Dudu Barrichello leva vitória incrível em Cascavel e Serra também triunfa

A Stock Car Pro Series viveu um domingo (18) memorável no Autódromo Internacional Zilmar Beux, em Cascavel (PR).

Foram duas provas emocionantes em uma das pistas mais desafiadoras do Brasil.

Na Corrida 1, Daniel Serra (Chevrolet Cruze da Eurofarma RC) conquistou a vitória 23 na categoria depois de superar Felipe Fraga (Cruze da Blau Motorsport) nas voltas finais.

E na segunda disputa do fim de semana, Dudu Barrichello (Toyota Corolla da Mobil Ale) alcançou um feito surpreendente e emocionante em sua apenas 11ª prova ao cruzar a linha de chegada na frente.

Ele arrancou lágrimas do pai, o bicampeão Rubens Barrichello, e se tornou o 76º piloto a subir ao topo do pódio da Stock Car.

Rubens Barrichello festeja a conquista do filho Dudu no Autódromo Zilmar Beux
(Duda Bairros/Stock Car)

Enquanto a primeira prova da etapa foi decidida no embate direto entre os dois primeiros colocados do grid de largada, a Corrida 2 foi igualmente movimentada.

Ainda mais apimentada pelas duas intervenções do safety-car, o que mexeu bastante com a estratégia dos pilotos.

Depois de ‘sobreviver’ em jornada na qual o próprio pai ficou pelo caminho, envolvido em um dos incidentes que provocaram o segundo safety-car, Dudu surgiu na frente.

Isso após todos os pilotos realizarem seus pit-stops obrigatórios e manteve a ponta.

Mesmo seguido pelo maior campeão em atividade na categoria, Cacá Bueno (KTF Sports), de volta ao pódio na segunda colocação.

Rafael Suzuki (Pole Motorsport) completou o top-3.

Dudu Barrichello alcançou feito surpreendente com vitória neste domingo
(Marcelo Machado de Melo/Stock Car)

A conquista de Dudu Barrichello é marcante em vários sentidos.

Com apenas 21 anos, o paulista triunfou na Stock Car depois de um mês bastante complicado.

Primeiro, em razão do forte acidente em Tarumã, que o tirou da disputa da terceira etapa do campeonato.

Mais tarde por um problema de cálculo renal que o levou ao hospital para um procedimento cirúrgico.

Por fim, a maratona de 10 horas de carro entre Campinas e Cascavel na última quinta-feira após ter o voo cancelado em razão do mau tempo.

A vitória em Cascavel, pista onde Dudu estreou na Pro Series, em 2021, coroa a dedicação de um dos jovens talentos que brilham hoje no automobilismo nacional.

Antes mesmo de Dudu Barrichello cruzar a linha de chegada, o pai já mostrava estar muito emocionado no pit-lane.

Com a confirmação da vitória do filho, Rubinho desabafou: “Ele merece muito, ele tem lutado muito por isso. Estou chorando aqui junto com vocês”, disse o dono do Corolla #111.

“Estou muito feliz. Muito obrigado a todos os que acreditaram em mim; ao Maurício (chefe de equipe da Full Time Mobil Ale), por ter acreditado em meu talento e por ter batalhado muito para que estivesse aqui. Agradeço também ao meu pai, devo muito isso a ele, à minha mãe e meu irmão, à minha família. Estava muito focado em acelerar e fazer a estratégia funcionar. Tenho de pensar em muita coisa ao mesmo tempo. Não tremi, mas percebi só na última volta que iria ganhar. Se alguém tivesse me dito meses atrás que venceria uma prova aqui, não acreditaria”, vibrou o jovem Barrichello.

Dudu Barrichello
(Marcelo Machado de Melo/Stock Car)

O domingo de velocidade em Cascavel começou com reverência a Xandy Negrão, quatro vezes vice-campeão da Stock Car.

Ele é um dos maiores nomes do automobilismo nacional, lembrado com um minuto de silêncio antes da largada.

Felipe Fraga fez valer a pole position e liderou a primeira parte da Corrida 1, mas Daniel Serra se mostrou mais rápido depois do pit-stop obrigatório.

Ele fez a ultrapassagem sobre o campeão de 2016 e assumiu a liderança nas voltas finais.

Naquele momento da prova, Gaetano Di Mauro e Felipe Massa vinham em ótimas colocações, entre os dez primeiros, mas enfrentaram problemas e tiveram de abandonar.

Gabriel Casagrande voltou à liderança do campeonato depois da quarta etapa
(Duda Bairros/Stock Car)

Ao fim de 29 voltas, Serrinha alcançou a 23ª vitória da carreira e a segunda da temporada, levando a Eurofarma RC ao terceiro triunfo em 2023.

Fraga e Gabriel Casagrande (A.Mattheis Vogel) completaram um pódio de campeões.

Cesar Ramos (Ipiranga Racing) finalizou em quarto, seguido por Allam Khodair (Blau Motorsport) e Thiago Camilo (Ipiranga Racing).

Lucas Foresti (A.Mattheis Vogel) foi o sétimo, enquanto Rafael Suzuki, Julio Campos (Lubrax Podium) e Guilherme Salas (KTF) completaram a lista dos dez melhores colocados.

Serrinha voltou a vencer no campeonato e agora está em terceiro na tabela
(Duda Bairros/Stock Car)

 

Depois de jornadas complicadas em Interlagos e Tarumã, Serrinha festejou por estar de volta ao topo.

“Feliz demais por voltar a vencer na Corrida 1 depois de duas etapas conturbadas com furos de pneu. Aqui em Cascavel acertamos tudo direitinho e fizemos um carro espetacular. Fim de semana começou difícil e não éramos tão competitivos. Acabei cometendo um erro nos treinos e bati o carro. No fim das contas, acho que isso mostra ainda mais o valor do nosso time, que deixou o carro perfeito e vencedor”, destacou o tricampeão.

Daniel Serra faturou a Corrida 1 após duelo com Felipe Fraga em Cascavel
(Duda Bairros/Stock Car)

A segunda prova da etapa de Cascavel teve uma largada incrível, com direito a três carros lado a lado na Curva do Bacião, o trecho mais desafiador dos circuitos brasileiros.

Salas seguiu na liderança nas primeiras voltas depois de largar na frente por conta da regra do grid invertido.

A corrida teve duas entradas do safety-car.

A primeira aconteceu em razão do incidente entre Sergio Jimenez e Ricardo Maurício, o que resultou na parada do piloto da Scuderia Chiarelli no fim da reta dos boxes.

A segunda intervenção do carro de segurança aconteceu depois que Rubens Barrichello ficou com o carro avariado e lento após disputa de pista.

O piloto foi parte de outro incidente, que também envolveu Marcos Gomes, Enzo Elias e Tony Kanaan.

(Foto: Magnus Torquato/Stock Car)

Lucas Foresti chegou a ocupar a ponta na relargada, seguido por Cesar Ramos e Bruno Baptista (RCM Motorsport).

Enquanto Átila Abreu (Pole Motorsport) vinha em quarto e Felipe Massa em quinto.

Mas todos precisavam fazer suas paradas obrigatórias.

