Blindagem recomendada pela Chevrolet usa conectividade avançada para ampliar segurança

O setor de blindagem de veículos de passeio deve atingir volume recorde em 2023 no Brasil, superando inclusive patamares pré-pandemia.

Uma das razões para a maior procura deve-se à disseminação de proteções balísticas mais eficazes, leves e acessíveis.

A Chevrolet está dando um passo além neste sentido ao agregar serviços conectados para ampliar a oferta de segurança.

A novidade é a Blindagem Premium Protection, um programa de blindagem recomendada que integra tecnologias inovadoras e conectividade avançada.

Referência em proteção balística automotiva, a Carbon é a empresa recomendada para soluções de blindagem, enquanto o sistema OnStar irá prover serviços conectados, numa combinação que potencializa a tranquilidade dos usuários.

“A colaboração entre a Chevrolet, o OnStar e a Carbon proporcionam aos nossos clientes uma solução mais abrangente e inovadora de segurança pessoal”, diz Paula Saiani, diretora de Marketing de Produto da GM América do Sul.

A Blindagem Premium Protection da Chevrolet se diferencia pelo nível máximo de proteção balística permitido para uso civil (III-A) e por manter a garantia original do veículo quando adquirida na rede de concessionárias da marca.

Chevrolet Equinox

O programa começa com modelos turbo de propostas distintas, incluindo SUVs e picapes.

Ao todo são sete opções: Equinox, Trailblazer, Tracker, Cruze (sedã e hatch), Montana e S10.

Os valores podem variar conforme a abrangência de proteção do veículo.

O Chevrolet Serviços Financeiros irá disponibilizar condições especiais de financiamento, incluindo o Chevrolet Sempre, além de um leque de outros produtos como o Seguro Auto, a Parcela Protegida, a Nota Garantida e a Proteção Mecânica.

Chevrolet Trailblazer

Blindagem pode ser personalizada

A Chevrolet qualificou a Carbon como a empresa recomendada para realizar a blindagem de seus veículos.

Ela atende aos mais rigorosos padrões de qualidade e segurança, com certificações conforme as normas NBR 15.000 e NIJ STD 0108.01.

“O processo de blindagem envolve uma série de etapas que vão desde o desenvolvimento em 3D até a aplicação de materiais certificados, como vidros balísticos laminados com policarbonato, placas de fibra de aramida Kevlar®, placas de aço balístico ou ainda polietileno de alta performance Tensylon®”, explica Michel Haddad, diretor de Estratégia da Carbon.

Para manter características de conforto, segurança e condução do veículo, os projetos de blindagem da Carbon são desenvolvidos sob medida para cada modelo e ainda podem ser personalizados com variações de materiais, conforme a conveniência do cliente.

A Carbon oferece garantia de cinco anos para o serviço de blindagem, incluindo proteção contra delaminação dos vidros.

Além disso, a empresa adquiriu recentemente fábricas de vidros balísticos, passando a não depender de fornecedores para esse componente crucial.

Conectividade avançada potencializa segurança

Um dos diferenciais competitivos da Blindagem Premium Protection é a integração perfeita com as tecnologias já disponíveis para os veículos Chevrolet.

Como o sistema OnStar de conectividade, que oferece assistência em emergências, auxílio na recuperação veicular e serviços de monitoramento e de pré-climatização da cabine por aplicativo, por exemplo.

“O pacote conta ainda com Wi-Fi nativo para até sete aparelhos simultaneamente. Outra vantagem: o sinal é captado por uma antena externa amplificada, permitindo uma conexão com a Internet mais estável e potente”, informa Jaime Gil, diretor de Serviços Conectados da GM América do Sul.

O cliente que adquirir a Blindagem Premium Protection da Chevrolet, garantirá 12 meses do pacote Protect & Connect do OnStar e irá contar ainda com 24 meses de Road Service com assistência 24 horas.

Além de oferecer serviço porta a porta quando for necessário realizar serviços de manutenção do veículo na concessionária.

O Brasil é o maior mercado de veículos de passeio blindados do mundo.

Cresce impulsionado por novos perfis de consumidores interessados na maior proteção pessoal ou familiar, além de executivos, empresários, autoridades, profissionais liberais, artistas e celebridades.

De acordo com dados recentes da Associação Brasileira de Blindagem (Abrablin), apenas no primeiro semestre deste ano foram emitidas quase 14 mil declarações para blindagem de veículos, sendo 13,4 mil para modelos de passeio.

Em 2022, foram aproximadamente 26 mil blindagens realizadas no país, o maior volume registrado até então.

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Como funciona o processo de blindagem de veículos no Brasil

 

A blindagem está na história da humanidade há aproximadamente 4.000 anos e passou a ser utilizada quando o homem percebeu que apenas suas habilidades de combate não seriam mais suficientes para deter as formas de ataque cada vez mais elaboradas e letais, graças ao uso de armas como lanças e catapultas.

