Girl Power: dez pilotas brasileiras em busca de sucesso nas pistas

As mulheres, definitivamente, estão com tudo no automobilismo brasileiro.

A cada corrida é visível o aumento da presença feminina no esporte a motor.

Esse crescimento já era nítido em vários ramos de atuação, com as profissionais ocupando posições de direção, comunicação, engenharia, marketing e área comercial.

Mas 2023 indica que chegou a hora de o esporte contar também com várias pilotas.

Das corridas do BRB F-4 Brasil à Stock Series, dos brutos da Copa Truck aos protótipos leves do Dakar, além do kartismo e das pistas de arrancada e drift, as mulheres têm obtido um destaque crescente no Brasil.

Exemplo importante foi a vitória histórica de Aurélia Nobels, revelada no BRB F-4 Brasil, no FIA Girls on Track – Rising Stars.

O processo seletivo promovido pela entidade em conjunto com a Ferrari Driver Academy em novembro do ano passado.

A novidade mais recente é a chegada de Bruna Dias à Turismo Nacional, categoria que reúne os carros mais vendidos no Brasil.

A mineira de 29 anos vai estrear no Autódromo de Tarumã, em Viamão (RS), na Grande Porto Alegre, nos dias 26 a 28 de maio.

Confira abaixo o perfil das principais pilotas atualmente em ação nas pistas do Brasil:

Antonella Bassani
Idade: 16 anos
Naturalidade: Concórdia (SC)
Grid atual: Porsche Carrera Cup Brasil
Destaques: Primeira mulher a marcar a pole position na categoria (Sprint Challenge) no Velocitta; pilota integra programa ‘Young Racing Academy’, em iniciativa da marca para promover novos talentos; duas vezes finalista do FIA Girls on Track – Rising Stars.

Antonella Bassani foi a primeira mulher na pole position no Velocitta

Bia Figueiredo
Idade: 38 anos
Naturalidade: Taboão da Serra (SP)
Grid atual: Copa Truck
Destaques: Primeira pilota brasileira a disputar as 500 Milhas de Indianápolis; venceu corrida da Indy Lights (em Nashville); disputou seis temporadas na Stock Car, com um top-4 como melhor resultado; marcou pole position na Copa Truck, categoria Super Truck, em segunda prova na categoria.

Bia Figueiredo é um dos expoentes no automobilismo entre as mulheres no Brasil
(Duda Bairros/Vanderley Soares/ Copa Truc)

Bruna Dias
Idade: 29 anos
Naturalidade: Coromandel (MG)
Grid atual: Turismo Nacional – categorias B e ‘Rookie’
Destaques: Disputou o Brasileiro de Turismo 1.4 entre 2021 e 2022. No ano passado, fez dupla com a também pilota Gabi Moraes nas Três Horas de Goiânia.

Bruna Dias é a nova pilota da Turismo Nacional e vai estrear em Tarumã
(Arquivo Pessoal)

Bruna Tomaselli
Idade: 25 anos
Naturalidade: Caibi (SC)
Grid atual: Stock Series
Destaques: Estreou com top-5 geral em prova da etapa de abertura da Stock Series 2023; competiu na W Series nas duas últimas temporadas, conquistando dois top-5. Jà triunfou em corrida na Endurance Brasil, na classe P3.

Bruna Tomaselli fez sua estreia na Stock Series em Interlagos
(Duda Bairros/Stock Car)

Cecilia Rabelo
Idade: 15 anos
Naturalidade: Varginha (MG)
Categoria atual: BRB Fórmula 4 Brasil
Destaques: Presença em campeonatos de kart nas categorias Rotax Max e Sprinter, participação na oitava etapa da temporada 2022 da Fórmula Delta, em Goiânia.

A mineira Cecília Rabelo, de 15 anos, está no grid da F-4 Brasil nesta temporada
(Duda Bairros/Vicar)

Débora Rodrigues
Idade: 54 anos
Naturalidade: Bela Vista do Paraíso (PR)
Categoria atual: Copa Truck
Destaques: Dona de uma longeva carreira de quase 25 anos correndo de caminhão, Débora acumula pódios na Copa Truck, onde acelera desde 2017.

A experiente Débora Rodrigues

Kaká Magno
Idade: 34 anos
Naturalidade: Curitiba (PR)
Categoria atual: Stock Series
Destaques: No kartismo, foi vice-campeã da Copa Paraná, vice-campeã do Sul Brasileiro de Kart, vice-campeã da Copa São Paulo Interior. Competiu na Fórmula 4 Sul-Americana, Mercedes-Benz Challenge, Fórmula Inter, Wolf Racing Cars, EuroNascar. Representou o Brasil no FIA Motorsport Games, em Paul Ricard, no ano de 2022.