Depois que todos os pilotos fizeram os pit-stops, Dudu Barrichello assumiu a liderança de forma surpreendente, seguido por Cacá Bueno e Rafael Suzuki.

Casagrande era o quarto, e Camilo vinha em quinto lugar.

Com bom desempenho e vantagem controlada para Cacá Bueno, Dudu Barrichello venceu de forma incrível na Stock Car.

Cacá Bueno voltou ao pódio da categoria depois de 1 ano e 2 meses ao cruzar a linha de chegada em segundo.

Rafael Suzuki foi o terceiro, faturando seu segundo pódio na temporada.

A última vitória do mais velho dos filhos de Rubens havia sido em 10 de outubro de 2020, quando o jovem Dudu ainda corria na USF2000, categoria do ‘Road to Indy’, nos Estados Unidos.

(Foto: Magnus Torquato/Stock Car)

 Maior pontuador do fim de semana, com 38 tentos, Gabriel Casagrande voltou à ponta do campeonato em Cascavel.

Depois de comandar a tabela com o término da etapa de Interlagos, em abril, o campeão de 2021 reassumiu a liderança.

Isso após marcar um terceiro e um quinto no Autódromo Internacional Zilmar Beux.

Agora, com oito provas disputadas em 2023, Casagrande soma 135 pontos.

Enquanto Thiago Camilo agora volta à segunda posição, com 131, após ter marcado um sexto e um quarto lugares neste domingo em Cascavel.

Impulsionado pela vitória na Corrida 1, Serra regressa ao top-3, com 102 pontos.

Cesar Ramos vem em quarto, com 99, e Ricardo Maurício é quinto, com 87 tentos marcados e empatado com Felipe Fraga.

(Foto: Magnus Torquato/Stock Car)

Guilherme Salas está na sétima posição, com 85, enquanto Rubens Barrichello caiu quatro colocações e agora é o oitavo, com 84.

Bruno Baptista, também com 84, e Rafael Suzuki, com 78, completam a relação dos dez melhores posicionados.

Dudu Barrichello, com o triunfo neste domingo, tem 46 pontos, em 18º no campeonato.

A quinta etapa da temporada 2023 da Stock Car acontece em três semanas, entre 7 e 9 de julho, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Os vencedores deste domingo de quarta etapa da temporada 2023, em Cascavel
(Magnus Torquato/Stock Car)

Stock Car Pro Series, etapa 4, Cascavel
Corrida 1
1º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), 29 voltas em 32min12s295
2º – Felipe Fraga (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 3s748
3º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze), a 7s562
4º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 9s185
5º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 10s443
6º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 15s169
7º – Lucas Foresti (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze), a 17s190
8º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 18s961
9º – Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 23s803
10º – Guilherme Salas (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 24s418
11º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 28s500
12º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 31s028
13º – Dudu Barrichello (Mobil Ale /Toyota Corolla), a 32s546
14º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 33s035
15º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 33s152
16º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 33s453
17º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 37s940
18º – Marcos Gomes (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 55s585
19º – Gianluca Petecof (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 1 volta
20º – Cacá Bueno (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 1 volta
21º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 1 volta
22º – Enzo Elias (Crown Racing/Toyota Corolla), a 1 volta
23º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 1 volta
24º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 2 voltas
25º – Gaetano Di Mauro (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 3 voltas

Não completaram
Tony Kanaan (Texaco Racing/Toyota Corolla), a 11 voltas
Nelson Piquet Jr. (Crown Racing/Toyota Corolla), a 12 voltas
Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 13 voltas
Sergio Jimenez (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla), a 17 voltas
Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 21 voltas

Corrida 2
1º – Dudu Barrichello (Mobil Ale /Toyota Corolla), 22 voltas em 31min49s290
2º – Cacá Bueno (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 2s383
3º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 3s126
4º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 3s367
5º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze), a 4s086
6º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 6s457
7º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 10s886
8º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 12s286
9º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), a 16s543
10º – Guilherme Salas (KTF Racing/Chevrolet Cruze), a 23s613
11º – Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 42s632
12º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 44s701
13º – Gianluca Petecof (Full Time Sports/Toyota Corolla), a 45s331
14º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 47s308
15º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 49s426
16º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze), a 49s795
17º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), a 49s978
18º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla), a 51s249
19º – Lucas Foresti (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze), a 51s574
20º – Felipe Fraga (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze), a 54s398
21º – Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze), a 54s474
22º – Tony Kanaan (Texaco Racing/Toyota Corolla), a 1min05s122
23º – Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze), a 2 voltas

Não completaram
Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla), a 14 voltas
Marcos Gomes (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze), a 14 voltas
Enzo Elias (Crown Racing/Toyota Corolla), a 14 voltas
Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla), a 15 voltas
Nelson Piquet Jr. (Crown Racing/Toyota Corolla), a 16 voltas
Sergio Jimenez (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla), a 20 voltas
Gaetano Di Mauro (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze), não largou

Classificação do campeonato após 4 etapas:
1º – Gabriel Casagrande, 135 pontos
2º – Thiago Camilo, 131
3º – Daniel Serra, 102
4º – Cesar Ramos, 99
5º – Ricardo Maurício, 87
6º – Felipe Fraga, 87
7º – Guilherme Salas, 85
8º – Rubens Barrichello, 84
9º – Bruno Baptista, 84
10º – Rafael Suzuki, 78
11º – Ricardo Zonta 68
12º – Allam Khodair, 67
13º – Denis Navarro, 66
14º – Gaetano Di Mauro, 63
15º – Felipe Baptista, 56
16º – Marcos Gomes, 53
17º – Cacá Bueno, 50
18º – Dudu Barrichello, 46
19º – Lucas Foresti, 46
20º – Nelson Piquet Jr., 45
21º – Julio Campos, 44
22º – Lucas Kohl, 35
23º – Gianluca Petecof, 32
24º – Átila Abreu, 31
25º – Matías Rossi, 27
26º – Felipe Massa, 25
27º – Enzo Elias, 23
28º – Sergio Jimenez, 19
29º – Rodrigo Baptista, 11
30º – Arthur Leist, 9
31º – Rafael Martins, 7
32º – Tony Kanaan, 6
33º – Raphael Teixeira, 3
* pontuação extraoficial

Calendário da temporada 2023
Etapa / Data / Local
5ª – 09/07 – Interlagos (SP)
6ª – 06/08 – Velocitta (SP)
7ª – 27/08 – Goiânia (GO)
8ª – 17/09 – Velopark (RS)
9ª – 08/10 – Buenos Aires (Argentina)
10ª – 29/10 – Velocitta (SP)
11ª – 26/11 – Brasília (DF)
12ª – 17/12 – Interlagos (SP)

 

 

 

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Le Mans, 100 anos: Como as 24 Horas se tornaram a corrida mais tradicional do mundo

Criada em 1923, as 24 Horas de Le Mans completam 100 anos em 2023.

Apesar de ser apenas a 91ª edição da famosa prova, realizada em trechos de estradas e de autódromo permanente, no Circuito de la Sarthe, a ocasião é também bastante especial.