Os primeiros registros  conferem aos chineses o pioneirismo na arte da blindagem. Na Grécia Antiga, surgiram os escudos, já em Roma surgiram as primeiras “vestes blindadas” e na Idade Média às armaduras de metal cobriam os militares da cabeça aos pés. A partir dos anos 20, a blindagem foi deixando de ser apenas um recurso militar e começou a ser adotada também por civis.

No Brasil, os primeiros veículos blindados foram os carros de combate, de transporte de tropas e de reconhecimento lançados a partir de meados dos anos 1960. Na virada dos anos 1980 para os 1990 outras empresas passaram a atuar no segmento da blindagem, dessa vez, voltados para os carros de civis. Desde então, o negócio da blindagem no Brasil foi crescendo e ganhando destaque em nível mundial.

Nos últimos 20 anos, o mercado brasileiro de blindagem amadureceu muito e hoje as blindagens feitas no país são tão boas que viraram o padrão adotado por montadoras internacionais. Além de ser referência, o Brasil também é líder mundial em número de carros blindados per capita no mundo. O país conta com uma frota aproximada de 300 mil blindados, superando cinco vezes o México que é o segundo colocado no ranking.

Em 2021, o mercado nacional bateu mais um recorde de blindagem automotiva. Foram 20.024 veículos blindados, o que representa um crescimento de cerca de 45% em comparação com 2020, de acordo com a ABRABLIN (Associação Brasileira de Blindagem).

“As blindadoras brasileiras não possuem tanta expertise em blindagens nível III e IV, mas somos referência mundial quando o assunto é blindagem de nível III-A. Exportamos carros blindados com esse nível de proteção para países da América Latina, da África e até da Europa. Engenheiros dos mais diversos países vêm ao Brasil para aperfeiçoar seus conhecimentos e aprender novas técnicas”, conta Alex Cirilo, Diretor Industrial da Autostar Blindados e Presidente da Câmara de Blindadores.

Mais de 90% dos carros blindados que circulam no país adotam o nível de proteção III-A, que abrange a maioria das armas de mão e dos calibres encontrados com criminosos, suportando disparos de revólveres 44 Magnum e até de submetralhadoras 9mm. Sendo assim, o serviço de blindagem só pode ser realizado por empresas especializadas, com um Certificado de Registro no Exército Brasileiro e um alvará da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Federação em que estiver localizada.

A blindagem de um veículo é um serviço dividido em cinco fases. A fase inicial é quando são tiradas as medidas dos locais em que serão aplicados os materiais. Esse momento é muito importante para evitar infiltrações, algo que pode comprometer toda a segurança da blindagem.

A segunda fase é a etapa em que são colocados os painéis de aço e as mantas, que são conjuntos de diversas camadas de um tecido chamado aramida, composto por uma trama de fios. Cada fio é um conjunto de filamentos que possuem diferentes resistências mecânicas, dependendo da origem e procedência.

Esses materiais são empregados para realizar a proteção de todas as áreas não transparentes dos veículos. A aramida é cinco vezes mais resistente do que o aço por unidade de peso, além de ser mais leve. Em uma blindagem com nível de proteção III-A, as mantas de proteção balística geralmente são compostas por 8 a 12 camadas de aramida.

Esse material também entra na composição dos pneus, mas isso não tem a ver com a blindagem das rodas porque atualmente não há tecnologia que, de fato, promova a blindagem total do pneu. Os dispositivos mais oferecidos são a cinta de roda, confeccionada em aço inoxidável e o Flats Over, que segue o mesmo princípio da cinta de roda, no entanto, é confeccionado basicamente por uma cinta de borracha bastante espessa.

Na terceira etapa, os vidros convencionais são trocados outros blindados, com lâminas de cristal e polímeros. Um vidro blindado é um “bolo de camadas” que envolve além do vidro em si, materiais como polivinil butiral (filme plástico de alta resistência), policarbonato (plástico muito resistente) e poliuretano (borracha sintética).

Um vidro balístico para blindagens com nível III-A tem de 3 a 4 camadas de vidro, uma de policarbonato e mais três ou quatro camadas de polivinil butiral e de poliuretano e tem uma espessura que varia de 18,8 mm a 21,1 mm. Cada fabricante usa uma combinação diferente desses materiais, mas sempre com o mesmo objetivo de produzir uma barreira com alta transparência, elevada resistência e o menor peso possível.

A quarta fase é a etapa da montagem, em que todas as peças que foram retiradas são recolocadas em seu lugar original. E, por fim, a quinta fase é a finalização, quando é realizada a limpeza e onde são testados o funcionamento de todos os dispositivos mecânicos e eletrônicos do carro. Uma blindagem bem executada, além de oferecer segurança aos passageiros, consegue também preservar as funcionalidades e as características estéticas do veículo, com acabamento minucioso e impecável.

A pandemia gerou uma crise econômica mundial que afetou todos os setores, inclusive a venda de carros e consequentemente o segmento de blindagem. Ainda assim, 2021 apresentou crescimento em comparação ao ano anterior e seguiu em alta no primeiro trimestre desse ano. 

