classificação das equipes, com sete pódios, quatro vitórias, uma pole position, uma volta mais rápida e 231 pontos marcados, a maior conquista de pontos da equipe até o momento.

O neozelandês Mitch Evans terminou a temporada passada como vice-campeão e Sam Bird ficou em décimo terceiro lugar geral na classificação dos pilotos.

Fórmula E

Além de seu conceito totalmente elétrico, a Fórmula E é única no automobilismo por sua diversidade de corridas em várias partes do mundo.

O campeonato de 2023 ocorre em circuitos de rua no centro das principais cidades do mundo, incluindo Cidade do México, Diriyah e Roma, com novos locais, como Hyderabad, Cidade do Cabo e São Paulo.

O final da temporada acontecerá em um fim de semana de corrida de rodada dupla em Londres.

Para mais informações sobre a equipa Jaguar TCS Racing, visite www.jaguar.com.

 

 

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BRB Fórmula 4 abre temporada com vencedores inéditos em Interlagos

A temporada 2023 do BRB Fórmula 4 Brasil Credenciado pela FIA começou oficialmente neste sábado (22 de abril), no Autódromo de Interlagos, com as duas primeiras corridas do campeonato.

Os dois pilotos que subiram ao topo do pódio trazem na bagagem um ano de experiência na mais nova categoria-escola do automobilismo nacional, mas ainda não haviam vencido.

Isso até hoje. Porque Vinícius Tessaro (Cavaleiro Sports) e Nelson Neto (Oakberry Bassani F4) subiram ao topo do pódio pela primeira vez na Fórmula 4 Brasil.

(Duda Bairros/Vicar)

(Duda Bairros/Vicar)

 

 

 

 

 

 

 

Na primeira prova do dia, realizada no período da manhã, Tessaro aproveitou a condição de pole position para manter a dianteira e seguir liderança desde o início da corrida.

Luan Lopes e Álvaro Cho, da TMG Racing, vieram logo atrás e completaram o primeiro pódio do campeonato.

Entre os pilotos que estreiam em 2023 na F-4 Brasil, Matheus Comparatto foi o melhor colocado, em quarto com o carro da Oakberry Bassani F4. E Nelson Neto, também da Bassani, foi o quinto.

Com 17 anos, o goiano nascido em Formosa destacou o feito inédito na categoria depois de ter ido sete vezes ao pódio em 2022.

“Sensação indescritível. Bati na trave várias vezes no ano passado, e logo na primeira corrida da temporada já deu tudo certo e conquistamos a vitória. Só tenho a agradecer a Deus por esse dia incrível, e mérito também da equipe pelo trabalho e pelo carro impecável”, comemorou Tessaro.

Goiano de 17 anos abriu o campeonato com vitória em Interlagos
(Marcelo Machado de Melo/Vicar)

 Com somente 16 anos, Nelson Neto tinha até então na categoria, como melhor resultado ano passado, um quarto lugar, também em Interlagos. 

Já na primeira etapa da temporada 2023, Neto marcou seu primeiro pódio, e logo no topo.

“É muito gratificante subir aqui. Na largada, estava tudo certo sobre o que queria fazer e foi só conduzir a corrida. Depois tive algumas disputas com o Álvaro Cho, e é muito bom cruzar a linha de chegada e poder tirar esse peso das costas”, comemorou o vencedor.

A primeira vitória: Nelson Neto triunfou na Corrida 2, no fim da tarde
(Duda Bairros/Vicar)

Álvaro Cho faturou seu segundo pódio em duas corridas e finalizou logo atrás do vencedor, enquanto Mateus Callejas se destacou com o terceiro lugar, marcando um top-3 na sua estreia no BRB Fórmula 4 Brasil, depois de só ter andado com o carro em testes nos últimos dias.

“Comecei a treinar semana passada, então é muito bom porque tenho muito menos experiência aqui. E sinto que isso só vai melhorar”, disse Mateus, que completou 15 anos exatamente neste sábado.

Com Cho na pole, a categoria completa a primeira etapa do campeonato no domingo, na última prova do fim de semana em Interlagos, a partir de 14h35, também com 25 minutos mais uma volta, fechando um dia repleto de velocidade, com Stock Car e a Stock Series também acelerando no principal palco do esporte a motor nacional.

