Em ano histórico, BYD cresce quase 70 vezes no Brasil e vende mais carros elétricos do que todos os concorrentes somados

A BYD, maior empresa do mundo na produção de veículos elétricos e híbridos, fez história e também se consolidou com folga na liderança do mercado de veículos eletrificados no Brasil em 2023.

Com os resultados do acumulado do ano passado, a greentech, que começa em breve a instalar sua infraestrutura de produção numa fábrica na Bahia, mostra que veio para mudar o mercado de automóveis no país.

Em 2023, de acordo com dados da ABVE (Associação Brasileira de Veículos Elétricos), foram vendidos 17.947 carros da marca, um crescimento astronômico de 6.900%, o equivalente a quase 70 vezes, em comparação com as 260 unidades comercializadas em todo o ano de 2022.

Entre os veículos 100% elétricos, chamados de BEV (Battery Electric Vehicles ou Veículos Elétricos de Bateria), o Dolphin liderou com folga, com 5.971 unidades comercializadas no ano.

No ranking dos 5 mais vendidos, o BYD Dolphin vendeu mais do que os outros quatro modelos somados (4.756 unidades). Se o recorte for entre os 10 mais vendidos, os modelos da BYD alcançaram um market share de 72%.

No top 5, a BYD ainda aparece com mais três modelos: BYD Yuan Plus (1.756), BYD Seal (1.040) e BYD Dolphin Plus (841).

Entre os primeiros 10 carros do ranking anual, a BYD vendeu quase três vezes mais que as principais marcas no acumulado de 2023.

BYD Yuan Plus

O sucesso de vendas se traduziu também em reconhecimento pelos especialistas e a imprensa. O Dolphin foi o veículo elétrico mais premiado de 2023 com 10 conquistas.

Entre elas: o melhor carro do ano de 2024, principal categoria da premiação da revista AutoEsporte; carro destaque pelo UOL no Prêmio Mobilidade 2024 do Estadão levou dois troféus no Trend Car 2024, do portal Terra.

No acumulado de 2023, a BYD marcou mais um recorde nas vendas de veículos elétricos, com um total de 10.274 unidades, obtendo uma participação de 52,3% sobre o total de automóveis elétricos comercializados (19.310 veículos) no mercado brasileiro.

O resultado se torna ainda mais expressivo ao se considerar que a venda dos modelos elétricos BYD (10.274 veículos) superou todos os outros modelos elétricos somados (9.036 unidades).

“O BYD Dolphin mudou a história do mercado automotivo brasileiro e logo se tornou um campeão absoluto de vendas. Isso porque é um modelo completo, eficiente e com uma ótima autonomia. O brasileiro mostrou que está preocupado com carros que não poluam. Para 2024, teremos ainda mais novidades que vão mexer novamente com o mercado”, afirma Tyler Li, presidente da BYD do Brasil.

BYD Dolphin

No segmento de veículos PHEV, o hibrido plug-in BYD Song Plus DM-i foi o modelo mais vendido do mercado brasileiro no acumulado 2023.

Foram 7.669 veículos, o que representa 23,2% de todas as vendas desta categoria no ano passado (33.049 unidades) e 60% acima do segundo lugar (4.605 unidades).

O modelo também manteve a liderança com folga em vendas em seu segmento no mês de dezembro, com um total de 1.883 unidades ou 35,18% do total de vendas no mês (5.353 unidades).

BYD Song Plus DM-i

“Os números mostram que a BYD veio para ficar e que esse é um movimento sem volta rumo a um futuro mais verde e sustentável. Vamos em breve lançar um modelo híbrido plug-in flex para combinar etanol com o motor elétrico e ter um carro pensado especialmente para o mercado nacional. A BYD agora é uma empresa brasileira”, Para Alexandre Baldy, conselheiro especial da BYD.

O ano passado foi muito positivo também para a rede de concessionárias de automóveis BYD, com forte crescimento no mercado brasileiro.

A greentech alcançou em outubro a marca de 100 unidades nomeadas no país, dois meses antes da previsão inicial.

E as metas continuam ousadas: a ideia é chegar até o final de 2024 com um total de 250 concessionárias no território brasileiro (entre unidades em atividades e novas nomeações).

A BYD fechou 2023 com 59 concessionárias em operação e deverá ter mais 61 unidades até o final do primeiro trimestre deste ano.

Todas as capitais das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste terão representantes da marca ainda em janeiro. São Paulo e Minas Gerais são os estados que reúnem o maior número de unidades dentro da rede BYD, respectivamente, com 15 e seis concessionárias.