Isso devido o grid pela primeira vez em muitos anos estar em grande forma, com a entrada de diversas montadoras como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac se juntando à Toyota, que chega como a favorita para a edição deste ano.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans
(Foto: Paulo Maria DPPI)

Para 2024 há ainda a promessa da chegada à categoria Hypercar de nomes de peso como BMW, Alpine e Lamborghini.

O que para muitos marca o início de uma nova “era de ouro” das corridas de longa duração e em especial das 24 Horas de Le Mans.

O brasileiro André Negrão, piloto do Alpine #35, disputa pela sétima vez a corrida, vencida por ele na categoria LMP2 em 2018 e 2019.

O piloto acredita que esse é um grande momento estar mais uma vez no grid de Le Mans, principalmente por contar com a presença de tantos bons pilotos e bons carros.

“Vamos buscar um bom resultado na LMP2 neste ano. Eu já venci duas vezes a prova por essa categoria. Mas, é claro, é uma prova de 24 horas. Tudo e sempre pode acontecer. E é por isso que você vê muitas equipes comemorando apenas o fato de ter terminado a corrida. Muita gente até chorando. É um grande esforço para todos, mas se você consegue chegar ao fim sempre se sente recompensado”, disse André Negrão. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Organizada pelo ACO (Automobile Club de l’Ouest), a primeira prova ocorreu em 26 e 27 de maio de 1923.

Inicialmente, os organizadores queriam promover uma corrida que testasse a ainda incipiente tecnologia dos automóveis, com muitas pequenas fábricas espalhadas especialmente pela Europa.

O formato era diferente: o carro vencedor seria aquele que conseguisse cobrir a maior distância após três edições das 24 horas.

Mas a ideia foi abandonada em 1928, com os vencedores de cada edição sendo reconhecidos como os ganhadores.

A prova não foi realizada em nove anos entre 1923 e 2023.

Primeiro em 1936, devido a uma greve geral na França, e depois pela Segunda Guerra Mundial, entre 1940 e 1948, quando a pista também precisou ser reconstruída. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

Com a retomada da prova em 1949, diversas montadoras passaram a se interessar pela competição.

O ano marcou também a primeira vitória da Ferrari, com um modelo 166MM, carro que inspirou a canção “Red Barchetta”, da banda canadense Rush.

Em 1953, com a formação do Mundial de Protótipos, a prova ganhou um campeonato organizado que orbitava em torno dela, como acontece até hoje, nos últimos anos como Mundial de Endurance.

A edição de 1955 viu acontecer um grande susto: a maior tragédia da história do automobilismo.

O francês Pierre Levegh bateu na reta principal. Seu carro foi parar em uma área de espectadores e matou 84 pessoas.

O que motivou preocupações e melhorias de segurança e também o abandono das corridas por parte da Mercedes Benz e, um pouco mais tarde, a proibição de provas na Suíça.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Com o avanço dos carros, nos anos 1960 os modelos chegavam aos 320 km/h na reta Mulsanne, ainda sem chicanes, que foram apenas colocadas em 1990.

Neste período, uma das grandes histórias do automobilismo se criou em Le Mans, quando a Ford derrotou a Ferrari na prova francesa em 1966, episódio retratado no filme “Ford vs. Ferrari” (2019).

Para aumentar o peso dessa saga, a marca de Maranello, que ganhou de 1960 até 1965, não vence as 24 Horas de Le Mans desde então.

Neste período, a popularidade da prova aumentou, com edições chegando a ter mais de 300 mil espectadores.

Nos anos 1970, a famosa largada com os pilotos correndo até os carros foi abandonada em detrimento de mais segurança, primeiramente por uma largada parada (1970) e posteriormente em movimento (1971).

O segundo grande momento das 24 Horas de Le Mans veio nos anos 1980 com a criação do Grupo C, que uniu regulamentos de campeonatos pelo mundo.

Nesta época, diversas montadoras levaram carros que até hoje são relembrados com carinho pelos fãs para a corrida francesa.

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Paulo Maria DPPI)

Entre as marcas estava a Porsche, que conseguiu a façanha de em 1983 fazer nove dos 10 primeiros colocados na prova.

Além de anotar a maior média de velocidade da história em uma volta em 1985, 251,815 km/h.

Outras fábricas que construíram seus nomes na corrida e fizeram modelos hoje considerados lendários são Jaguar, Mazda (primeira japonesa a vencer, em 1991), Toyota e Nissan.

Tem ainda a Mercedes por meio da equipe Sauber, e a Peugeot (dona do recorde de velocidade da reta Mulsanne em 1988, 405 km/h).

Neste período, a FIA decidiu impor aos times do Grupo C, em 1992, que apenas carros com motores 3.5L e com arquitetura em V competissem no Mundial de Protótipos, igualando seu regulamento ao da Fórmula 1.

Os custos subiram excessivamente e, assim, as montadoras tiveram que fazer uma opção e iniciaram uma retirada do campeonato.

E por isso, em 1993 o campeonato foi cancelado devido à falta de participantes. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Joao Filipe DPPI)

As 24 Horas de Le Mans ficaram sem um campeonato oficial entre 1993 e 2010.

Em 2011 a prova contou para o Intercontinental Le Mans Cup, porém em 2012 um novo campeonato nasceu para contemplar a prova.

Esse campeonato foi o Mundial de Endurance, ou World Endurance Championship, que permanece até hoje.

Desde sua formação, o WEC possui entre três e quatro classes, englobando também carros de GT, os superesportivos vendidos ao público que se popularizaram na prova após o fim do Grupo C.

Nesta fase, a Audi iniciou dominando (vencendo 13 edições entre 2000 e 2014) antes de sair do campeonato em 2016.

Após isso, a Porsche conquistou as últimas três de suas 19 vitórias em Le Mans, recorde para uma montadora, antes de também sair no fim de 2017.

Já nos últimos cinco anos a Toyota, que amargou uma derrota na última volta em 2016 para a Porsche após uma falha mecânica, conquistou cinco vitórias seguidas.

As duas primeiras com o espanhol Fernando Alonso, bicampeão de Fórmula 1, ao volante.

A marca japonesa chega como grande favorita em 2023, mas agora com nomes de peso a seu lado, como Ferrari, Porsche, Peugeot e Cadillac.

Elas competem na categoria dos Hipercarros, criada em 2021 para substituir a antiga LMP1, a principal do grid. 

Cena do dia 7, nas 24 Horas de Le Mans (Foto: Julien Delfosse DPPI)

Até hoje, 35 pilotos brasileiros já participaram das 24 Horas de Le Mans.

Porém, se por um lado nunca um deles chegou ao lugar mais alto do pódio na categoria geral, vários já estiveram no top 3 e quatro conseguiram vencer a corrida em classes intermediárias.

André Negrão e Daniel Serra, que estarão no grid da prova neste ano, foram os últimos a triunfar, em 2019.

Negrão pela LMP2, segunda categoria mais importante e Serra pela LMGTE-Pro.

As vitórias de ambos foram suas segundas na tradicional corrida francesa.

André ganhou pela primeira vez em 2018 (LMP2), já Serra faturou pela primeira vez as 24 Horas em 2017 (LMGTE-Pro).

