Citroën comemora 20 anos do C3 Pluriel

A Citroën comemora o 20º aniversário do C3 Pluriel, o único de sua categoria no mundo.

Lançado em maio de 2003, o icônico hatch de três portas teve 115.097 unidades produzidas na fábrica de Villaverde (Espanha) ao longo de sete anos.

O C3 Pluriel é um carro único, se apoiando no sucesso e versatilidade do recém-lançado C3.

A carroceria do Pluriel foi preparada para que seus ocupantes tenham o mesmo nível de segurança em qualquer configuração.

Tudo isso com a mesma qualidade do modelo do qual derivava.

Por dentro, todo o conforto com quatro assentos individuais e sofisticado isolamento acústico e térmico, tudo em um veículo altamente original.

Com seu amplo para-brisa e janelas de proporções generosas, o C3 Pluriel oferecia uma visão panorâmica em todas as suas configurações.

E os encostos de cabeça abertos proporcionavam excelente visibilidade, ao mesmo tempo em que contribuíam para o design original do carro.

Com esse novo veículo, a Citroën reforçava seu foco em inovação acessível.

O resultado começou já em 2003, quando ele ganhou o título de Conversível do Ano.

Um prêmio que brilha ainda mais ao considerarmos que o vencedor também podia ser um hatch ou mesmo uma picape.

O C3 Pluriel foi inspirado no conceito Pluriel, que foi apresentado no Salão do Automóvel de Frankfurt (Alemanha) em 1999.

Após o sucesso com o público, a Citroën buscou fazer a transição do conceito para o veículo de produção.

Mas isso sem perder o caráter original e fazendo o mínimo possível de concessões.

Para fazer isso, cerca de 150 pessoas trabalharam juntas no desenvolvimento de soluções técnicas que reunissem o maior número possível de opções em um único veículo.

Com o C3 Pluriel, a Citroën deu mais um passo à frente, ampliando os limites da modularidade automotiva.

O modelo veio em uma gama sem precedentes de variações, com um total de cinco opções.

Em sua configuração original, destacavam-se suas linhas fluidas e volumes generosos.

Ao abrir o teto, a cabine ficava panorâmica, criando uma sensação de ar livre. 

Graças à capota flexível, ele se transformava rapidamente em um conversível.

Essa configuração destaca os arcos e mostra a verdadeira personalidade do C3 Pluriel, criando a sensação de liberdade.

Ao remover os arcos, o C3 Pluriel adotava um estilo spider, configuração inesperada que enfatiza as linhas puras desse modelo.

Por fim, sem os arcos e rebatendo os assentos traseiros, o C3 Pluriel pode ser convertido em uma picape spider com apenas dois bancos e uma caçamba aberta.

Essa ampla variedade de opções deu ao carro uma personalidade única que se adaptava a todos os seus caprichos.

Um carro para uma aventura de um dia inteiro.

Versátil, o veículo foi o foco de várias campanhas da Citroën.

Uma delas foi um evento realizado em junho de 2003, no qual o C3 Pluriel foi o assunto da cidade.

A marca organizou um festival de curtas-metragens de cinco dias no Parvis de la Défense, chamado de “Courts Singuliers, Courts Pluriels”.

Na forma de um cinema drive-in, 20 versões e configurações distintas do C3 Pluriel foram exibidas no pátio: os visitantes podiam entrar, sentar e assistir a um curta-metragem.

Outra ideia marcante da Citroën foi a de casar-se em um C3 Pluriel.

De março a outubro de 2004, a marca deu a futuros noivos a chance de pegar emprestado um C3 Pluriel gratuitamente durante o fim de semana de seu casamento.

Esse conceito foi renovado por vários anos e envolveu outros modelos da marca.

Finalmente, o C3 Pluriel prestou homenagem a seus ancestrais.

Em 2008, para marcar o 60º aniversário do 2CV, a Citroën lançou uma edição limitada do C3 Pluriel, o Charleston, em homenagem ao 2CV Charleston, lançado em 1980.