Com experiência na Europa, Kaká Magno debutou na divisão de acesso à Stock Car
(Duda Bairros/Stock Car)

Pâmela Bozzano
Idade: 33 anos
Naturalidade: Ituporanga (SC)
Grid em 2023: Dakar
Destaques: Primeira pilota brasileira a disputar o Dakar, em 2023; campeã da categoria UTV 3 no Rally dos Sertões 2022.

Pâmela Bozzano é a primeira mulher brasileira a pilotar no Dakar

Rafaela Ferreira
Idade: 18 anos
Naturalidade: Criciúma (SC)
Grid atual: BRB Fórmula 4 Brasil
Destaques: Primeira mulher pole position na Copa Brasil de Kart (Categoria F4 Graduados A); Premiada por desempenho por ter sido a melhor colocada entre 15 e 18 anos no Brasileiro de Kart com teste no carro da Fórmula 4 Brasil; campeã sul-catarinense de kart em 2020.

Rafaela Ferreira chegou ao grid do BRB Fórmula 4 Brasil após êxito no kartismo
(Duda Bairros/Vicar)

Thaline Chicoski
Idade: 28 anos
Naturalidade: Campo Mourão (PR)
Grid atual: Copa Shell Hyundai HB20 e AMG Cup Brasil
Destaques: Quarta temporada seguida na Copa Shell Hyundai HB20; bicampeã paranaense de kart (2011, 2014)

A paranaense Thaline Chicoski na Copa Shell HB20 em Goiânia (GO)

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Dakar: Moraes segue em duelo com Loeb e agora é 3º colocado

Um dos pontos altos da 45ª edição do Rally Dakar, que se encerra no próximo domingo na Arábia Saudita, o duelo entre o estreante brasileiro Lucas Moraes e o nove vezes campeão mundial de rally Sébastien Loeb teve mais um lance dramático nesta sexta-feira, quando foi realizada a 12ª etapa da prova, no deserto Empty Quarter.

(Victor Eleutério/Fotop)

Ao desviar de uma moto que estava caída no trajeto, o piloto brasileiro acabou perdendo velocidade e viu o Toyota GR DKR Hilux da equipe Overdrive atolar em um “funil”, encontro de duas dunas, no jargão da modalidade.

“Perdemos bastante tempo tirando o carro dali”, resume ele, que disputa a categoria principal do maior rally do mundo, a dos carros. O incidente custou tempo precioso a Moraes e ao navegador alemão Timo Gottschalk, que acabaram o dia na 10ª colocação.

“Eu fui desviar de uma moto caída na duna, em um funil, e nessa desviada o carro perdeu embalo e não deu para chegar ao topo. Então, o carro atolou, porque a areia era muito fofa. Ali, depois que atola, a roda patina e afunda mais. Mas, faz parte do aprendizado. Pilotar em dunas requer “horas de voo” e eu ainda não tinha tido essa aula de hoje”, brinca Moraes.

(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

O dia foi marcado por outra vitória do Prodrive Hunter T1+ do francês Sébastien Loeb e do belga Fabian Lurquin, que agora ocupam a vice-liderança geral da prova, apenas 2min01s à frente de Moraes, que caiu de segundo para terceiro na classificação.

A liderança do Dakar até aqui é da dupla Nasser Al-Attiyah (Qatar)/Mathieu Baumel (França), com um Toyota GR DKR Hilux da equipe oficial de fábrica.

Em quarto na geral está a dupla formada pelo campeão do Dakar 2009, o sul-africano Giniel de Villiers, que utiliza outro Toyota GR DKR Hilux da equipe de fábrica. Juntamente com seu conterrâneo, o navegador Dennis Murphy, Villiers tem uma desvantagem de 52min50 em relação a Moraes/Gottschalk.

O Brasil também colhe bons resultados em outras categorias. Na Protótipos Leves, o navegador Gustavo Gugelmin e o piloto norte-americano Austin Jones mantiveram a liderança geral, depois de terminar a etapa do dia em quinto.

Entre os quadriciclos, Marcelo Medeiros venceu a especial, passando a ocupar agora a 10ª colocação na sua categoria.

A especial de hoje percorreu 191km, com largada e chegada em Shaybah, já no sudoeste da Arábia Saudita. Esta matéria foi fechada considerando os resultados da prova disponíveis às 12h de Brasília (18h no horário local).