André Negrão

Daniel Serra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além dos dois, Thomas Erdos, primeiro vencedor brasileiro em Le Mans, ganhou na classe LMP2 em 2005 e 2006, com Jaime Melo na GT2 em 2008 e 2009.

Já em pódios gerais, o Brasil foi representado por seis nomes na história.

O mais bem-sucedido e o único a repetir pódios é Lucas Di Grassi, terceiro em 2013 e 2016 e segundo em 2014.

O primeiro pódio da história foi de José Carlos Pace em 1973, com o campeão do Mundial de Protótipos de 1987, Raul Boesel, sendo segundo em 1991.

Já em 2008, foi a vez de Ricardo Zonta levar a bandeira do Brasil ao terceiro lugar do pódio.

Em 2020, Bruno Senna foi o segundo e André Negrão em 2021 levou pela última vez o Brasil a um pódio geral, em terceiro. 

Thomas Erdos e Bruno Senna

 

 

 

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Com Galvão Bueno, Stock amplia leque de canais para os fãs

A Stock Car Pro Series confirmou na última terça-feira (16) um acordo de transmissão com o novo canal do narrador Galvão Bueno, para as suas etapas do biênio 2023/2024.

Disponível no Youtube, o Canal GB exibirá as corridas a partir da terceira etapa, marcada para o dia 21 de maio, em Tarumã (RS).

Com a novidade, a categoria amplia o leque de opções para os fãs, que agora contam com dez canais diferentes para acompanhar as corridas, com destaque para a transmissão para mais de 150 países e em todos os tipos de tela.

(Duda Bairros/Stock Car)

“Para mim, é um prazer imenso estar de volta. Todos sabem da minha ligação com a Stock. Meus filhos Cacá e Popó se destacaram na categoria, ambos com resultados que me trouxeram muita alegria. Vi a Stock Car nascer, e um ano depois, eu e o já finado (ex-piloto) Reinaldo Campello a levamos para a televisão, para a rede Bandeirantes. Depois, no final dos anos 90, junto com Washington Bezerra (ex-chefe de equipe), levamos a Stock Car para a TV Globo. Que bom que vai ser voltar à pista com a Stock Car”, disse Galvão Bueno.

A estreia do canal de Galvão Bueno, no dia 25 de março, em parceria com a Play9, foi um sucesso.

A live registrou números expressivos de audiência: o alcance chegou a cinco milhões de usuários únicos e pico de 1,5 milhão de pessoas acompanhando a transmissão.

O canal bateu 10 milhões de views ao longo das três horas de live, e hoje está com mais de 740 mil inscritos.

Galvão e os filhos Cacá e Popó em 2017: “Na Stock, eles me deram muita alegria”
(Fernanda Freixosa/Stock Car)

“Galvão Bueno é uma referência inquestionável e mostra que a Stock Car realmente construiu um time de gigantes. A chegada do Canal GB completa o nosso grupo de parceiros de forma espetacular. Hoje, para citar somente alguns, a Stock Car é exibida pela Band aberta, Sportv, BandSports, TV Estadão, Motorsport.TV, Twitch da Tribo do Gaules, além das nossas próprias mídias sociais. O nosso fã tem à disposição somente canais líderes em seus segmentos. É um pacote abrangente e que forma uma plataforma espetacular de visibilidade. Sim, estamos felizes com a chegada do Galvão. Mas outra palavra que cabe bem aí é orgulho”, afirma Fernando Julianelli, CEO da Vicar, promotora da categoria.

Galvão e Chico Serra: o narrador cultiva grandes amizades na Stock Car
(Duda Bairros/Stock Car)

Criada em 1979, a Stock Car Pro Series é a maior categoria do automobilismo sul-americano.

Ao longo de sua história, passaram por seus grids os principais nomes do esporte a motor brasileiro, gerando disputas que fizeram da categoria uma referência de competitividade, inclusive no exterior. 

Com corridas transmitidas para mais de 150 países em cinco idiomas, a Stock Car é atualmente o principal hub de relacionamento e experiência B2B e B2C de todo o universo esportivo brasileiro.

Reunindo atualmente mais de 200 marcas, em 2021 a Stock Car tornou-se a primeira categoria brasileira a superar R$ 1,5 bilhão de retorno publicitário.

No mesmo ano, um estudo do Centro de Inteligência da Economia da Secretaria do Turismo do Estado de São Paulo calculou em até R$ 30 milhões o impacto econômico gerado por uma etapa da categoria na cidade onde é realizada. 

(Marcelo Machado de Melo/Stock Car)

Desde o final de 2021 a Stock Car neutraliza seus eventos através de créditos de carbono em uma parceria com a Orma.

A Orma é uma empresa brasileira especialista na captação e direcionamento destes recursos para ONGs focadas na preservação de áreas como a região amazônica.

As corridas da Stock Car Pro Series são transmitidas ao vivo pela Band (aberta), SporTV (canal por assinatura), TV Estadão, canal GB do narrador Galvão Bueno (Youtube), canal Tribo do Gaules (Twitch), Portal High Speed Channel, Motorsport.tv.

Atinge mais de 150 países em cinco idiomas diferentes a cada etapa e a plataforma YouCast (para 100% dos clientes Americanet), além dos canais oficiais da categoria no YouTube, Facebook e TikTok.

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Jaguar TCS Racing domina pódio e faz história em Berlim

A corrida de 43 voltas da 7ª rodada do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB 2023, realizada no sábado (22/04), foi emocionante do início ao fim.

Com a liderança mudando frequentemente em um E-Prix repleto de ação e estratégias, Mitch conseguiu abrir caminho entre o restante do grupo.

Sam Bird assumiu a liderança da corrida no circuito de Tempelhof em quatro ocasiões diferentes e os dois pilotos trabalharam juntos para maximizar a eficiência.

No total, a 7ª rodada teve oito líderes diferentes durante o percurso, mas Evans levou o primeiro lugar, com Sam Bird logo atrás dele.

Em uma corrida de energia crítica, em que o efeito de tração é forte, a equipe da Jaguar TCS Racing executou uma estratégia perfeita e o ritmo e a eficiência excepcionais do Jaguar I-TYPE 6.

Na 8a rodada, realizada no domingo (23/04), Mitch Evans demonstrou o ritmo do Jaguar I-TYPE 6 e terminou em quarto lugar, marcando pontos também muito significativos para a equipe.

Em outra corrida cativante e estratégica no circuito alemão de 2,355 km, a equipe executou outra forte estratégia de gerenciamento de energia.

Isso fez com que Evans ficasse entre quarto e oitavo na maior parte da corrida, fazendo algumas ultrapassagens impressionantes ao longo do caminho e chegando a liderar o grupo na sexta rodada.

Sam Bird também esteve em posição competitiva, abrindo caminho pelo grupo, mas foi atingido por trás e forçado a bater no carro da frente.

O dano causado na asa dianteira pela colisão fez com que ele precisasse de uma nova peça e, sem o safety car, Sam não conseguiu alcançar o grupo e terminou em décimo nono lugar.

A equipe Envision Racing, que também faz uso de motores Jaguar, comemorou sua primeira vitória da parceria.