Com o avanço da vacinação e consequente controle da pandemia, tudo indica uma melhora para o setor automotivo como um todo. Isso vai se refletir tanto no aumento das vendas de veículos, quanto na expansão do segmento de blindagem, indicando o quanto esse mercado ainda vai evoluir, para que o Brasil continue sendo o primeiro colocado na lista dos países que mais blindam carros no mundo e uma referência no processo de blindagem automotiva.

 

 

 

 

 

 

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Mercado nacional de blindagem automotiva bateu recorde em 2021

 

O Brasil bateu recorde em blindagem automotiva em 2021 e segue em alta no primeiro trimestre do ano. Foram blindados um total de 20.024 veículos no ano passado, representando um crescimento de cerca de 45% em comparação com 2020, de acordo com a ABRABLIN (Associação Brasileira de Blindagem).

Estima-se que atualmente mais de 285 mil carros que rodam diariamente no país sejam blindados, o que faz do Brasil o país com maior número de carros blindados do mundo.

Também houve um crescimento de 22,7% nas vendas de veículos blindados usados em 2021. Possivelmente consumidores impulsionados pela necessidade de adquirir esse tipo de carro em um período mais rápido de tempo. É que além do prazo normal do serviço, durante a pandemia o tempo de espera aumentou devido a falta de peças e com isso houve um atraso grande na fabricação e entrega dos veículos.

“Observamos que esse mercado foi impulsionado por um público formado tanto por pessoas sem recursos disponíveis para adquirir um veículo zero e mandar blindar quanto por pessoas com condições financeiras, mas com pressa em buscar essa segurança”, informou Marcelo Silva, presidente da Abrablin

Existem três principais motivos que levam as pessoas a se interessar em instalar equipamentos de proteção balística em seus carros. A violência urbana é a primeira e principal razão dentre eles. Um veículo blindado deixa os passageiros seguros em casos de assaltos, tiroteios e sequestros. Também é possível garantir proteção durante uma manifestação e até em casos de explosões, com seus consequentes estilhaços e queimaduras.

Outro motivo para realizar a blindagem é para a redução do impacto em caso de colisões e batidas. Num acidente de trânsito, a integridade física dos ocupantes de um automóvel blindado é bem mais preservada do que quando ocorre num veículo sem blindagem. Isso acontece porque o aço que reveste as colunas do carro aumenta sua rigidez em até 30%, de acordo com técnicos que avaliam carros blindados.

O isolamento de ruídos externos também é uma das vantagens da blindagem. Isso porque promove um isolamento acústico dentro do carro, proporcionando ao motorista maior concentração ao dirigir. O que é importante já que a falta de atenção e distração foram responsáveis por 68% das batidas e colisões registradas durante o período de acompanhamento realizado pela revista “Proccedings of the National Academy of Sciences”.

Nas últimas décadas o perfil de quem procura o serviço de blindagem também mudou. Antes os maiores interessados eram apenas grandes empresários e políticos, hoje a classe média alta, celebridades, executivos e profissionais liberais também realizam a blindagem dos seus carros e a tendência é que esse público cresça cada dia mais.

Segundo o levantamento realizado pela Associação, São Paulo aparece em primeiro lugar no ranking dos estados que mais blindaram, concentrando cerca de 65% da produção em 2021. O Rio de Janeiro aparece em segundo, com cerca de 12,8% da produção de blindados. O Rio Grande do Sul ocupou o terceiro lugar com 3,67%, seguido dos estados de Minas Gerais e Ceará com 3,5% e 3,15%, respectivamente.

Os homens ainda são a maioria nesse mercado, representando 54% do total, na faixa dos 50 a 60 anos (35%). Mas esse serviço tem sido cada vez mais requisitado pelas mulheres, que representam 46% do mercado de blindagens.

Dentre os veículos mais blindados de 2021, o Jeep Compass segue liderando, em seguida vem o Toyota Corolla Cross, os modelos Toyota Corolla (sedã), o Volvo XC60 e o VW T-Cross, completam a lista dos 5 carros mais blindados do país. É importante lembrar que não são todos os carros que “suportam” a blindagem, isso porque o veículo ganha cerca de 200 kg a mais depois de blindados, portanto é importante levar em consideração a potência do carro antes de optar pelo serviço.

A blindagem nível III-A se tornou a mais comumente utilizada nos automóveis do país, pois abrange a maioria das armas de mão e dos calibres encontrados, suportando disparos de uma Magnum 44 e de submetralhadoras 9mm. Por isso, esse tipo de serviço só pode ser realizado por empresas especializadas e credenciadas pelo Exército Brasileiro, além disso, para conseguir realizar a blindagem no veículo, o cliente não pode ter ficha criminal para solicitar sua autorização. 

Apesar do grande crescimento no ano passado, as expectativas para esse ano estão bem mais conservadoras.

 “Um dos grandes desafios será observar como o setor industrial, especialmente o automotivo, diretamente relacionado com o nosso tipo de serviço, reagirá com as consequências do conflito envolvendo Rússia e Ucrânia. De fato, já temos percebido algumas mudanças, como o aumento no valor dos insumos utilizados no processo de blindagem, o que revela o cenário desafiador que o setor terá em 2022”, finaliza Marcelo Silva.

 

 

 

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