As provas do BRB Fórmula 4 Brasil Credenciado pela FIA vão ao ar pelo BandSports, Twitch da Tribo do Gaules, canal oficial da categoria no YouTube, Motorsport.tv, Portal High Speed Channel e Twitch do streamer Victor Ludgero.

Álvaro Cho faturou dois pódios neste sábado
(Duda Bairros/Vicar)

No dia do aniversário de 15 anos, Mateus Callejas faturou dois troféus
(Duda Bairros/Vicar)

 

 

 

 

 

 

 

 

BRB Fórmula 4 Brasil, etapa 1, Interlagos, Corrida 1:
1º – Vinícius Tessaro (Cavaleiro Sports), 17 voltas em 27min40s878
2º – Luan Lopes (TMG Racing), a 0s626
3º – Álvaro Cho (TMG Racing), a 9s984
4º – Matheus Comparatto (Oakberry Bassani F4), a 13s151
5º – Nelson Neto (Oakberry Bassani F4), a 21s940
6º – Arthur Pavie (Oakberry Bassani F4), a 22s287
7º – Mateus Callejas (Cavaleiro Sports), a 25s351
8º – Alexandre Machado (Oakberry Bassani F4), a 38s021
9º – Lucca Zucchini (Cavaleiro Sports), a 49s353
10ª – Cecília Rabelo (Cavaleiro Sports), a 1 volta
11ª – Rafaela Ferreira (TMG Racing), a 1 volta
12º – João Tesser (TMG Racing), a 1 volta

Corrida 2:
1º – Nelson Neto (Oakberry Bassani F4), 11 voltas em 20min19s452
2º – Álvaro Cho (TMG Racing), a 1s599
3º – Mateus Callejas (Cavaleiro Sports), a 2s690
4º – João Tesser (TMG Racing), a 5s366
5º – Matheus Comparatto (Oakberry Bassani F4), a 6s530
6ª – Rafaela Ferreira (TMG Racing), a 6s892
7º – Luca Zucchini (TMG Racing), a 7s937
8º – Arthur Pavie (Oakberry Bassani F4), a 24s983
9º – Vinícius Tessaro (Cavaleiro Sports), a 28s664
10ª  – Cecília Rabelo (Cavaleiro Sports), a 38s939

Não completou
Luan Lopes (TMG Racing), a 10 voltas

Desclassificado
Alexandre Machado (Oakberry Bassani F4)

Programação em Interlagos
Domingo, 23 de abril
08h35 – Stock Series – Corrida 2 (20 minutos + 1 volta)
09h15 – Stock Series – Corrida 3 (25 minutos + 1 volta)
10h10 – Visitação aos Boxes
12h10 – Stock Car Pro Series – Corrida 1 (30 minutos + 1 volta)
12h50 – Stock Car Pro Series – Corrida 2 (30 minutos + 1 volta)
14h35 – BRB Fórmula 4 Brasil – Corrida 3 (25 minutos + 1 volta)

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Jaguar TCS Racing se prepara para corrida com rodada dupla em Diriyah

A Jaguar TCS Racing volta as pistas nesta sexta-feira, 27, e no sábado, 28 de janeiro, com a primeira rodada dupla do pelo Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA de 2023, realizada na Arábia Saudita.  

O E-Prix de Diriyah guarda memórias positivas para o piloto Sam Bird, que garantiu vitórias em 2019 e 2021, além da volta mais rápida em 2022, enquanto Mitch Evans também conquistou um pódio neste circuito.

A dupla tem como objetivo aproveitar ao máximo de seus carros, o novo Jaguar I-TYPE 6, e todo o desempenho obtido pela equipe na Cidade do México, corrida de estreia da temporada. 

“Após conseguir o oitavo lugar na rodada de abertura da temporada, estou me sentindo ainda mais motivado para terminar entre os primeiros e marcar mais pontos. Sei que o Jaguar I-TYPE 6 tem muito ritmo e eficiência e trabalhei em estreita colaboração com a equipe para me preparar para os desafios que Diriyah trará”, diz Mitch Evans, piloto da Jaguar TCS Racing.