A vitória de Nick Cassidy marcou a terceira vitória consecutiva de um piloto cujo veículo usado conta com um motor Jaguar nesta temporada.

A Jaguar TCS Racing permanece em terceiro lugar na classificação das equipes do Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB 2023.

“Tivemos outra corrida forte aqui em Berlim. Depois de fazer história no sábado, com nosso primeiro 1-2 desde 1991, a 8ª rodada foi uma corrida que poderia ter sido melhor para nós, mas acabamos perdendo o pódio por pouco. Mitch fez uma corrida fantástica e tranquila para garantir o quarto lugar e marcar pontos muito importantes para a equipe. A corrida era uma questão de posição na pista no momento certo, mas não deu certo hoje em termos de pódio. Sam teve muito azar ao ser atingido pela traseira, o que o empurrou contra o carro da frente e danificou sua asa dianteira. É extremamente frustrante quando o erro de outra pessoa atrapalha o resultado e o que poderia ser um final com dois pontos. No entanto, em resumo, podemos considerar que foi um fim de semana bom para a equipe aqui em Berlim. Temos sido rápidos e eficientes em todas as pistas de corrida nesta temporada e isso é um bom presságio para o restante da temporada. Agora vamos trabalhar duro para repetir a velocidade e a eficiência em Mônaco”, disse James Barclay, Diretor da Equipe Jaguar TCS Racing.

“No geral, foi um fim de semana muito bom, mas sinto termos perdido um pódio hoje. O Jaguar I-TYPE 6 tem o ritmo e a eficiência, mas eu não consegui chegar à frente do grupo quando precisei. Consegui mais pontos sólidos para a minha campanha no campeonato e estou ansioso pela minha corrida em casa, em Mônaco”, comentou Mitch Evans, piloto número 9 da Jaguar TCS Racing.

“Infelizmente, depois de uma rodada tão boa e que terminou em pódio, na 8ª rodada alguém bateu na traseira do meu Jaguar I-TYPE 6, o que me forçou a bater no carro da frente e danificou minha asa dianteira. É decepcionante pois não foi um erro meu ou da equipe, estava fora do nosso alcance. No geral, tivemos um ótimo fim de semana como equipe e estou muito orgulhoso de todos. Estou ansioso para lutar por mais pontos em Mônaco”, falou Sam Bird, piloto número 10 da Jaguar TCS Racing.

Na 9ª rodada, o Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB 2023 irá para o icônico circuito de rua no Principado de Mônaco, que será realizado no dia 6 de maio de 2023.

Jaguar TCS Racing

A Jaguar retornou às corridas em outubro de 2016, tornando-se o primeiro fabricante de luxo a se juntar à série de corridas de rua ABB FIA Formula E Championship totalmente elétrica.

Na oitava temporada, Mitch Evans terminou como vice-campeão na classificação dos pilotos, seu resultado de maior sucesso na campanha da Jaguar TCS Racing na Fórmula E.

Em 2022, a Jaguar TCS Racing terminou em quarto lugar na classificação das equipes, com sete pódios, quatro vitórias, uma pole position, uma volta mais rápida e 231 pontos marcados, a maior conquista de pontos da equipe até o momento.

O neozelandês Mitch Evans terminou a temporada passada como vice-campeão e Sam Bird ficou em décimo terceiro lugar geral na classificação dos pilotos.

Fórmula E

Além de seu conceito totalmente elétrico, a Fórmula E é única no automobilismo por sua diversidade de corridas em várias partes do mundo.

O campeonato de 2023 ocorre em circuitos de rua no centro das principais cidades do mundo, incluindo Cidade do México, Diriyah e Roma, com novos locais, como Hyderabad, Cidade do Cabo e São Paulo.

O final da temporada acontecerá em um fim de semana de corrida de rodada dupla em Londres.

Para mais informações sobre a equipa Jaguar TCS Racing, visite www.jaguar.com.

 

 

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Babi Rodrigues: única mulher a frente de uma equipe na Stock Car

Num esporte dominado por homens, Bárbara Rodrigues, mais conhecida como Babi, tem se destacado por ser a primeira e única mulher a liderar uma equipe na Stock Car.

Babi, que já enfrentou diversos desafios por ser mulher e estar no comando de uma equipe, acredita que sua presença e liderança podem servir de inspiração para que outras mulheres se envolvam com o esporte.

“Enquanto eu puder, eu vou mostrar para mulheres que amam esse esporte que é possível sim, que você pode dar a volta por cima. As pessoas vão duvidar de você, isso aconteceu também na minha história. Quando eu peguei o time uma boa parte acreditou que eu não ia continuar e a outra acreditou que eu iria continuar mas seria um fracasso, e hoje eu estou mostrando, passo a passo, com muita humildade, que eu tenho o meu valor”, disse Babi em entrevista ao Papo de Mina, coluna de esportes feminino do Portal Terra.

Foto: Luís França

A paulistana é formada em medicina veterinária, mas o automobilismo sempre fez parte da sua vida e da sua família.

Seu pai, Amadeu Rodrigues, falecido em 2020, foi piloto entre os anos de 1970 e 1980 e fundou há mais de 40 anos a Hot Car Competições, que em 2023 completa 22 anos de participação na Stock Car.

O amor do seu pai pelo esporte era tão intenso que se espalhou por toda família, que sempre esteve presente durante toda sua trajetória, como ele fazia questão.

Além de ser sua maior referência e motivação, Amadeu, também foi quem mais encorajou Babi e hoje ela se orgulha de dizer que foi ele que a incentivou a assumir esse cargo.

“Por sempre estar ao lado do meu pai, fui aprender a respeito de tudo o que acontece no universo automobilístico. E tudo deu certo! Eu me encontrei em um lugar no qual sempre estive e creio que tenha sido preparada para isso, mesmo sem perceber. Sei que onde meu pai estiver, está feliz por ter dado continuidade no seu sonho”, diz Babi.

Foto: Rodrigo Dantas (Garagem de Motor)

A chefe de equipe assumiu a parte administrativa em 2018 e a partir de 2020, passou a comandar a Hot Car e desde então Babi vem construindo uma carreira de sucesso.

Desde que começou sob nova direção, a equipe tem investido em novas tecnologias, no bem-estar dos funcionários e numa equipe de engenharia cada dia mais autônoma para selecionar novas opções nos carros.

Babi leva em consideração a tradição e história da Hot Car, por isso quer honrar e dar continuidade ao legado do seu pai.

Ao mesmo tempo ela entende que é preciso trabalhar de uma forma diferente para obter resultados diferentes. 

A Hot Car continua mas agora com uma nova geração, um novo capítulo e com novos objetivos e desafios.

Foto: @hotcarcompeticoes

No último fim de semana aconteceu a segunda etapa da temporada da Stock Car e a Hot Car apresentou ótimos resultados com seus dois jovens pilotos, Gaetano di Mauro e Lucas Kohl, que pontuaram nas duas corridas.

A bela performance de Gaetano Di Mauro, que fechou a primeira prova no top 5, garantiu para ele o 3º lugar no pódio na Corrida 2. 