Lucas Moraes no cockpit de seu Toyota GR DKR Hilux

12ª Especial, 191km, saída e chegada em Shaybah
1. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+), 1h56min21s
2. Mattias Ekström/Emil Bergkvist (Audi RS Q e-tron) +3min19s
3. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux) +3min31s
4. Guerlain Chicherit/Alex Winocq (Prodrive Hunter T1+) +7min13s
5. Jakub Przygoński/Armand Monleón (Mini John Cooper Works Plus) +8min2s
6. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +8min59s
7. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +9min58s
8. Yazeed Al-Rajhi/Dirk Von Zitzewitz (Toyota Hilux Overdrive) +10min46s
9. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +11min34s
10. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +11min38s

Classificação geral após doze especiais
1. Nasser Al-Attiyah/Mathieu Baumel (Toyota GR DKR Hilux), 41h16min25s
2. Sébastien Loeb/Fabian Lurquin (Prodrive Hunter T1+) +1h27min10s
3. Lucas Moraes/Timo Gottschalk (Toyota Hilux Overdrive) +1h29min11s
4. Giniel de Villiers/Dennis Murphy (Toyota GR DKR Hilux) +2h22min21s
5. Henk Lategan/Brett Cummings (Toyota GR DKR Hilux) +2h34min21s
6. Martin Prokop/Viktor Chytka (Ford Raptor RS Cross Country) +3h0min26s
7. Brian Baragwanath/Leonard Cremer (Century CR6-T) +3h34min23s
8. Wei Han/Li Ma (SMG HW2021) +4h11min38s
9. Mathieu Serradori/Loic Minaudier (Century CR6-T) +4h17min38s
10. Juan Cruz Yacopini/Daniel Oliveras Carreras (Toyota Hilux Overdrive) +4h17min53s

 

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Dakar: o lado feminino do maior desafio do mundo

Em 2023, a imprensa brasileira marca presença na 45ª edição do Rally Dakar somente com a repórter Letícia Datena.

Não há outros jornalistas do país acompanhando a prova, que reúne no total competidores de 68 nacionalidades na Arábia Saudita.

Curiosa e apaixonada pelo esporte, Letícia deu de cara com uma realidade que não esperava: a forte presença feminina no maior desafio do mundo, que vem sendo disputado desde o dia 31 de dezembro nos desertos daquela região do Oriente Médio.

“Ao todo, são 51 atletas espalhadas em seis categorias. Eu acho sensacional que cada vez mais mulheres estejam se aventurando na versão mais radical de um esporte extremamente físico, como é o rally cross-country. Pilotos e navegadores correm em média 400km por dia em pleno deserto, escalando dunas de até 300m. Terminam o dia literalmente moídos. Além de estar bem preparado, é preciso ter coragem. E isso nós, mulheres, temos de sobra. O Dakar vai cruzar uns 8.500km até o final da corrida, no dia 15 de janeiro. Nós já andamos cerca de 70% disso. É uma prova que judia da gente, precisa realmente amar velocidade para correr um Dakar. E as mulheres adoram esse desafio. Ter 51 delas aqui me diz que estamos chegando com força, o rally já é nosso território também”, conclui a repórter, filha do apresentador José Luis Datena, que faz a cobertura do evento pela TV Band e revista Forbes.

O piloto brasileiro Lucas Moraes e a jornalista Letícia Datena no Dakar 2023

As mulheres, na verdade, já registraram grandes momentos na trajetória do Dakar, o que chama a atenção agora é a quantidade e a disposição de brigar de igual para igual com os marmanjos de todas as categorias.

Mas, já em 2001, a alemã Jutta Kleinschimidt mostrou o caminho vencendo a prova na categoria principal, a dos carros, ao lado do navegador e conterrâneo Andreas Schulz.

“Aqui, todo mundo sabe que as mulheres vieram pra ganhar. Como é o caso dos homens, algumas possuem currículos fantásticos no rally e outras estão em evolução. Mas de maneira geral elas estão aqui para conquistar o título máximo do nosso esporte, que é vencer essa prova. Todos os dias, no Dakar, temos provas de que talento não tem sexo, idade ou cor de pele. Essa é uma das magias dessa competição”, diz o brasileiro Lucas Moraes, que vem sendo a principal revelação do Dakar 2023.

Pâmela e Sachs em ação durante etapa do Dakar 2023
(Magnus Torquato/Fotop)

Em 2023, a catarinense Pâmela Bozzano, de 33 anos, se tornou a primeira mulher do Brasil a competir no Dakar como piloto.

A bordo de um Can-Am Maverick X3 da categoria Protótipos Leves, ela cruza os desertos da Arábia ao lado do navegador Carlos Sachs. Ex-atleta de marcha atlética, Pâmela iniciou no rally por brincadeira em 2020, influenciada pelo marido, Ênio Bozzano.

“Meu esposo me perguntou se não queria ser navegadora dele. Eu gostei da ideia, mas logo percebi que queria acelerar, frear… pilotar mesmo. Ele gostou da ideia, me incentivou e arrumou um carro pra testar. Tempos depois fomos para o Jalapão, um deserto no Tocantins, disputar minha primeira corrida”, conta Bozzano.