 

 

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Pintura bi-tom: o pioneirismo e as combinações marcantes que dão as caras e as cores na Citroën até hoje

Nicolas Poussin, pintor classicista francês do século XVII, dizia que “as cores na pintura são como chamarizes que seduzem os olhos, como a beleza dos versos na poesia”.

Na Citroën, um desses chamarizes, é a chamada pintura bi-tom, atualmente presente em toda a gama de automóveis de passeio da marca.

O Novo Citroën C3, por exemplo, é o único do segmento a oferecer duas cores de teto. Mas essa história e tendência começou há muito mais tempo.

O Citroën Rosalie, produzido entre 1932 e 1938, já trazia a combinação de duas cores na carroceria.

Duas décadas depois, o modelo que viria se tornar segmento de luxo, o DS, lançou os primeiros bi-tons com a linguagem semelhante ao que conhecemos atualmente: uma cor na carroceria e outra no teto.

Lançado em 1948, o 2CV, considerado um ícone da indústria automobilística, vendeu mais de 3,8 milhões de unidades e foi produzido até 1990.

Inevitavelmente, o modelo precisou se reinventar ao longo dessa trajetória e, nos anos 1970, contou com o talento e a criatividade do pintor Serge Gevin e do publicitário da Citroën na época, Robert Delpire.

Eles apresentaram duas decorações alternativas para o veículo: um nas cores amarelo e preto e outro no branco com um tom de laranja denominado Orange Ténéré. E foi assim que em 1976 surgiu o 2CV Spot.

O que era para ser uma edição limitada de 1.800 unidades acabou caindo no gosto do público, em especial os mais jovens.

Gevin e Delpire resolveram então seguir com a opção bi-tom, lançando o 2CV Charleston, em 1981, e o 2CV Dolly, em 1985.

O sucesso foi tanto que, na publicidade do ano/modelo 1986 do veículo, o destaque não foram os atributos tecnológicos e sim as cores: “Others open up frontiers of technology. We open up paint.” (“Outros abrem fronteiras de tecnologia. Nós abrimos a pintura”, em português).

Desde então, a Citroën traz diversos modelos e aplicações de bi-tom para atrair o consumidor, seja com cores vibrantes, caso da Emerald, utilizada em séries especiais como o C4 RipCurl, seja com tons neutros como o branco e preto, utilizado em modelos de lineup, como o Novo C3.

O que parece apenas um detalhe, trata-se na verdade da personalidade da marca e do estilo do veículo.

A escolha da cor pode destacar ou ocultar determinadas partes do carro, definir sua forma e proporção, acentuar ou suavizar suas linhas e afetar a percepção de velocidade e dinamismo.

A cor escolhida também pode afetar a forma como o veículo é percebido. Cores mais claras, como branco e prata, tendem a ser mais visíveis e podem ser consideradas populares.

Já as mais escuras, como pretos, grafites e azuis escuros, podem transmitir elegância e sofisticação.

Cores vibrantes e brilhantes, como amarelos, vermelhos e laranjas, podem chamar a atenção e serem mais encontradas em modelos com apelo esportivo.

No interior do veículo, as cores escolhidas também têm o potencial de afetar a percepção do seu tamanho e espaço.

Tons claros, por exemplo, podem contribuir para a percepção de um veículo maior e mais espaçoso, enquanto tons escuros tendem a transmitir uma sensação de aconchego, mas que também impactam na percepção de um interior menor.

Com o passar dos anos, as técnicas para a aplicação da pintura bi-tom naturalmente foram evoluindo, mas nem por isso se tornaram menos desafiadoras ou detalhistas.

Até hoje, um dos principais obstáculos é adequar a demanda do estilo e os detalhes específicos de cada modelo. Por se tratar de um processo muito complexo, é necessário aplicar controles rigorosos para garantir qualidade máxima.