A terceira rodada do campeonato está marcada para os dias 20 e 21 de maio, no Autódromo de Tarumã, em Viamão, na Grande Porto Alegre (RS) e a Hot Car vai continuar na disputa em busca de mais vitórias.

Foto: Luís França

 

 

 

 

 

 

 

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Casagrande e Maurício vencem na Stock Car em Interlagos

A Stock Car Pro Series viveu um dia de festa no Autódromo de Interlagos.

Neste domingo (23 de abril), a principal categoria do automobilismo na América do Sul fechou a segunda etapa da temporada 2023 com duas grandes e movimentadas corridas.

As corridas coroaram pilotos acostumados a vencer no lendário traçado paulistano: Gabriel Casagrande (Chevrolet Cruze da A.Mattheis Vogel) faturou a primeira prova, enquanto Ricardo Maurício (Cruze da Eurofarma RC) venceu a segunda disputa da tarde.

(Marcelo Machado de Melo/Stock Car)

As conquistas aumentaram o retrospecto vencedor dos dois em Interlagos. Casagrande agora tem três triunfos no ‘templo do automobilismo brasileiro’.

Já Ricardinho chegou a sete vitórias na pista, empatando com Cacá Bueno e Thiago Camilo como os maiores vencedores em atividade no circuito.

O tricampeão alcançou 36 vitórias na categoria e também ampliou seu recorde de pódios entre os competidores na ativa, com 87 top-3 na Stock Car, a apenas quatro de igualar o vice-líder geral na estatística, o tetracampeão Paulo Gomes.

(Duda Bairros/Stock Car)

(Duda Bairros/Stock Car)

 

 

 

 

 

 

 

Além do dia vencedor para Casagrande e Maurício, Interlagos foi palco de outra bela performance de Gaetano Di Mauro.

Com o Cruze da Hot Car, o jovem de 25 anos fechou a primeira prova no top-5 e garantiu seu lugar no pódio na Corrida 2.

Guilherme Salas (Cruze da KTF Racing) e Bruno Baptista (Toyota Corolla da RCM Motorsport) foram confirmados em segundo e terceiro colocados da Corrida 1, respectivamente, após Cesar Ramos (Ipiranga Racing), que na pista terminou em segundo, ter sido punido em 20s por irregularidade no pit-stop.

E no último embate da etapa, Rafael Suzuki (Pole Motorsport) saiu da 30ª colocação na largada, acertou na estratégia e terminou em segundo lugar, marcando assim seu sexto pódio na Pro Series.

(Duda Bairros/Stock Car)

O desfecho da etapa de Interlagos promoveu mudança radical nos postos de líder e vice-líder de um campeonato ainda em sua fase inicial.

Depois de Daniel Serra tomar a ponta da tabela após a etapa de Goiânia, no início de abril, agora Ricardo Maurício assumiu a primeira posição.

Com 70 pontos, o tricampeão está quatro à frente de Gabriel Casagrande, o segundo colocado.

Bruno Baptista também subiu uma posição na tabela e está em terceiro, somando 64 tentos, seguido por Gaetano Di Mauro, com 54.

Serrinha caiu de primeiro para quinto e agora soma 53, empatado com Rubens Barrichello.

“Nosso carro não estava performando tão bem ontem. Fizemos um outro acerto e, logo na volta de saída para o grid, senti uma boa melhora. E o ‘Meinha’ sempre faz um carro muito bom para a corrida, um carro que é competitivo, e não deu outra”, afirmou Maurício, novo líder do campeonato.

O pódio da Corrida 2: Ricardo Maurício entre Rafael Suzuki e Gaetano Di Mauro
(Duda Bairros/Stock Car)

Para Casagrande, o fim de semana foi muito importante em termos de luta pelo título.

O campeão de 2021 “pegou um elevador” na tabela do campeonato ao subir de décimo para a segunda colocação.

O piloto entende que Interlagos traduziu uma performance comparável ao ano em que Gabriel foi campeão da Stock Car.

“Foi muito bom. Estou muito feliz por poder voltar a vencer e a estar no pódio. Só tenho a agradecer à minha equipe por ter me dado um carro sensacional. Consegui até poupar um pouco na primeira corrida para ter um bom desempenho na segunda e marcar pontos preciosas. Saímos de décimo no campeonato e subimos para segundo. Voltamos ao ritmo que tínhamos nas corridas de 2021 e, quem sabe, não estamos aos bons tempos de disputar o título. Tenho certeza que vamos brigar lá na frente”, salientou Casagrande.

Casagrande voltou a vencer e ficou ao lado de César Ramos e Gui Salas no pódio
(Duda Bairros/Stock Car)

A próxima etapa da temporada 2023 da Stock Car será realizada dentro de quatro semanas.

Será o regresso da categoria ao seu berço, o Autódromo de Tarumã, em Viamão, na Grande Porto Alegre (RS), onde a Pro Series largou pela primeira vez há 44 anos.

A terceira rodada do campeonato está marcada para os dias 20 e 21 de maio.

Stock Car Pro Series, etapa 2, Interlagos, Corrida 1:
1º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze), 18 voltas em 32min31s276
2º – Guilherme Salas (KTF Racing/Chevrolet Cruze)
3º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla)
4º – Gaetano Di Mauro (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze)
5º – Enzo Elias (Crown Racing/TMG/Chevrolet Cruze)
6º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze)
7º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla)
8º – Felipe Fraga (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze)
9º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze)
10º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla)
11º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla)
12º – Marcos Gomes (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze)
13º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze)
14º – Cacá Bueno (KTF Sports/Chevrolet Cruze)
15º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze)
16º – Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze)
17º – Tony Kanaan (Texaco Racing/Toyota Corolla)
18º – Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla)
19º – Lucas Foresti (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze)
20º – Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze)
21º – Raphael Teixeira (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla)
22º – Dudu Barrichello (Mobil Ale /Toyota Corolla)
23º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla)
24º – Rafael Martins (Crown Racing/TMG/Toyota Corolla)
25º – Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze)
26º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze)
27º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze)
28º – Sergio Jimenez (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla)
29º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze)

Não completou
Gianluca Petecof (Full Time Sports/Toyota Corolla)

Desclassificado
Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze)

Corrida 2:
1º – Ricardo Maurício (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze), 17 voltas em 32min10s454
2º – Rafael Suzuki (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze)
3º – Gaetano Di Mauro (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze)
4º – Rubens Barrichello (Mobil Ale/Toyota Corolla)
5º – Felipe Baptista (KTF Racing/Chevrolet Cruze)
6º – Gabriel Casagrande (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze)
7º – Bruno Baptista (RCM Motorsport/Toyota Corolla)
8º – Cesar Ramos (Ipiranga Racing/Toyota Corolla)
9º – Thiago Camilo (Ipiranga Racing/Toyota Corolla)
10º – Denis Navarro (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze)
11º – Daniel Serra (Eurofarma RC/Chevrolet Cruze)
12º – Lucas Foresti (A.Mattheis-Vogel/Chevrolet Cruze)
13º – Cacá Bueno (KTF Sports/Chevrolet Cruze)
14º – Rafael Martins (Crown Racing/TMG/Toyota Corolla)
15º – Guilherme Salas (KTF Racing/Chevrolet Cruze)
16º – Lucas Kohl (Hot Car Competições/Chevrolet Cruze)
17º – Ricardo Zonta (RCM Motorsport/Toyota Corolla)
18º – Raphael Teixeira (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla)
19º – Tony Kanaan (Texaco Racing/Toyota Corolla)
20º – Felipe Fraga (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze)
21º – Átila Abreu (Pole Motorsport/Chevrolet Cruze)
21º – Dudu Barrichello (Mobil Ale /Toyota Corolla)
23º – Marcos Gomes (Cavaleiro Sports/Chevrolet Cruze)