Pâmela levou a sério o convite, se destacou e conquistou bons resultados. Em 2022, venceu o Rally RN1500, um dos mais tradicionais do país, e também o Rally Jalapão, ambos na subcategoria de UTVs na qual competiu.

Mas a maior conquista foi a vitória na classe UTV3 do Rally dos Sertões e com Ênio na função de navegador. Na Argentina, Pâmela ainda foi segunda colocada no competitivo SARR (South American Rally Race) e quinta na classificação geral dos UTVs.

Mas a primeira brasileira a competir no Dakar foi a jornalista Leilane Neubarth, que em 1999 foi a navegadora na tripulação do caminhão conduzido por André Azevedo, ao lado do mecânico tcheco Tomas Tomecek.

O trio obteve duas vitórias em especiais e chegou ao terceiro lugar na categoria caminhões do Dakar daquela temporada.

Pâmela Bozzano e o navegador Carlos Sachs diante do Can-Am Maverick X3
(Vinícius Branca/Fotop)

Entre as 51 mulheres inscritas no Dakar, a maior delegação é da França com 12 representantes.

Na atual edição, as principais estrelas são as espanholas Cristina Gutierrez, que se tornou a primeira mulher a vencer uma especial no Dakar desde Kleinschmidt, e Laia Sanz, que é dona do melhor resultado de uma mulher nas motos no Dakar, um nono lugar em 2015. Gutierrez foi terceira colocada entre os UTVs no ano passado.

As duas correm paralelamente no Extreme E, competição de rally de carros elétricos no qual as equipes são divididas com um piloto masculino e outro feminino.

Gutierrez tem feito bonito: é a campeã de 2022 da Extreme E, ao lado do lendário francês Sebastien Loeb. Ambos competiram pelo time de Lewis Hamilton, o X44.

Sachs, Pâmela e Moraes posam ao lado do símbolo do Dakar antes da largada
(Marcelo Machado de Melo/Fotop)

51 Mulheres no Dakar 2023

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Carros (Pilotos): Laia Sanz (Espanha), Andrea Lafarja (Paraguai), Magdalena Zajak (Polônia)
Carros (Navegadoras): Monica Plaza Vazquez (Espanha), Valerie Panagiotis (França), Tessa Rooth (Holanda)
Protótipos Leves (Pilotos): Cristina Gutierrez (Espanha), Annett Fischer (Alemanha), Camelia Liparoti (Itália), Dania Akeel (Arábia Saudita), Mashael Alobaidan (Arábia Saudita), Merce Martin (Espanha), Anja Van Loon (Holanda), Aliyyah Koloc (Emirados Árabes Unidos), Pâmela Bozzano (Brasil), Patricia Pita Gago (Uruguai)
Protótipos Leves (Navegadoras): Annie Seel (Suécia), Lisette Bakker (Holanda), Delphine Delfino (França)
Caminhões (Navegadoras): Marije van Ettekoven (Holanda), Margot Llobera (Andorra), Susana Hernando Ines (Espanha), Syndiely Wade (Senegal)
UTVs de Produção (Pilotos): Molly Taylor (Austrália) e Rebecca Busi (Itália)
UTVs de Produção (Navegadoras): Valentina Pertegarini (Argentina), Rosa Romero Font (Espanha), Giulia Maroni (Itália)
Clássicos (Pilotos): Valentina Casella (Itália), Olga Rouckova (República Tcheca), Sandra Riviere (França)
Clássicos (Navegadoras): Anne Galpin (França), Mercedes Montamarta (Espanha), Julie Verdaguer (França), Monica Buonamano (Itália), Jacobine Kamp-Noordsij (Holanda), Corinne Berteloot (França), Audrey Rossat (França), Faiza Maillard (França), Magali Barlerin Simonot (França), Claire Deygas (França), Corinne Cupers (França), Sonia Ledesma Gomez (Espanha), Alexia Giugni (Itália), Lidia Ruba (Espanha), Simona Morosi (Itália), Marie-Noelle Malsergent (França) e Andrea Cadei (Itália)

Veículos conduzidos por tripulações 100% femininas

Motos: Mirjam Pol (Holanda), Sandra Gomez Cantero (Espanha), Kristen Landman (África do Sul)
Protótipos Leves: Annett Fischer (Alemanha)/Annie Seel (Suécia) e Merce Martin (Espanha)/Lisette Bakker (Holanda)
UTVs de Produção: Rebecca Busi (Itália)/Giulia Maroni (Itália)
Clássicos: Valentina Casella (Itália)/Monica Buonamano (Itália)

 

 

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