A BYD confirmou para fevereiro o início das obras de instalação do complexo de Camaçari (BA).

O investimento no projeto da primeira fábrica de carros da BYD fora da Ásia está estimado em R$ 3 bilhões e terá capacidade inicial para produzir até 150 mil veículos por ano.

O novo polo industrial vai gerar 10 mil postos de trabalho e os processos de seleção já foram iniciados. A ideia é priorizar a mão de obra local, por intermédio da capacitação e total integração entre os colaboradores brasileiros e chineses.

Assim, a empresa também pretende fortalecer e consolidar a economia local, gerando novas oportunidades, inclusive com a criação de um grupo de fornecedores para atender futuras demandas.

A expectativa é transformar a região Nordeste em um verdadeiro centro de inovação, e tornar o Brasil reconhecido como uma referência mundial em termos de potência energética e consumo, além de um polo exportador de produtos eletrificados.

Fábrica da BYD em Camaçari (BA)

A maior do mundo alcançou a venda global de 3.024.417 eletrificados em 2023, o que significou um crescimento anual de 61,8%.

Foram mais de 340 mil unidades comercializadas só em dezembro. Um crescimento de 45% em comparação com dezembro de 2022.

É a primeira vez na história que a BYD assume a liderança nas vendas de modelos 100% elétricos, no último trimestre de 2023.

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BYD anuncia investimento de R$ 3 bilhões para criar fábrica de elétricos no Brasil

Durante evento realizado no Farol da Barra, em Salvador (BA), na última terça-feira (4), a BYD (Build Your Dreams) anunciou oficialmente seu investimento de R$ 3 bilhões.

Esse capital será investido nos próximos três anos para a instalação de um complexo industrial onde serão produzidos veículos elétricos e híbridos plug-in no Brasil.

A cerimônia contou com a presença de Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, Stela Li, vice-presidente global da BYD, Tyler Li, presidente da BYD no Brasil, além de outros executivos da marca.

“Este é um momento de extrema importância para a BYD nas Américas. As novas fábricas no Brasil vão permitir a introdução e aceleração da eletromobilidade no país, um movimento-chave para combater as mudanças climáticas e, de fato, melhorar a qualidade de vida das pessoas”, afirma Stella Li, CEO da BYD Américas.

O projeto prevê a criação de três fábricas no complexo, uma dedicada a fabricação de carros elétricos e híbridos plug-in de passeio.

Este segmento deverá ter capacidade para fabricar aproximadamente 150 mil unidades na fase inicial e posteriormente poderá chegar em até 300 mil unidades.

A segunda fábrica produzirá caminhões e ônibus elétricos e a terceira será focada na preparação de baterias de lítio e ferro fosfato.

Ela deverá atender ao mercado externo, utilizando-se da estrutura portuária da Bahia.

Ainda não houve confirmação, mas negociações estão sendo feitas para que a BYD ocupe o local onde antes era a fábrica da Ford em Camaçari, que encerrou suas atividades em janeiro de 2021.

Para facilitar o processo, o governador da Bahia está oferecendo à montadora um pacote de incentivos que inclui redução de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) em 95% até 2032.

Além da isenção do IPVA para veículos eletrificados produzidos e emplacados no estado, no valor de até R$ 300.000.

“A contribuição social será significativa. Queremos contratar mão de obra local, a partir deste ano, para que já comecem a receber todo o treinamento e transferência de conhecimento necessários. Na BYD, temos o forte compromisso de contribuir e gerar valor para os brasileiros”, ressalta Tyler Li, presidente da BYD Brasil.

A BYD, que foi fundada na China em 1996, foi se desenvolvendo e destacando ao longo dos anos.

Em 2022 superou a Tesla, fabricante de veículos elétricos a bateria, e se tornou a maior montadora de veículos eletrificados (carros elétricos e híbridos plug-in) do mundo. 

A partir de 2015 iniciou a produção no Brasil, numa fábrica instalada em Campinas (SP), que trabalha com a produção de chassis e ônibus elétricos.

Em 2017 abriu mais uma fábrica em Campinas, desta vez para a produção de módulos fotovoltaicos.

Já em 2020 ampliou sua presença no país ao instalar uma linha de montagem de baterias de fosfato-ferro-lítio para ônibus elétricos e caminhões na Zona Franca de Manaus.

 

 

 

 

 

O início da operação está previsto para o segundo semestre de 2024 e acredita-se que sejam gerados uma média de 5.000 empregos diretos.

A expectativa é de 1.000 pessoas já sejam empregadas na primeira fase de operação da fábrica.

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