Não completaram
Allam Khodair (Blau Motorsport/Chevrolet Cruze)
Felipe Massa (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze)
Rodrigo Baptista (KTF Sports/Chevrolet Cruze)
Sergio Jimenez (Scuderia Chiarelli/Toyota Corolla)
Matías Rossi (Full Time Sports/Toyota Corolla)

Não largou
Gianluca Petecof (Full Time Sports/Toyota Corolla)

Desclassificados
Enzo Elias (Crown Racing/TMG/Chevrolet Cruze)
Julio Campos (Lubrax Podium/Chevrolet Cruze)

Classificação do campeonato depois de duas etapas:
1º – Ricardo Maurício, 70 pontos
2º – Gabriel Casagrande, 66
3º – Bruno Baptista, 64
4º – Gaetano Di Mauro, 54
5º – Daniel Serra, 53
6º – Rubens Barrichello, 53
7º – Thiago Camilo, 51
8º – Ricardo Zonta, 41
9º – Denis Navarro, 41
10º – Guilherme Salas, 39
11º – Cesar Ramos, 38
12º – Marcos Gomes, 36
13º – Felipe Fraga, 32
14º – Felipe Baptista, 30
15º – Nelson Piquet Jr., 28
16º – Lucas Foresti, 26
17º – Allam Khodair, 22
18º – Rafael Suzuki, 20
19º – Enzo Elias, 17
20º – Matías Rossi, 17
21º – Cacá Bueno, 17
22º – Lucas Kohl, 15
23º – Dudu Barrichello, 14
24º – Julio Campos, 13
25º – Sergio Jimenez, 9
26º – Átila Abreu, 8
27º – Rafael Martins, 7
28º – Tony Kanaan, 6
29º – Felipe Massa, 5
30º – Rodrigo Baptista, 4
31º – Raphael Teixeira, 3
32º – Gianluca Petecof, 3

STOCK CAR PRO SERIES
Etapa / Data / Local
3ª – 21/05 – Tarumã (RS)
4ª – 18/06 – Cascavel (PR)
5ª – 09/07 – Interlagos (SP)
6ª – 06/08 – Velocitta (SP)
7ª – 27/08 – Goiânia (GO)
8ª – 17/09 – Velopark (RS)
9ª – 08/10 – Buenos Aires (Argentina)
10ª – 29/10 – Velocitta (SP)
11ª – 26/11 – Brasília (DF)
12ª – 17/12 – Interlagos (SP)

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BRB Fórmula 4 abre temporada com vencedores inéditos em Interlagos

A temporada 2023 do BRB Fórmula 4 Brasil Credenciado pela FIA começou oficialmente neste sábado (22 de abril), no Autódromo de Interlagos, com as duas primeiras corridas do campeonato.

Os dois pilotos que subiram ao topo do pódio trazem na bagagem um ano de experiência na mais nova categoria-escola do automobilismo nacional, mas ainda não haviam vencido.

Isso até hoje. Porque Vinícius Tessaro (Cavaleiro Sports) e Nelson Neto (Oakberry Bassani F4) subiram ao topo do pódio pela primeira vez na Fórmula 4 Brasil.

(Duda Bairros/Vicar)

(Duda Bairros/Vicar)

 

 

 

 

 

 

 

Na primeira prova do dia, realizada no período da manhã, Tessaro aproveitou a condição de pole position para manter a dianteira e seguir liderança desde o início da corrida.

Luan Lopes e Álvaro Cho, da TMG Racing, vieram logo atrás e completaram o primeiro pódio do campeonato.

Entre os pilotos que estreiam em 2023 na F-4 Brasil, Matheus Comparatto foi o melhor colocado, em quarto com o carro da Oakberry Bassani F4. E Nelson Neto, também da Bassani, foi o quinto.

Com 17 anos, o goiano nascido em Formosa destacou o feito inédito na categoria depois de ter ido sete vezes ao pódio em 2022.

“Sensação indescritível. Bati na trave várias vezes no ano passado, e logo na primeira corrida da temporada já deu tudo certo e conquistamos a vitória. Só tenho a agradecer a Deus por esse dia incrível, e mérito também da equipe pelo trabalho e pelo carro impecável”, comemorou Tessaro.

Goiano de 17 anos abriu o campeonato com vitória em Interlagos
(Marcelo Machado de Melo/Vicar)

 Com somente 16 anos, Nelson Neto tinha até então na categoria, como melhor resultado ano passado, um quarto lugar, também em Interlagos. 

Já na primeira etapa da temporada 2023, Neto marcou seu primeiro pódio, e logo no topo.

“É muito gratificante subir aqui. Na largada, estava tudo certo sobre o que queria fazer e foi só conduzir a corrida. Depois tive algumas disputas com o Álvaro Cho, e é muito bom cruzar a linha de chegada e poder tirar esse peso das costas”, comemorou o vencedor.

A primeira vitória: Nelson Neto triunfou na Corrida 2, no fim da tarde
(Duda Bairros/Vicar)

Álvaro Cho faturou seu segundo pódio em duas corridas e finalizou logo atrás do vencedor, enquanto Mateus Callejas se destacou com o terceiro lugar, marcando um top-3 na sua estreia no BRB Fórmula 4 Brasil, depois de só ter andado com o carro em testes nos últimos dias.

“Comecei a treinar semana passada, então é muito bom porque tenho muito menos experiência aqui. E sinto que isso só vai melhorar”, disse Mateus, que completou 15 anos exatamente neste sábado.

Com Cho na pole, a categoria completa a primeira etapa do campeonato no domingo, na última prova do fim de semana em Interlagos, a partir de 14h35, também com 25 minutos mais uma volta, fechando um dia repleto de velocidade, com Stock Car e a Stock Series também acelerando no principal palco do esporte a motor nacional.

As provas do BRB Fórmula 4 Brasil Credenciado pela FIA vão ao ar pelo BandSports, Twitch da Tribo do Gaules, canal oficial da categoria no YouTube, Motorsport.tv, Portal High Speed Channel e Twitch do streamer Victor Ludgero.