Mitch Evans, piloto da Jaguar TCS Racing

“Tenho boas lembranças de competir no E-Prix de Diriyah, já que venci a corrida duas vezes antes e atualmente detenho o recorde da volta mais rápida, que garanti no ano passado. Embora o resultado na Cidade do México tenha sido decepcionante, aprendemos e estou confiante para as próximas duas rodadas. É a minha 100ª corrida na Fórmula E e quero marcar isso com um bom resultado”, diz Sam Bird, piloto da Jaguar TCS Racing.

Sam Bird, piloto da Jaguar TCS Racing

Reunindo o antigo e o novo, a cidade histórica de Diriyah, patrimônio da UNESCO, sediará as corridas elétricas de alta velocidade da Fórmula a partir das 20:00, horário local, na noite desta sexta-feira.

Com a cidade inundada pela escuridão, o circuito de pista de 2,49 km será iluminado usando tecnologia LED alimentada por fontes renováveis, apresentando a Fórmula E como o primeiro esporte de carbono zero. 

Totalmente diferente da etapa no México, as rodadas na Arábia Saudita vão exigir muito das equipes de navegação para enfrentar um circuito de rua desafiador com 21 curvas complicadas e níveis de aderência imprevisíveis ao longo das 39 voltas.

O primeiro E-Prix de Diriyah também irá marcar a centésima corrida de Fórmula E para Sam Bird, que competiu em todas as temporadas da Fórmula E e só perdeu duas corridas nas nove temporadas.

“Estamos ansiosos por voltar à pista para duas emocionantes corridas noturnas em Diriyah esta sexta-feira e sábado. Este é um circuito de rua formidável, um verdadeiro teste para piloto e carro e ainda mais memorável quando corremos à noite. A corrida de abertura na Cidade do México nos mostrou o quão competitiva é a nova era Gen3 da Fórmula E. Com três Jaguares, incluindo o nosso cliente Envision Racing, entre os dez primeiros vimos alguns sinais positivos do potencial para a próxima temporada. Nosso objetivo é aproveitar esse potencial e faremos tudo o que pudermos para extrair o melhor desempenho possível do nosso Jaguar I-TYPE 6”, diz James Barclay, chefe de equipa da Jaguar TCS Racing.

A Jaguar TCS Racing está entrando na temporada de 2023 tendo sido recentemente premiada com a Acreditação Ambiental de Três Estrelas da FIA, a classificação mais alta possível.

Isso confirma que a equipe demonstra as melhores práticas e o compromisso com a gestão ambiental, enquanto se esforça continuamente para melhorar os processos existentes.

A Jaguar retornou às corridas em outubro de 2016, tornando-se o primeiro fabricante de luxo a se juntar à série de corridas de rua ABB FIA Formula E Championship totalmente elétrica.

Na oitava temporada, Mitch Evans terminou como vice-campeão na classificação dos pilotos, seu resultado de maior sucesso na campanha da Jaguar TCS Racing na Fórmula E.

Em 2022, a Jaguar TCS Racing terminou em quarto lugar na classificação das equipes, com sete pódios, quatro vitórias, uma pole position, uma volta mais rápida e 231 pontos marcados, a maior conquista de pontos da equipe até o momento.

O neozelandês Mitch Evans terminou a temporada passada como vice-campeão, com Sam Bird em décimo terceiro lugar geral na classificação dos pilotos.

Além de seu conceito totalmente elétrico, a Fórmula E é única no automobilismo por sua diversidade de corridas em diversas partes do mundo.

O campeonato de 2023 acontece em circuitos de rua no centro das principais cidades do mundo, incluindo Cidade do México, Diriyah e Roma, com novos locais, como Hyderabad, Cidade do Cabo e São Paulo.

O final da temporada acontecerá em um fim de semana de corrida de rodada dupla em Londres.

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Guia do Dakar: tudo sobre o desafio, os favoritos e os brasileiros em 2023

O Dakar 2023 terá início com muitas expectativas e poucas certezas. Entre os 455 veículos inscritos nas sete categorias, a lista de possíveis vencedores é grande e até inclui brasileiros.

Como dita a tradição e a própria essência da corrida, na 45ª edição do maior desafio do esporte a motor mundial tudo pode e deve acontecer.

A prova será disputada nos desertos da Arábia Saudita, a ordem de largada ocorrerá no dia 31 de dezembro e assim, terá o início de seus 15 dias de competição em primeiro de janeiro.