De maneira geral, o veículo sai da primeira linha de pintura com a carroceria em uma única cor e recebe então um novo tom em partes, dependendo do modelo: em alguns casos, somente o teto, e em outros, as regiões do porta-malas e das colunas.

Para que esse processo seja feito com sucesso, o veículo pintado recebe uma proteção nas partes que manterão a cor principal e retorna à cabine para receber o segundo tom.

Em seguida ele passa novamente pelos rigorosos controles de qualidade da Citroën para, só então, avançar na linha de montagem.

Uma curiosidade é que, além da manutenção e dos cuidados com esse tipo de pintura serem os mesmos de um veículo com somente uma cor, no caso dos modelos com teto branco a absorção de calor é menor, auxiliando, de certa forma, na manutenção da temperatura interna.

É todo esse conjunto da obra que confere a beleza e o estilo diferenciado de uma marca que está em constante evolução em termos de tecnologia e design.

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Disruptiva, criativa e divertida, publicidade do Citroën 2CV consolidou um legado que perdura até hoje

As campanhas publicitárias da Citroën são marcadas por ousadia, alegria e abordagens fora do padrão da indústria.

Esse conceito, mantido até hoje e presente em nossas campanhas e vídeos de divulgação, é quase tão antigo quanto a própria marca.

Uma das fases mais marcantes dessas propagandas pra lá de criativas ocorreu entre os anos 1960 e 1980, quando a Citroën divulgava da forma mais exótica possível os atributos do icônico 2CV.

 

 

 

 

 

 

 

 

Valia tudo: compará-lo com um carro de luxo, exaltar sua simplicidade ou até deixá-lo lado a lado com um… camelo!

Afinal, a ausência de alguns itens, se para outros carros era um problema, para o 2CV era um dos motivos da sua robustez que conquistou milhões de consumidores pelo planeta.

Nem seu desempenho era um revés: afinal, como uma tartaruga, ele até poderia ser mais lento que um modelo mais caro, mas ele sempre chegava a seu destino e com uma acessibilidade única.

 

 

 

 

 

 

 

 

E para quem acha que o preço do combustível é um problema da atualidade, nos anos 1960, a Citroën destacava o fato de o modelo rodar mais com menos. “O 2CV pode fazer você sorrir porque é divertido de possuir, porque é diferente e porque economiza dinheiro”.

No final dos anos 1980, quando os automóveis lançados vinham cada vez mais modernos, a Citroën, que já contava com diversos atributos tecnológicos em sua gama, preferiu destacar sua inovação no 2CV com as cores das carrocerias, em uma época em que os tons mais sóbrios sobressaíam: “Outros abrem fronteiras de tecnologia. Nós abrimos a pintura”, dizia o anúncio do 2CV 1986.

A alma do negócio – desde sempre

A ousadia e o ineditismo na publicidade fazem parte da Citroën desde o início do século passado.

Durante o Salão do Automóvel de Paris, em 1922, um avião escreveu o nome da marca no céu com fumaça, ao longo de cinco quilômetros.

Três anos depois, a Citroën inovou ao estampar o seu nome em um dos símbolos mais importantes do planeta, a Torre Eiffel. Composta por 250.000 lâmpadas, a obra de arte podia ser vista por quase toda a cidade.

Nos anos 1980, em um anúncio televisivo do Citroën Visa GTI, o veículo se lançou de um porta-aviões e, logo em seguida, surgiu em cima de um submarino.

Já em outra propaganda, um Citroën AX marca presença na Grande Muralha da China.

 

 

 

 

 

 

 

 

Já em 1995, o Xantia, sedã icônico da Citroën que completou 30 anos neste mês de março, foi a estrela de uma campanha marcante com o atleta Carl Lewis e, em 1999, uma pirâmide formada por 10 unidades do modelo mostravam toda a estabilidade do veículo em curvas.

Toda essa inovação na propaganda continua até hoje: modelos como o Ami ou o conceito oli (äll-e) possuem uma publicidade especial, repleta do DNA disruptivo que faz parte da Citroën.

 

 

 

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