Álvaro Cho faturou dois pódios neste sábado
(Duda Bairros/Vicar)

No dia do aniversário de 15 anos, Mateus Callejas faturou dois troféus
(Duda Bairros/Vicar)

 

 

 

 

 

 

 

 

BRB Fórmula 4 Brasil, etapa 1, Interlagos, Corrida 1:
1º – Vinícius Tessaro (Cavaleiro Sports), 17 voltas em 27min40s878
2º – Luan Lopes (TMG Racing), a 0s626
3º – Álvaro Cho (TMG Racing), a 9s984
4º – Matheus Comparatto (Oakberry Bassani F4), a 13s151
5º – Nelson Neto (Oakberry Bassani F4), a 21s940
6º – Arthur Pavie (Oakberry Bassani F4), a 22s287
7º – Mateus Callejas (Cavaleiro Sports), a 25s351
8º – Alexandre Machado (Oakberry Bassani F4), a 38s021
9º – Lucca Zucchini (Cavaleiro Sports), a 49s353
10ª – Cecília Rabelo (Cavaleiro Sports), a 1 volta
11ª – Rafaela Ferreira (TMG Racing), a 1 volta
12º – João Tesser (TMG Racing), a 1 volta

Corrida 2:
1º – Nelson Neto (Oakberry Bassani F4), 11 voltas em 20min19s452
2º – Álvaro Cho (TMG Racing), a 1s599
3º – Mateus Callejas (Cavaleiro Sports), a 2s690
4º – João Tesser (TMG Racing), a 5s366
5º – Matheus Comparatto (Oakberry Bassani F4), a 6s530
6ª – Rafaela Ferreira (TMG Racing), a 6s892
7º – Luca Zucchini (TMG Racing), a 7s937
8º – Arthur Pavie (Oakberry Bassani F4), a 24s983
9º – Vinícius Tessaro (Cavaleiro Sports), a 28s664
10ª  – Cecília Rabelo (Cavaleiro Sports), a 38s939

Não completou
Luan Lopes (TMG Racing), a 10 voltas

Desclassificado
Alexandre Machado (Oakberry Bassani F4)

Programação em Interlagos
Domingo, 23 de abril
08h35 – Stock Series – Corrida 2 (20 minutos + 1 volta)
09h15 – Stock Series – Corrida 3 (25 minutos + 1 volta)
10h10 – Visitação aos Boxes
12h10 – Stock Car Pro Series – Corrida 1 (30 minutos + 1 volta)
12h50 – Stock Car Pro Series – Corrida 2 (30 minutos + 1 volta)
14h35 – BRB Fórmula 4 Brasil – Corrida 3 (25 minutos + 1 volta)

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Jaguar TCS Racing se prepara para corrida com rodada dupla em Diriyah

A Jaguar TCS Racing volta as pistas nesta sexta-feira, 27, e no sábado, 28 de janeiro, com a primeira rodada dupla do pelo Campeonato Mundial de Fórmula E da ABB FIA de 2023, realizada na Arábia Saudita.  

O E-Prix de Diriyah guarda memórias positivas para o piloto Sam Bird, que garantiu vitórias em 2019 e 2021, além da volta mais rápida em 2022, enquanto Mitch Evans também conquistou um pódio neste circuito.

A dupla tem como objetivo aproveitar ao máximo de seus carros, o novo Jaguar I-TYPE 6, e todo o desempenho obtido pela equipe na Cidade do México, corrida de estreia da temporada. 

“Após conseguir o oitavo lugar na rodada de abertura da temporada, estou me sentindo ainda mais motivado para terminar entre os primeiros e marcar mais pontos. Sei que o Jaguar I-TYPE 6 tem muito ritmo e eficiência e trabalhei em estreita colaboração com a equipe para me preparar para os desafios que Diriyah trará”, diz Mitch Evans, piloto da Jaguar TCS Racing.

Mitch Evans, piloto da Jaguar TCS Racing

“Tenho boas lembranças de competir no E-Prix de Diriyah, já que venci a corrida duas vezes antes e atualmente detenho o recorde da volta mais rápida, que garanti no ano passado. Embora o resultado na Cidade do México tenha sido decepcionante, aprendemos e estou confiante para as próximas duas rodadas. É a minha 100ª corrida na Fórmula E e quero marcar isso com um bom resultado”, diz Sam Bird, piloto da Jaguar TCS Racing.

Sam Bird, piloto da Jaguar TCS Racing

Reunindo o antigo e o novo, a cidade histórica de Diriyah, patrimônio da UNESCO, sediará as corridas elétricas de alta velocidade da Fórmula a partir das 20:00, horário local, na noite desta sexta-feira.

Com a cidade inundada pela escuridão, o circuito de pista de 2,49 km será iluminado usando tecnologia LED alimentada por fontes renováveis, apresentando a Fórmula E como o primeiro esporte de carbono zero. 

Totalmente diferente da etapa no México, as rodadas na Arábia Saudita vão exigir muito das equipes de navegação para enfrentar um circuito de rua desafiador com 21 curvas complicadas e níveis de aderência imprevisíveis ao longo das 39 voltas.

O primeiro E-Prix de Diriyah também irá marcar a centésima corrida de Fórmula E para Sam Bird, que competiu em todas as temporadas da Fórmula E e só perdeu duas corridas nas nove temporadas.

“Estamos ansiosos por voltar à pista para duas emocionantes corridas noturnas em Diriyah esta sexta-feira e sábado. Este é um circuito de rua formidável, um verdadeiro teste para piloto e carro e ainda mais memorável quando corremos à noite. A corrida de abertura na Cidade do México nos mostrou o quão competitiva é a nova era Gen3 da Fórmula E. Com três Jaguares, incluindo o nosso cliente Envision Racing, entre os dez primeiros vimos alguns sinais positivos do potencial para a próxima temporada. Nosso objetivo é aproveitar esse potencial e faremos tudo o que pudermos para extrair o melhor desempenho possível do nosso Jaguar I-TYPE 6”, diz James Barclay, chefe de equipa da Jaguar TCS Racing.

A Jaguar TCS Racing está entrando na temporada de 2023 tendo sido recentemente premiada com a Acreditação Ambiental de Três Estrelas da FIA, a classificação mais alta possível.

Isso confirma que a equipe demonstra as melhores práticas e o compromisso com a gestão ambiental, enquanto se esforça continuamente para melhorar os processos existentes.

A Jaguar retornou às corridas em outubro de 2016, tornando-se o primeiro fabricante de luxo a se juntar à série de corridas de rua ABB FIA Formula E Championship totalmente elétrica.

Na oitava temporada, Mitch Evans terminou como vice-campeão na classificação dos pilotos, seu resultado de maior sucesso na campanha da Jaguar TCS Racing na Fórmula E.

Em 2022, a Jaguar TCS Racing terminou em quarto lugar na classificação das equipes, com sete pódios, quatro vitórias, uma pole position, uma volta mais rápida e 231 pontos marcados, a maior conquista de pontos da equipe até o momento.

O neozelandês Mitch Evans terminou a temporada passada como vice-campeão, com Sam Bird em décimo terceiro lugar geral na classificação dos pilotos.

Além de seu conceito totalmente elétrico, a Fórmula E é única no automobilismo por sua diversidade de corridas em diversas partes do mundo.

O campeonato de 2023 acontece em circuitos de rua no centro das principais cidades do mundo, incluindo Cidade do México, Diriyah e Roma, com novos locais, como Hyderabad, Cidade do Cabo e São Paulo.

O final da temporada acontecerá em um fim de semana de corrida de rodada dupla em Londres.

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