A corrida será disputada pela quarta vez seguida na Arábia Saudita, após 11 edições na América Latina, que recebeu a prova quando o Dakar foi forçado a abandonar a África devido a crescentes ameaças terroristas.

Pelo segundo ano seguido, o rally será válido também para o Campeonato Mundial FIA de Rally Cross-Country.

O percurso será de 8.549km, sendo 4.706km de trechos cronometrados em alta velocidade, as chamadas especiais, correspondentes a um dia de competição.

O trajeto prevê alguns trechos já visitados, como os de Al’ula, Ha’il e Riad, mas também inclui percursos inexplorados no inóspito “Empty Quarter”, um deserto gigantesco cujo nome, em tradução aproximada, significa “território inabitado”.

Quem se perder por ali estará sozinho em um mar de areia. O Dakar, novamente, promete que a sequência interminável de dunas será predominante na prova.

Ao todo, serão 455 veículos em sete categorias principais: motos, quadriciclos, carros, protótipos leves, UTVs, caminhões e clássicos, destinada a carros do Dakar de várias épocas, mas em percurso menos radical.

A principal categoria é a dos carros, por ter os veículos mais sofisticados, velozes e os pilotos mais importantes. Entre os 73 automóveis, há algumas subcategorias determinadas pela configuração das máquinas, incluindo veículos de tração 4×4 e 4×2, motores híbridos, a diesel, diesel ecológico e gasolina.

A principal divisão é a T1+, na qual a equipe Overdrive Toyota tenta repetir a vitória geral da prova obtida em 2022 com a dupla Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Qatar/França), além de chegar reforçada pelo vencedor do Dakar 2009 Giniel De Villiers e o navegador Dennis Murphy, ambos sul-africanos.

É neste esquadrão também que está o estreante brasileiro e atual bicampeão do Rally dos Sertões, Lucas Moraes e o navegador alemão Timo Gottschalk.

A dupla é vista como fonte de possíveis surpresas tanto pelo desempenho de Moraes no maior rally do Brasil quanto pelas atuações no Campeonato Mundial FIA de Rally Baja e Cross Country.

O navegador alemão Timo Gottschalk e o piloto brasileiro Lucas Moraes

A bordo de um modelo Hunter da Prodrive testado ao longo do ano, o nove vezes campeão mundial de rally Sebastien Loeb chega a 2023 depois de ter terminado no pódio três vezes. O supercampeão da França promete não deixar escapar a primeira vitória no Dakar neste ano, ao lado do navegador belga Fabian Lurquin.

Outra sensação é a equipe alemã Audi, que volta à carga com os carros híbridos gasolina-elétricos e-Tron Quattro, que após um ano de desenvolvimento estão entre as principais apostas do Dakar 2023.

A mão de obra é do lendário “Mister Dakar” Stéphane Peterhansel (com o navegador francês Edouard Boulanger) e do icônico Carlos Sainz (em parceria com o também espanhol Lucas Cruz), além do ex-DTM Mattias Ekstrom (e seu conterrâneo, o navegador sueco Emil Bergkvist).

Entre os 19 quadriciclos, além do campeão Alexandre Giroud (França), o Brasil vem bem representado com Marcelo Medeiros, que na edição anterior venceu três das 12 especiais do evento e terminou em sexto.

As motos são a categoria mais numerosa, com 125 participantes, mas não possui brasileiros na competição.

Destaque para o atual bicampeão Sam Sunderland (Inglaterra), além do espanhol Joan Barreda, o chileno Pablo Quintanilla, o norte-americano Ricky Brabec, o australiano Toby Price e o austríaco Matthias Walkner.

O francês Alexandre Giroud é o atual campeão na categoria Quadriciclos

Devido à guerra contra a Ucrânia, competidores russos e mesmo a fabricante Kamaz foram banidos do Dakar.

Em 2022, a montadora dos icônicos caminhões de rally baseada em Naberejnye Tchelny faturou os quatro primeiros lugares. Mas essa ausência não tornou menos impressionante a categoria dos caminhões, que não possui competidores brasileiros.

Com 56 veículos inscritos, os gigantes do deserto prometem um show a parte, com destaque para os pilotos holandeses da Iveco Janus van Kasteren e Martin van den Brink, primeiros colocados em 2022, logo após os quatro caminhões russos que dominaram a corrida.

Já entre os 47 Protótipos Leves, que são UTVs construídos especificamente para rally, os chilenos Francisco López Contardo e Juan Pablo Latrack são os atuais campeões e novamente ocupam o alto da lista de apostas.

Os favoritos desta vez terão a companhia de duas duplas brasileiras: Pâmela Bozzano/Carlos Sachs e Enio Bozzano Júnior/Luciano Gomes.

A provável grande rival de Contardo/Latrach deve ser a dupla formada pelo americano Austin Jones e o brasileiro Gustavo Gugelmin, atuais campeões da categoria de UTVs de produção.

Nesta última, estão inscritos 46 UTVs de produção, aqueles vendidos em lojas comuns, com os brasileiros Rodrigo Luppi/Maykel Justo entre as parcerias mais fortes.

O Brasil também será representado por Bruno Conti de Oliveira, que contará com a navegação do português Pedro Bianchi Prata, e Cristiano Batista, que terá navegação do espanhol Fausto Mota.

Apesar de rivais, Rodrigo e Bruno são pai e filho e disputarão a prova pela mesma equipe, a South Racing Can Am, atual campeã do Dakar.

Sam Sunderland, atual bicampeão do Dakar, é uma das estrelas entre as 125 motos

Um dos Audi híbridos e supercotados para a vitória em 2023

 

 

 

 

 

 

 

45ª Edição do Rally Dakar
8.549km de percurso total. Especiais somam 4.706km

(Data / locais / total do dia / especial)

Prólogo: 31/12 – Sea Camp – 10 km / 10 km
01/01 – Sea Camp –> Sea Camp – 603 km / 368 km
02/01 – Sea Camp –> Al-‘Ula – 590 km / 431 km
03/01 – Al-‘Ula –> Ha’il – 669 km / 447 km
04/01 – Ha’il –> Ha’il – 573 km / 425 km
05/01 – Ha’il –> Ha’il – 646 km / 375 km
06/01 – Ha’il –> Ad Dawadimi – 876.68 km / 466 km
07/01 – Ad Dawadimi –> Ad Dawadimi – 641.47 km / 473 km
08/01 – Ad Dawadimi –> Riyadh – 722.41 km / 407 km
09/01 – Descanso – Riyadh
10/01 – Riyadh –> Haradh – 710 km / 439 km
11/01 – Haradh –> Shaybah – 623 km / 114 km
12/01 – Shaybah –> Empty Quarter – 426 km / 275 km
13/01 – Empty Quarter –> Shaybah – 375 km / 185 km
14/01 – Shaybah –> Al Hofuf – 669 km / 154 km
15/01 – Al Hofuf –> Dammam – 414 km / 136 km

Veículos e Categorias
Carros: 73 (1)*
Motos: 125
Quadriciclos: 19 (1)
Protótipos Leves: 47 (5)
UTVs: 46 (4)
Caminhões: 56
Clássicos: 89
Total: 455 veículos
*Nota: entre parêntesis, competidores brasileiros, que totalizam 11. Entre eles, a primeira piloto brasileira do Dakar (Pamela Bozzano)

Brasileiros no Dakar 2023

Piloto / Navegador / Veículo

CATEGORIA T1+
Lucas Moraes (Brasil) / Timo Gottschalk (Alemanha), Toyota GR DKR IMT

PROTÓTIPOS LEVES
Gustavo Gugelmin (Brasil) / Austin Jones (EUA), Can-Am Maverick XRS
Pâmela Bozzano (Brasil) / Carlos Sachs (Brasil), Can-Am Maverick X3
Enio Bozzano Júnior (Brasil) / Luciano Gomes (Brasil), Can-Am Maverick X3

UTVs DE PRODUÇÃO
Rodrigo Luppi (Brasil) / Maykel Justo (Brasil), Can-Am Maverick XRS
Bruno Conti de Oliveira (Brasil) / Pedro Bianchi Prata (Portugal), Can-Am Maverick X3
Cristiano Batista (Brasil) / Fausto Mota (Espanha), Can-Am Maverick XRS

QUADRICICLOS
Marcelo Medeiros (Brasil), Yamaha Raptor 700

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